[Dança] Dança em Trânsito 2020 | DESFRONTEIRAS - 18ª edição


Etapa on-line do festival internacional de dança terá solos inéditos, criação coletiva à distância, espetáculos na íntegra, 

residências artísticas de intercâmbio e de criação, oficinas, projetos formativos e 

rodas de conversa envolvendo centenas de participantes de 68 cidades e 18 países

 

A jornalista e escritora Rosita Boisseau, colaboradora do Le Monde e Télérama, 

e Sanjoy Roy, crítico de dança do The Guardian, falam sobre a crítica de dança

A 18ª edição do festival internacional de dança contemporânea Dança em Trânsito ganha, em tempos de quarentena, sua primeira edição virtual e integralmente gratuita. De 15 a 22 de agosto, bailarinos, companhias de dança, coreógrafos, professores, estudantes e críticos de 68 cidades espalhadas por 18 países – Brasil, Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Chipre, Egito, Espanha, EUA, França, Índia, Inglaterra, Israel, Itália, Portugal, Suíça, Taiwan e Uruguai – se conectam remotamente através de criações on-line e parcerias inéditas, residências artísticas de intercâmbio e de criação, projetos formativos com palestras e aulas, oficinas e rodas de conversa, com patrocínio da Engie Brasil.

Uma das novidades do festival é o projeto Criações inéditas - Solos Online. A proposta consiste na formação de uma dupla formada por um coreógrafo e um artista que estejam obrigatoriamente em cidades diferentes, dentro ou fora do Brasil, para a criação e apresentação de um solo inédito. A curadoria realizada pelas diretoras do festival Giselle Tápias e Flávia Tápias, e ainda por Carmem Luz (Rio de Janeiro), Leonel Brum (Fortaleza), Annette Jeannot (Paris, França) e Pedro Senna Nunes (Lisboa, Portugal) selecionou 9 dos 287 solos inscritos, concebidos em parcerias – muitas inéditas – como as de Vini Mossi (Erechim, RS) e Gaetán Jamard (Bordeaux, França); João Saldanha (Rio de Janeiro) e Marcos Tó (Belo Horizonte); Andréa Bergallo (Viçosa, MG) e Ana Vitória (Lisboa, Portugal); Henrique Castro (Fortaleza) e Fabrice Ramalingom (Montpellier, França); Marcia Regina (Brasília) e Fausto Ribeiro (Montevidéu, Uruguai); e Edson Beserra (Brasília) e Martha Hincapie (Berlim, Alemanha). Os solos serão apresentados em 16/8, às 17h; 17/8, às 14h e 19h; 20 e 21/8, às 17h, e no dia 22/8, às 11h.

“Esta será uma edição muito especial. O uso das plataformas on-line, que a princípio serviria apenas para contornar a impossibilidade de realizar apresentações presenciais, propiciou descobertas e experiências bastante ricas e inusitadas”, revela Giselle Tápias, diretora artística e curadora do festival. “Uma delas foi o vídeo de criação coletiva Morada, que reuniu interessados, bailarinos ou não, e resultou em um encontro de 100 pessoas de diversas partes do Brasil e do exterior”, explica a coreógrafa Flávia Tápias, idealizadora da proposta.  

Em um primeiro momento, Flávia e a videasta Luciana Ponso promoveram um encontro com os inscritos para abordar os conceitos pertinentes ao tema ‘Fique em casa’, como intimidade, memória etc. A partir desse mote, os participantes puderam brincar livremente com seu ‘espaço íntimo’: “Nesse espaço de liberdade, a dança pessoal de cada um será parte de um todo, livre de fronteiras. Afinal, o que pode a dança na tela?”, propõe Luciana. O resultado da experiência será exibido em 15/8, às 17h, e 21/8, às 11h.

