[Crítica Musical] Track-by-Track: 'Chromatica' de Lady Gaga


Hey, desconectados! Eu sou Taú e hoje apresento a vocês mais uma crítica faixa por faixa, hoje do novíssimo álbum da Lady Gaga, o ‘Chromatica’. Boa leitura a todos os little monsters!








Lady Gaga inicia seu álbum com um interlúdio instrumental com trompete, violino, que trazem uma vibe lúdica e nos preparam para o que está por vir.



“Alice” fala sobre querer ficar num mundo fantástico e se esconder do real, acredito que com substâncias químicas, mas isto não está claro na letra. A sonoridade é uma disco, porém não tão distante do tempo em que vivemos - tendo em vista que este disco é todo conceituado nos anos 70/80, é bem um eletrônico próximo do David Guetta, que vai crescendo na ponte e explode no refrão. Gosto muito de como a voz de Gaga se põe nesta faixa pois este disco tem muitas canções carregadas de auto-tune proposital para ficar mais robotizado e seguir o conceito do álbum, porém não percebi nesta muito auto-tune.



O debut deste álbum é uma canção que retrata um amor estúpido, que não vale à penaa, porém Lady Gaga o quer, pois tudo que ela sempre quis foi algum amor e este já é alguma coisa. A sonoridade permeia por uma batida que parece ser de videogame, além de batidas eletrônicas dos anos 80, nos dá aquela sensação de já termos ouvido antes, mas ao mesmo tempo tem uma coisa futurística que faz uma mistura deliciosa. Gosto muito desta faixa, por ser alegre e de como ela foi trabalhada tão bem para ser o fatídico retorno de Gaga para a música.



A canção que está no topo das paradas fala sobre ter enfrentado problemas e continuar os enfrentando e os superando. Esta é uma das minhas favoritas do álbum por ser sem dúvidas uma das mais comerciais dele. A batida é eletrônica e completamente contagiante, dá vontade de dançar muito; e falando nisso, o clipe tem uma coreografia muito bela e difícil de pegar. Os high notes de Gaga e de Ariana aqui são exímios.



“Free Woman” fala sobre se sentir satisfeita consigo mesma e conseguir ter uma função própria mesmo sem ter um homem. A batida me lembra ‘The Chainsmokers’, não é algo muito anos 80 porém acredito que preencheu a música com êxito. Não curti muito a linha melódica, acredito que ficou fora do tempo da música algumas vezes.



A diva empoderada fala aqui sobre estar farta de um relacionamento abusivo e mandar ele vazar. A sonoridade é mais lenta, continua no eletrônico com uma batida diferentona do qual eu gostei muito, completamente diferente do que viemos ouvindo até aqui. Gosto de como a cantora aborda esses assunto, com seriedade e de uma forma direta, sem rodeios.



Interlúdio para a canção seguinte. Elementos sinfônicos para dar emoção de uma maneira crescente são presentes aqui.



Essa música fala sobre  estar presa em sua tristeza e solidão e que seria preciso ligar para a polícia para puni-la de cometer este crime consigo. A música é completamente robotizada! A voz de Gaga parece aqueles toques de telefone antigo e acompanha a batida da música que é muito eletrônica de um bom tempo atrás.



 Aqui, Lady Gaga se mostra confiante de si, dizendo que não é uma boneca de plástico feita para os homens brincarem com ela. A sonoridade me remete à ‘Starboy’ do The Weeknd,. A linha melódica é muito boa e as onomatopeias complementam a canção.



“Sour Candy” fala sobre alguém que é duro por fora mas mole por dentro, um doce azedinho. A batida é uma das melhores do disco, com muitos elementos do vogue e uma interpretação pesada do grupo Blackpink, essa música ficou perfeita e também é uma das minhas favoritas desta álbum, até porque eu não ia nem entender se não tivesse um vogue pras bixas sensualizarem na balada.



Esta faixa fala sobre ser o enigma de um homem, ser misteriosa e ir descobrindo as coisas e se envolvendo com ele enquanto o conhece e vice-versa. A batida me lembra muito “Sexy Dirty Love” da Demi Lovato, justamente pelos gritos no refrão e a batida logo em seguida, amo musicas que mostram vocais pesados e tem uma batida dançante.



A canção fala sobre gatilhos, alguém que a fazia mal, hoje a deixou com traumas e ela está confusa. Essa pessoa detém todo o controle sobre ela. A sonoridade é divina, amo a linha melódica demais, e ela canta como se fosse uma canção de halooween, com o drama que a faixa pede. Amei muito.



Este é mais um interlúdio para a canção seguinte, com instrumentos de sopro e violino que trazem muita emoção.



 Esta fala sobre aquele momento que todos tem de não saber muito bem qual o seu papel no mundo até que recebe um sinal lá de cima dizendo que nasceu para brilhar. Não gostei muito da sonoridade, achei batida e requentada. A letra me comove e acredito que ela deveria ter sido empregada em outra batida que combinasse melhor.



 Fala sobre como o amor deve ser e que em um momento difícil passado, sóo amor correspondido pode libertá-la como mil pombas. A batida é boa, mas também nada demais, Lady Gaga também não explora diferentemente sua voz nesta faixa como fez nas outras.



A faixa que encerra esse álbum fala sobre aproveitar o tempo que se tem com a pessoa que quiser e arrasar na noite, fazer negócios, fofoca e tudo de divertido. Esta é a música mais disco de todo o disco, traz a presença dos reverberadores bem aflorados, a batida disco marcante e os instrumentos de sopro que combinaram muito. Creio que o tempero desta música é ela ser muito dançante e a interpretação de Gaga ser mais dura – é um contraste em tanto, além dos backing vocals que deram outra cara para a música.






 Considerações Finais:

‘Chromatica’ é um disco que tem uma linguagem lúdica e direta, falando sobre dois eixos com assuntos importantes de ser tocados, o primeiro eixo sobre o que devemos nos questionar sobre: se contentar com pouco amor, relacionamentos tóxicos, se sentir um lixo, não se reconhecer. No outro eixo seria sobre o que devemos aprender: a superar os problemas, se jogar em algo que tem muita vontade, saber seu lugar no mundo e ser autossuficiente. A sonoridade marca a balada disco dance, eletrônica e o vogue que permeia em muitas faixas. Acredito que Gaga entregou tudo o que prometia quando comparo esses dois eixos com o conceito de “chromatica” que é uma mistura do velho com o futurístico.






Texto: Taú
Compositor, escritor e técnico de negócios
Instagram: @tauoficial_



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