Por Trás do Som: Day - A Essência Da Originalidade [Especial Mês do Orgulho LGBTTIA+]


Hey, desconectados! Eu sou Taú e esse é mais um Por Trás do Som Especial com uma artista mais que especial. Ela que é geminiana e põe a culpa de tudo em seu signo, que roubou o coração dos espectadores do The Voice e uma das maiores compositoras da atualidade no país: Day! Boa leitura a todxs!






  Dayane de Lima Nunes, Natural de Goiânia, veio ao mundo em 8 de junho de 1995 escrever sua linda história assim como escreve suas lindas músicas. Day começou a tocar violão desde pequena nas células (pequenos grupos religiosos) e cantou pela primeira vez na igreja quando uma ministra de louvor faltou e então a chamaram para cantar.



Day cresceu na igreja e desde lá já descobriu seu amor e talento para compor, porém ela só compunha músicas em inglês e isso se perdurou até bom tempo depois.

Com 20 anos começou a postar covers na internet. Fazia cover do Fifth Harmony, Halsey, Paramore e Avril Lavigne. Só fazia covers em inglês mas depois quis explorar sua brasilidade e começou a fazer de Anavitoria, Ana Vilela, Pitty, entre outros. Sempre surpreendendo com sua exímia voz.





Em 2017 Day estreou no programa ‘The Voice Brasil’ e na primeira apresentação teve a cadeira de Lulu Santos virada, fazendo assim ele ser seu técnico e mentor durante o programa.

Day era tão religiosa que não quis entrar para o The Voice pois achava que não era o que Deus reservava para ela. Quando ela viu que ganhou muito destaque no programa e chegou até a final percebeu que isso era exatamente isso o que Deus tinha preparado para ela.

A cantora é abertamente lésbica. Sempre trouxe isso a tona nos seus clipes e em suas músicas, sem esconder sua identidade. Em entrevista ao ‘Papo de Música’ a cantora falou um pouco de como foi esse processo para ela:

“No momento em que eu me aceitei e eu ainda tava na igreja nessa época. Eu falei, de verdade, caguei”.

No final de 2018 lançou seu primeiro EP, chamado: ‘Day’ que contém o seu primeiro single: ‘Tanto Faz’ que já tem mais de 3 milhões e meio de visualizações no Youtube. E no ano seguinte lançou o clipe de ‘Clichê’, sua primeira parceria com Vitão.

Ainda em 2019 lançou o single ‘Na sua Mão’ e no final do ano o hit ‘Geminiana’ que eu amo muito, com um clipe lindo sobre o amor de duas meninas.





O estilo da compositora, como ela mesmo define é um Pop “Underground” por não estar muito próximo do Indie e nem do Pop que culturalmente ouvimos: a música de massa.

“A gente não precisa segregar o pop como a gente segrega. O pop tem que sair da caixa.”


Seu último trabalho é o EP “A Culpa É Do Meu Signo” que saiu hoje e você pode conferir a minha crítica faixa por faixa desse EP que eu adorei clicando aqui.

Day é a essência do puro e do simples, sempre demonstrou naturalidade ao falar de sua orientação sexual e de como lida e já lidou com isso. Trago ela como representatividade lésbica nesse mês tão especial por trazer consigo sua verdade e não deixar que qualquer um a apague. Acredito que ela seja inspiração para todas as outras meninas que tem medo de se assumir.

“Pra você ver o quanto representatividade importa, ela viu num programa a Gretchen falando sobre o Thammy, daí ela falou: ‘Realmente, a Gretchen tá certa e eu tô errada’ aí ela pediu desculpa, poque ela viu a Gretchen na TV falando e porque então que as pessoas não vão me ver falando sobre(?)”. questionou Day em entrevista ao ‘Papo De Música’.













Texto: Taú

Compositor, escritor e técnico de negócios
Instagram: @tauoficial_







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