Além dos Solos Online e do videoarte Morada, serão disponibilizados gratuitamente sete espetáculos de dança completos de companhias nacionais e internacionais, incluindo algumas que já tinham sido convidadas para a edição presencial ou que participaram de edições anteriores do Dança em TrânsitoOne. One & One, da Vertigo Dance Company, de Israel; I Remember Saying Goodbye, filme baseado na peça Arise, de Christian e François Ben Aïm, da França; Cabanagem, do Corpo de Dança do Amazonas, de Manaus; Scena Madre*, da Compagnie EDA Ambra Senatore, da França; Within Her Eyes, da James Cousins Company, da Inglaterra; Breakfast, de Shang-Chi Sun, de Taiwan, e Vertikal, da Cie Käfig, de Mourad Merzouki, da França. As exibições serão seguidas por um bate-papo ao vivo com o coreógrafo do espetáculo apresentado, que falará sobre o seu processo de criação.

A jornalista, escritora e crítica francesa Rosita Boisseau, colaboradora de periódicos como o Le Monde, e que ministrou uma inédita e gratuita oficina de crítica de dança na edição passada do festival, aprofunda o assunto este ano em Territórios desconhecidos, que oferece duas rodas de conversa, ao vivo, com participação do público ao final. No dia 22/8, às 17h, na roda de conversa A Crítica da DançaRosita se reúne com Adriana Pavlova, jornalista e crítica de dança do jornal O Globo; a francesa Annette Jeannot, fundadora do Les Journées Danse Dense, membra constante de comissões de assistência à escrita coregráfica na França; Fernanda Perniciotti, jornalista, gestora, pesquisadora em Comunicação e Artes e crítica de dança do jornal O Estado de S. Paulo, e Sanjoy Roy, jornalista, editor, curador e crítico do jornal londrino The Guardian, para refletir sobre como a arte deve e pode seguir neste novo momento.

Na outra roda de conversa – Centros Culturais e Coreográficos –, no dia 21/8, às 14h, profissionais da área de cultura de quatro países de três continentes   Romann Datus, Adido de Cooperação e de Ação Cultural da França no Rio de Janeiro; Ambra Senatore, coreógrafa e intérprete italiana, diretora do Centro Nacional de Coreografia de Nantes, na França; Martín Inthamoussú, professor da Universidade Católica do Uruguai, membro do Comitê de Governança da Sociedade Internacional de Artes Cênicas; Mirna Zagar, Diretora Executiva do The Dance Centre, no Canadá, e a portuguesa Telma Sousa de Brito, Diretora do Pólo Artes Vivas, Café en l’Eyre, em Bordeaux, França  trocam experiências e reflexões sobre como se reinventar culturalmente; o que fica, o que sai, o que surge, como manter os intercâmbios e quais os efeitos da transformação digital na prática cultural. O público poderá se inscrever gratuitamente para assistir e interagir com os participantes pelo site dancaemtransitoonline.com.

Durante o festival, serão oferecidas oficinas on-line e gratuitas de dança, com vagas limitadas, ministradas por convidados do Brasil e do exterior. O brasileiro Mário Nascimento (Oficina de Dança Contemporânea) e os espanhóis Kiko López Juan (Dança Contemporânea e Urbana) e Lucio A. Baglivo (Dança Contemporânea e ferramentas teatrais) abordam diferentes aspectos da dança nos dias 15, 17 e 19 de agosto, respectivamente, com tradução simultânea. As inscrições são feitas pelo site dancaemtransitoonline.

Projeto Formativo apresentará três palestras-aula de até 50 minutos, gratuitas, com profissionais da dança, sobre temas específicos, em formato de entrevistas ao vivo, em que o público poderá fazer perguntas e estar em contato com os palestrantes através de um mediador. Participam o poeta, ensaísta e curador português Luís Serguilha (17/8), o coreógrafo alemão Micha Purucker (18/8), e a educadora, fisioterapeuta e pesquisadora brasileira Núbia de Lima Barbosa (19/8), sempre às 17h.

