[Náufragos do Sofá]: Coisa Mais Linda - 2º Temporada - Crítica


Hey, Náufragos! Que “Coisa Mais Linda” é um tapa feminista na cara da sociedade todo mundo sabe, e a segunda temporada não é diferente. Porém, além disso, encontramos muitas histórias dramáticas de amor e amizade e conhecemos um pouco do Rio de Janeiro dos anos 60, com todo seu estilo e classe. Apesar de bastante comentada, a segunda temporada apresenta alguns defeitos que fizeram a produção perder uns pontos de qualidade.

A segunda parte começa exatamente onde havia acabado a primeira; depois dos tiros na praia na noite de réveillon. Malu, após acordar do coma, traumatizada com o ocorrido, percebe uma vida diferente da que ela tinha deixado quando dormiu. Sob outra administração, o Coisa Mais Linda perdeu a essência musical descontraída que ela conquistou ao lado de Adélia, e diante uma justiça machista terá que lutar sozinha novamente para recuperar tudo de volta.




Thereza também se depara com um destino diferente do esperado quando precisa dividir a atenção de Nelson com sua recém descoberta filha com Adélia. Esta, por sua vez, finalmente se casa com Capitão, mas num surto de autoconfiança faz o que seu coração manda, assim como sua irmã Ivone, que deseja ser uma cantora renomada e recebe apoio de Malu e seu braço direito produtor musical, Roberto. Aliás, a ausência de Chico faz aflorar um novo amor na protagonista.

Nota-se que acontece muita coisa nos episódios, mas parece que ao mesmo tempo não acontece nada. Cada problemática apresentada foi resolvida rapidamente, sem enrolar naquele drama misterioso. Parece que, apesar dos capítulos longos, faltou tempo pra desenrolar a história, ou que é informação demais mas mesmo assim quiseram acrescentar tudo ao mesmo tempo no roteiro.

Por conta disso, quase não dá para lembrar das histórias e dos personagens apresentados, além das interrogações que ao invés de deixar o efeito de gancho para uma próxima temporada, deixou um ar de confusão. Fora isso, a série segue impecável ao mostrar a realidade das mulheres e a real importância do feminismo aplicado no nosso dia a dia. E, claro, o visual de época segue lindo e não deixa nada a desejar.




Quem se apegou aos personagens com certeza não terá problemas ao assistir as cenas, porém há coisas que não podem se repetir caso haja uma renovação pela Netflix. Desde junho disponível na plataforma de streaming, ainda é uma série nacional de grande importância, recomendada a todos os públicos. “O amor é muitas coisas. Amor é vida. Amor é acolhimento. Aceitação. Mas, se tem uma coisa que o amor não é, é violento.” - Maria Luiza. 


Bia Oliveira

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