[Crítica] M-8 Quando a Morte Socorre a Vida


As palavras exatas para descrever esse filme ainda não foram inventadas. Um misto de tristeza, dor, sofrimento, mas também, e definitivamente não menos importante, sensações de alegria, compaixão e até um certo conforto foram algumas das coisas que esse filme me causou.

Maurício começa a estudar na renomada Universidade Federal de Medicina. Em sua primeira aula de anatomia, ele conhece M8, o cadáver que servirá de estudo para ele e os amigos. Durante o semestre, o mistério da identidade do corpo só pode ser desvendado depois que ele enfrentar suas próprias angústias.

Dirigido por Jeferson De, "M-8 Quando a morte Socorre a Vida" é uma verdadeira obra de arte que se preocupa em demonstrar para os que não vivem a realidade de um jovem preto e pobre, como é o dia-a-dia de quem é calado por uma sociedade, estruturalmente, porém não apenas, racista. 


Qualquer um que possua um nível mínimo de empatia, consegue experimentar os sentimentos que são transmitidos pela brilhante atuação de Juan Paiva, que interpreta o personagem Maurício, e de todo o elenco, igualmente incrível, recheado de nomes conhecidos, como Mariana Nunes, Rocco Pitanga, Aílton Graça e Lázaro Ramos. 


Essa belíssima obra de arte é um lembrete para que nós, donos de um favorecimento que provém da branquitude, tenhamos consciência de nossos atos e sempre busquemos a melhoria e não só procuremos não ser racistas, como principalmente, sejamos antiracistas e que saibamos nossos locais de fala. 


O filme tem sua data de lançamento marcada para o dia 03 de dezembro e é uma ótima escolha para quem estiver interessado em voltar à rotina das salas de cinema e recomendar para os amigos assistirem – com todos os cuidados recomendados e extremamente necessários 



Morgana Miranda

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