[Crítica] Trilha Sonora da Cidade






Sendo produção da Assum Filmes com associação às produtoras Felistoque Filmes, Il Vagabondo Film Bakery, Giro 8 Produtora, Artistas na Rua, Fat Bear Produções e Reza Brava Filmes, o longa “Trilha Sonora Da Cidade” nos mostra uma nova forma de fazer documentário.

Com a direção de Edu e Gab Felistoque, o longa documentário “Trilha Sonora Da Cidade” tem o seguinte cenário: As ruas, ou melhor, a arte nas ruas. Tendo plano de fundo a cidade de São Paulo, conhecemos inúmeros artistas com um ponto em comum: estão longe da arte comercial, criam arte com conteúdo e público diferente a cada momento do dia.

Um ponto, o mais importante, pensando que é um filme sobre música foi o que mais me chamou a atenção: a Sonoplastia, por qual motivo?  Sabemos que um ponto fraco do cinema nacional é a captação de som, mas mesmo em situações desfavoráveis (como gravações nos trens ou a própria rua, Av. Paulista com muita circulação de carros/pessoas), a equipe conseguiu entregar um excelente trabalho de som.






Outro ponto a destacar é a direção de fotografia e cenário; quando lemos “documentário” é bem possível que nossas mentes nos levem a ideia do estúdio fechado, fundo cinza/preto/branco, câmeras paradas e plano médio, mas o longa traz o contrário disso.

O cenário, além das ruas, são as casas das pessoas, me trazendo sensação de intimidade; já a câmera, raramente tem um plano fixo, ela se movimenta muitas vezes como se fossem bastidores/making off, o que me parece ser uma forma de despertar o interesse do público jovem.







Algumas falas me chamaram a atenção, como os músicos que alegaram serem expulsosalgumas vezes do metrô, por conta de denúncias, isso me fez refletir o seguinte: quando o trabalhador que acorda às 4:30 e pega o transporte lotado vai perceber que a classe artística é igual a dele? 

Artistas de rua querem ganhar seu pão honestamente como qualquer pessoa.

Outra percepção que tive ao assistir, é sobre os nossos sentidos e os sentimento; por exemplo, quando aguçamos o nosso olfato e conhecemos um cheiro, memórias são liberadas, mas a mesma coisa não acontece com a música? O que seria de um filme triste sem sua a sonoplastia? Chegaríamos à sensação pretendida pelo diretor?

“O Trilha Sonora da CIdade” trouxe um ótimo debate, além de desencadear inúmeras reflexões acerca da arte, política pública cultural e, claro: música! Foi uma grande experiência.

Se interessou? O longa vai está com estreia prevista para 25 de novembro, às 20h, na plataforma do In-Edit TV, com os acessos nas primeiras 24 horas gratuitamente e mais tarde, o valor simbólico de $3,00.


Ficha Técnica:

“Trilha Sonora da Cidade”
Duração: 82 minutos
Janela: 1080p
Som: Stereo
Idioma Original: Português
Ano de Produção: 2020
País de Origem: Brasil 

Direção Geral: Edu Felistoque e Gab Felistoque
Produtoras : Assum Filmes
Produtoras associadas: Felistoque Filmes, Il Vagabondo Film Bakery, Giro 8 Produtora, Artistas na Rua, Fat Bear Produções e Reza Brava Filmes

Apoio Cultural: Ibis Styles Hotels
Produção Executiva: Carolina Vianna, Denise Castelhano, Edu Felistoque, Sergio Martinelli, Victor Dias e Victoria Mazzia
Produção: Catarina de Castro, Celso Reeks, James Lima, Letícia Gonçalves, Sofia Galassi e Victor Dias
Fotografia: William Prado
Imagens: Cristiano Calegari, Giulia Ballarini, Guilherme Andrade, Guilherme Festa, Leticia Santos, Marcos Ventura, Marina Franzolim, Paulo Guardado, Victor Dias e William Prado
Som Direto e Mixagem: Marcos Ventura
Montagem: Paulo Guardado
Montagem Adicional: Caetano Grippo
Assistentes de Montagem: Felipe Wrany e Victoria Novais
Montagem Final e Finalização: Marina Franzolim
Diretores Convidados: Cristiano Calegari, Guilherme Andrade, Guilherme Festa e Victor Dias

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