[Notícias] Pop baiano: Isa Roth lança primeiro videoclipe quarentenado sobre história de amor irreverente


“Voltando Pra Casa” tem produção do selo Banana Atômica

Isa Roth. Foto: Bruno Bitten/Divulgação


Antes de qualquer coisa, “Voltando Pra Casa” é uma história de amor. Ouvindo a canção isso fica muito claro. O que talvez não dê para imaginar é que a baiana de Feira de Santana, Isa Rothe seu companheiro Bruno Bastos escreveram uma homenagem aos cachorrinhos que fizeram parte de suas vidas! Isso se evidencia quando Isa canta os versos:

“O meu amor é eterno e tenho que aproveitar os 14 anos que a gente vai se amar. Ainda que coma meu chinelo, rasgue o meu caderno, não imagino você fora da minha vida”.

Não, Isa não canta sobre um relacionamento abusivo, mas fala das travessuras que cãezinhos podem aprontar em casa e do tempo de vida que parte dessas criaturas tem com os humanos.

“A música ‘Voltando Pra Casa’ a princípio foi feita contando a história que eu e meu companheiro Bruno Bastos tivemos nas nossas experiências com cachorrinhos ao longo da vida, então a música é uma declaração de amor de um dono pra seu cãozinho. Mas depois de pronta percebemos que a música possibilitava 2 interpretações, a do carinho de um dono pelo seu pet e também a uma paixão extremamente intensa viveram com lambidas e tudo, verdadeira e com prazo de validade. Sabe quando a gente está apaixonada por alguém que a gente sabe que não vai ser para sempre, mas é tão intenso e bom que a gente só quer que seja eterno enquanto dure? Então... Aí vai do receptor e dos sentimentos que ele desenvolver para essa história”, explica Isa.

“Voltando Pra Casa” é o quarto single cantora e compositora Isa Roth e o primeiro videoclipe da sua carreira, que sai com produção do selo Banana Atômica, também de Feira de Santana (BA). O clipe foi todo gravado na casa da artista e respeitando todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de distanciamento social.

“O clipe foi gravado no meio da quarentena com uma equipe reduzidíssima, apenas eu e o Bruno Bitten. Todas as locações são cantinhos da minha sala. O cenário foi montado a partir da decoração que eu já tenho no meu apê: minhas plantinhas, canecário, meu sofá, um tecido que usei como fundo. Usamos o que tínhamos, inclusive para evitar ter que sair para providenciar materiais. Durante toda a gravação tomamos os cuidados com máscara, limpar as superfícies. Deixei tudo pronto quando Bruno chegou tentamos fazer tudo de maneira bem objetiva e mantendo o distanciamento a fim de fazer tudo da maneira mais segura possível”, conta Isa.

Isa também é uma militante contra a gordofobia e ter sua narrativa contada e cantada também é um modo de mostrar que é possível viver sua vida plenamente mesmo estando fora do tal padrão estético. Um dos primeiros desafios que ela teve que enfrentar foi a sua própria aceitação:

“Falar de aceitação no que tange a uma aceitação estética, que envolve não estar inserida dentro de um padrão que é considerado como certo e aceitável principalmente enquanto artista, enquanto uma pessoa que está em destaque, que botou a cara, as curvas e gorduras pra jogo, é um desafio. Nas minhas músicas, e nessa em especial, eu falo da vida, falo de sentimentos, falo de amor, de superação, de aprendizado. E quando olham para mim, uma mulher gorda, nunca imaginam que uma gorda seria protagonista desses relatos. Nunca imaginariam que uma mulher gorda estaria de top mostrando a barriga falando de lambida na cara e de amor em um clipe e música, dançando, brincando, flertando, sensualizando, enfim”, comentar a artista.

E continua: “Nossos corpos são silenciados, ridicularizados, tidos como inaceitáveis. Minha gordura se tornou inimigo de tantas narrativas e se tornou o obstáculo a ser eliminado pra tanta gente. E eu tô aqui, em 2020 depois de muito precisar aprender a me amar e me aceitar do jeito que eu tô, de botar a cara no sol e me permitir protagonizar minha história. É meu primeiro clipe cara e eu tô dançando ali de top sabe? Mostrando tudo o que por anos disseram que era para eu ter vergonha, esse clipe e esse single mais do que nunca reafirmam que eu tô aqui! Que eu existo e que eu posso ser quem eu quiser sem medo nem poréns”, afirma Isa Roth.

O clipe de “Voltando Pra Casa” tem produção Recreio Films e Banana Atômica, direção de Bruno Bitten, roteiro de Bruno Bitten e Isa Roth, que também atua no vídeo. Já o single é uma composição da Isa Roth com Bruno Bastos, foi mixado e masterizado por Jera Cravo e gravado no Gato Preto Studio. A banda que acompanha Isa é formada por Bruno Mendes (guitarra), Filipe Figueiredo (baixo), Marcus Rossini (bateria) e Caíque Acauã (teclado). 



Mais sobre Isa Roth

Nascida e criada em Feira de Santana (BA), Isa Roth começou a tocar muito cedo, apenas com 9 anos de idade aprendeu a tocar violão e teclado. A paixão pela área a levou a estudar Licenciatura em Música pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) onde é formada. É professora de técnica vocal e produtora de festivais, tendo feito um intercâmbio universitário na Universidade de Évora em Portugal em 2014.

A artista de 27 anos aborda as problemáticas do jovem millennial, com uma sonoridade recheada de influências do pop, indie, rock e retrô. Ao transformar suas músicas em um diário aberto, Isa Roth compartilha dilemas, medos e desafios. Porém, também traz um ritmo dançante, onde fala sobre empoderamento, aceitação e entendimento da vida adulta.

Em 2014 eu lançou um EP para amigos e família sem grandes pretensões, com composições que tinha feito ao longo da adolescência. Em 2018 inicia oficialmente sua jornada enquanto artista independente. Setembro de 2019 , lança o primeiro single “Segunda à Tarde”, que abriu as portas para os festivais Feira Noise (FSA) e o Big Bands (BA). Ainda em 2019 lança o single “Maturidade” e em maio de 2020, “Manhã”.

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