[Crítica] “Mulher Maravilha 1984”





Sendo da incrível distribuidora Warner Bros, beirando o universo da DC comics, o longa “Mulher Maravilha 1984” ou carinhosamente “MM84” é um filme de ação e fantasia que nos tira o fôlego, nos faz entrar de cabeça na década de 1980 e eu nos faz querer mais daquele universo. 

 

Com a direção de Patty Jenkins (que também assumiu o outro filme da franquia), o longa metragem tem o seguinte cenário: Em 1984 um shopping é assaltado e pedras preciosas (ou não tanto assim) são quase roubadas, as preciosidades vão parar num departamento especializado no qual Diana trabalha; uma dessas pedras tem algo escrito em latim, e descobre-se que é uma pedra dos desejos, e eles são realizados? Espero que assistam para descobrir, mas uma coisa eu te afirmo: Quando uma coisa vem fácil demais, sempre há consequências. 


 




Vou contar um pouquinho do início da película (juro que não vou passar dos primeiros 5 minutos; vemos uma criança e essa criança está chegando em uma espécie de arena, na qual sua arquitetura se assemelha aos teatros gregos, e assim como os teatros gregos foram criados pros mais diversos motivos (como desfiles militares, festas para Deus Dionísio e até funerais) temos a cena de um espetáculo formado por mulheres, essas que competem entre si para serem as melhores. Diana criança foi para competir com mulheres adultas, mas acaba caindo do cavalo, tenta buscar um atalho, mas a sua trapaça é descoberta e ela leva uma bronca por isso, mas uma frase que me marcou nesse momento do conflito, foi: “Vergonha é conhecer a verdade e não aceita-lá. Nenhum herói de verdade nasce de mentiras” e essa frase rege todo o filme, principalmente depois de seu clímax. 

 

Com esse ponto inicial me fez pensar o quanto aquelas mulheres são gloriosas, vestem armaduras que me lembram gladiadores (eu realmente estou convencida de que aquele lugar foi inspirado na grécia antiga), mas sobretudo: vemos mulheres no topo, temos a visão daquilo que o feminismo busca alcançar, respeito para elas. Mas não só esse ponto inicial, mas como toda a figura da Diana, ela é tudo o que eu gostaria de ser: Altruísta, empática, forte, determinada, inteligente e mais alguns outros adjetivos que eu conseguiria ficar o dia inteiro escrevendo. Obrigada, Patty Jenkins, não consigo me sentir motivada dessa forma a muito tempo.

 

Um ponto a destacar é a direção de arte e figurino. Quero destacar porque eu realmente fiquei impressionada com tudo. Como eu disse anteriormente, mergulhamos e nos sentimos realmente em 1984 assistindo o filme; se atentaram aos mínimos detalhes: cabelos da época, roupas coloridas (mas tinham as pessoas que preferiam o preto gótico), fliperama com cores neon e até pessoas fumando, coisa que na época era bem comum e até lido como “charmoso”.

 

Posso, ainda, falar da dublagem? Uma vez li que a dublagem brasileira é considerada uma das melhores do mundo, e, cara: para ser sincera, tiveram momentos que eu me esqueci que aquilo estava dublado. O filme é rico em efeitos especiais (alguns foram contra o meu gosto, mas isso é de cada um, né?) e claro: Uma fotografia de preencher os olhos. 

 

“MM-84” foi uma grande experiência, na realidade, a melhor do meu ano. Se eu fosse você corria para o cinema e não perdia esse filme. (Valendo lembrar: vá ao cinema com todos os cuidados por conta da Covid-19).


 

Luana Queiroz.




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