Por Trás do Som: Pepita - A Referência De Todxs [Especial Mês do Orgulho LGBTTIA+]



RAAAN, desconectados! Eu sou Taú e esse é mais um Por Trás do Som especial com uma pessoa excepcionalmente especial. Ela que fortalece as 4 da madrugada, que é grandona pra caralho e é um ícone da comunidade LGBTTIA+: Pepita! Boa leitura a todxs!







O nome dela é Priscila Nogueira, nascida em 25 de janeiro de 1982, no Rio de Janeiro. Pepita iniciou a carreira artística como dançarina de funk, seus vídeos dançando foram parar na internet e ela recebeu muito hate na época. Porém se promoveu com isto e se saiu muito bem.

Foi com um elogio de uma amiga na época dizendo que sua voz era boa que a funkeira quis se promover cantando. Ela recebeu o convite para participar e meio incrédula com a situação, seguiu colocando a voz na música ‘Tô A Procura de Um Homem’. E a partir daí já começou a produção de seu EP ‘Grandona Pra Caralho’, lançado em 2015.

Pepita surgiu com um estilo de funk que já não se fazia mais, o funk estilo furacão 2000, sem muitos elementos e com a batida característica carioca, justamente no começo da ascensão do funk paulista. Pepita tinha tudo para dar errado, mais como sempre na sua vida, foi maior do que todas as dificuldades enfrentadas e conseguiu alcançar seus objetivos.

“Eu quero chegar na mente da pessoa que não conhece a palavra respeito. Eu quero conseguir chegar lá.”






Depois do EP, Pepita começou a trabalhar na sua imagem na internet, tendo em visão seus vários memes que são gerados até hoje e sua visibilidade com esse conteúdo. Pepita fazia o #PepitaResponde onde respondia perguntas dos fãs e isto, obviamente gerou mais memes e mais visibilidade a ela.

Em 2017, a cantora foi convidada por Lia Clark a participar da música chifrudo. A canção por sua vez, foi um hit que mudou a vida de Lia Clark e de Pepita e criou o bordão mais famoso da internet “RAAAAN”, se você foi abduzido por alienígenas e não conhece esse bordão e esse hino LGBTTIA+, clique aqui e me agradeça nos comentários.

No mesmo ano a cantora participou do curta “Meu Preço”, protagonizando uma prostituta e atuando muito bem também. também lançou seu segundo EP "Uma Vez Piranha, Sempre Piranha" com vários hits e incluindo “Piranha” que é uma versão do hino do flamengo numa versão mais... Pepita se assim podemos dizer.

Pepita é conhecidíssima no funk carioca, já gravou com Bonde Das maravilhas e DJ Batata e é amiga pessoal do DJ Rennan Da Penha. Além de todos do ramo a reconhecerem enquanto uma das maiores funkeiras raiz dessa nação.






2018 foi o ano com muitos singles de Pepita: “Olhar 43”,”Abriu a Porta”,  “Parceira”, o hit “Chama a Beleza” e “Rebolo e Sento”. Um ano recheado de singles com um funk bem característico da cantora que não tem medo de mesclar ritmos e tendências.

No ano de 2019 a compositora decidiu focar mais na carreira de youtuber. Apesar de ter lançado o single “Esses Boys” e “Chicletin”, Pepita fez mais sucesso como apresentadora do seu programa “#CartasPraPepita”, onde ela dá conselhos de como seus seguidores devem resolver seus problemas pessoais.

E em 2020 ela não parou não, fez uma música com a Medrado chamada: 'Desafio' e estreou uma nova linguagem do "#CartasPraPepita", indo na casa de convidados famosos e fazer o programa lá, junto de uma entrevista. Já teve com Diva Depressão e Pedro Hmc do Põe Na Roda com seu marido.

“Não é porque minha bandeira é um arco-íris que é um circo não. Merecemos respeito e educação também.”





Ressalvo aqui também que Pepita fez dois feats de sucesso, um com Nininha Problemática em ‘Quem Manda’ e o outro com Kaya Conky em ‘Marmita’, e ambos tem clipes muito bem produzidos.

Não há nem lógica de eu dizer o porque essa cantora está nesse Por Trás do Som especial. Pepita é uma pessoa admirável por se colocar não como uma diva, mas sim como uma militante que se empodera de toda sua força e transpassa para todos em sua volta. Sua energia cativa e contagia – Eu mesmo já fui em duas paradas LGBTTIA+ e assisti o show dela, que independente de dinheiro, fama e aclamação sustenta essa bandeira na posição de frente com muito orgulho.

“No país que a gente vive que mais mata travestis, eu tenho o maior orgulho de ser uma travesti. Porque eu passo pelas coisas, mas desistir nunca, eu levo aqui no meu peito a palavra resistência.”













Texto: Taú
Compositor, escritor e técnico de negócios
Instagram: @tauoficial_





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