A já tradicional residência de intercâmbio Rotas, idealizada e coordenada pela coreógrafa Flávia Tápias, é uma parceria criativa com os intérpretes brasileiros e estrangeiros convidados, que elaboram um espetáculo inédito apresentado durante a programação. Nesta edição, a residência se transforma em Rotas Virtuais, ganha a colaboração artística da coreógrafa suíça Nicole Seiler e terá uma primeira etapa que envolve o encontro online dos artistas para a elaboração de um jogo coreográfico a partir das histórias individuais e questões pertinentes ao momento atual: o que descubro no isolamento, em relação ao corpo do outro? Como enriquecer um espaço-tempo comum que abrigue a diversidade e a beleza que se pode criar conjuntamente? A partir daí, será criado coletivamente um vídeo-dança, filmado online, envolvendo os artistas Flávia Tápias (Rio de Janeiro), Nicole Seiler (Genebra, Suíça), Jeremy Kouyoumdjian (França), Marie Urvoy (França), Kiko López (Madrid, Espanha), Rosa Antuña (Belo Horizonte, Brasil), Shaymaa Shoukry (Cairo, Egito), Diya Naidu (Bangalore, Índia), Júlio Rocha (Rio de Janeiro) e Gleidson Vigne (Giessen, Alemanha). O resultado será apresentado nos dias 15 e 22/8.

Assim como nos anos anteriores, o Dança em Trânsito realiza as Oficinas de Criação para jovens de cidades com poucas oportunidades e distantes dos grandes centros. Começando em julho nas cidades de Minaçu (GO), Capivari de Baixo e Alto Bela Vista, em Santa Catarina, e Entre Rios do Sul (RS), com aulas e encontros ministrados por Flávia TápiasLuciana Ponso e Anyel Aram, o projeto ganha em agosto um vídeo-registro do processo de criação, que será exibido gratuitamente no festival, nos dias 16 e 18/8, às 14h, seguido de um bate-papo ao vivo com os participantes, coreógrafos e professores, para compartilhar os desafios e emoções desse novo processo criativo. 

Um dos desdobramentos das oficinas é a Trânsito Cia de Dança, formada pelos jovens que se destacaram nas residências. Flávia Tápias e Gleidson Vigne, coreógrafos de Trilha, a primeira obra criada para a Trânsito Cia de Dança, foram convidados a dar continuidade ao trabalho, partindo das transformações pelas quais o mundo passa, e criar uma segunda parte: TRILHA, um novo jeito de caminhar, que será apresentado no festival.

O professor, bailarino, coreógrafo e terapeuta Toni Rodrigues realiza a oficina de criação, gratuita para adultos a partir de 18 anos, Dança para todos, nos dias 16, 18 e 20/8, às 11h. As inscrições podem ser feitas no site dancaemtransitoonline.com

Dança em Trânsito

Criado em 2002, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. Sua atuação abrange ainda residências artísticas, com oficinas de criação, e workshops, abrindo canais para novos talentos da dança, e a formação de plateias, estimulando o interesse pelas artes e pela dança. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Desde a sua criação, o Dança em Trânsito já apresentou mais de 90 companhias de 16 países em 18 cidades de nove estados brasileiros, para um público de mais de 48 mil pessoas.

Sobre a ENGIE Brasil 

No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016.

O Grupo também atua na área geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás. Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2016 um faturamento de R$ 6 bilhões.

 

DANÇA EM TRÂNSITO ONLINE | DESFRONTEIRAS - 18ª edição

De 15 a 22 de agosto de 2020

Programação completa e inscrições: dancaemtransitoonline.com*

 

Patrocínio: ENGIE Brasil 

Direção geral: Giselle Tápias

Direção artística e curadoria geral: Giselle Tápias e Flávia Tápias

Gestão e Direção de Produção: Espaço Tápias

Contatos artísticos: Letícia Kaminski

Produção executiva: Sonia Reinstein Miçairi Guimarães

Redes sociais: INOVA BRAND    

Programação visual: TRUQUE.CO e INOVA BRAND        

Webdesign e edição: TRUQUE.CO

Revisão e tradução de textos: Letícia Kaminski

Tradução simultânea: Martha Moreira Lima

Técnico de TI: Anderson Costa de Souza ASI Produções

  

O link de cada apresentação poderá ser acessado pelo site dancaemtransitoonline.com no dia e horário indicados na programação. Para participar com perguntas nos eventos ao vivo e receber os links por email, é preciso se inscrever no site do festival  gratuitamente  no{s} evento(s) de interesse. 

 


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