[Séries] She-ra and Princess Of Power – Season Finale



Ontem chegou a tão esperada última temporada de She-ra and Princess Of Power e como eu não durmo no ponto já maratonei a série todinha, confesso que não tive tempo o suficiente para digerir tudo. A série por si só é uma obra é arte, tudo que você conheceu sobre o antigo seriado de TV pode tirar da sua cabeça, a nova versão funciona de um modo independente. Apenas o lugar e os personagens continuam os “mesmos”, isso porque eles também ganharam uma repaginada, dando muito mais diversidade à série com personagens negros, LGBTS e todos os tipos de corpos. Isso já fez a série começar com tudo.




She-ra and Princess Of Power é uma série extremamente necessária, mas que sofreu muito com o boicote dos grupos mais antigos e conservadores com críticas relacionadas às roupas menos sensuais (aff), os corpos que correspondem às idades, o novo enredo, a diversidade. Tudo foi motivo pra deslegitimar a história desenvolvida por Noelle Stevenson (uma escritora incrível e com várias obras disponíveis). Toda essa repercussão negativa afastou um pouco as pessoas, mas aqueles que não se deixaram levar acompanharam uma jornada em constante expansão, faltam-me palavras para descrever tamanha perfeição.

Nessa nova versão, temos de tudo um pouco e apesar dos poucos episódios por temporada as emoções são trabalhadas em uma profundidade absurda. Primeiro vemos uma tensão entre a personagem principal, Adora, e Catra/Felina que perdura todas as temporadas, somada à descoberta de Adora em ser She-ra o que a faz se afastar da Horda, onde até então era seu lugar seguro e se juntar a Rebelião. Com essa ruptura, temos uma guerra travada entre esses dois, a ponto de suas batalhas crescem num nível intergaláctico (sem exagero), e nesse meio hostil florescem muitas amizades. Pra completar, nesse momento é aberto um leque de informações sobre o planeta que os Eterianos vivem e qual sua ligação com a She-ra. Assim temos cinco temporadas muito bem desenvolvidas, com uma crescente de personagens excelente, que nos envolvem e amarram em um mar de sentimentos confusos sobre o amor, a ciência, a manipulação extrema de fatos e muito muito poder.



Tudo é politico nessa série e nem precisamos nos forçar pra enxergar o além: A Horda com sua ditadura e repressão, usa o poder e as armas para conquistar o domínio de Etéria. O mestre da Horda que chega com seu exército completamente fascista, onde seus clones julgam o mestre como um Deus, “tudo nele é perfeito, o mestre não erra”, assim todos pensam. Os clones são sua imagem e semelhança e se alguém destoa desse padrão é imediatamente reiniciado (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, ou não). E por fim, mas não menos importante, temos a Rebelião das Princesas. Como o próprio nome já diz, as Princesas se rebelam contra as decisões e investidas da Horda, suas líderes são extremamente fortes e suas características de personalidades bem trabalhadas e desenvolvidas, sendo assim elas lutam dia e noite pela justiça, defendem em conjunto cidades e impérios dos constantes ataques da Horda e procuram sempre se ajudar nas dificuldades. Com seus poderes, protegem os cidadãos de um governo nada democrático. No decorrer da série vemos sua força crescer e agregar até os mais improváveis participantes.

Nessa última temporada que teve sua estreia ontem, vemos mais que nunca o embate desses poderes: Finalmente vemos o Mestre da Horda em ação, se comportando como um verdadeiro exterminador, encurralando o planeta e nos dando os momentos mais tensos e angustiantes. Foi uma temporada que superou às expectativas, fechou com êxito todos os parênteses abertos anteriormente, culminando em situações inimagináveis. Adora está muito mais madura, enfrentando aqueles que a manipularam, persistente e quando tudo parece perdido, ela sempre acha uma saída. Companheira como sempre, nunca abandona aqueles que ela ama e isso, meus caros, vai ser crucial pra todo o desfecho.



Perdi o fôlego diversas vezes e chorei como uma criança quando fui surpreendida por alguns fatos, que não devo mencionar rs. Tudo me marcou nessa série, mas o que mais ficou gravado no meu coração foi logo no primeiro episódio, assim que vi a Felina me identifiquei, magrinha, baixinha, não branca, eu quase chorei de felicidade, ainda por cima uma gatinha (amo gatos) representatividade importa demais e como é necessário personagens para nos enxergamos nas produções. Obrigada Netflix, obrigada Noelle Stevenson e muito, muito obrigada a Jade Bastos que me recomendou esse ícone de série, inclusive me encontro emocionada escrevendo esse texto. E essa é mais uma dica maravilhosa pra quarentena, tudo o que eu queria falar não vai caber aqui. Então encerro com a música Warriors, tema-abertura da série, que foi regravada de um modo magnífico para o grande final e me acompanhou em cada parágrafo: 


Até logo meus Rebeldes!

Larissa Costa



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