[Ásia Nas Entrelinhas] Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai ou Ano Hana - Filme




Ano Hana é um filme extremamente delicado, capaz de te fazer chorar do início ao fim, dirigido por Tatsuyuki Nagai e está disponível no catálogo da Netflix. Sua estreia se deu em 2013, mas antes disso já nos debulhávamos em lágrimas com o anime de mesmo nome. As diferenças são pouquíssimas, só alguns pequenos cortes, nada demais. Você pode escolher entre sofrer devagarinho, episódio por episódio ou de uma vez com o filme, uma coisa é certa, prepare os lenços!

O filme conta a história de 6 amigos, de como a vida e um acontecimento trágico na infância, fez com que eles seguissem caminhos diferentes. Agora adolescentes, um fantasma os assombra, fazendo com os seus destinos se cruzem. Nosso protagonista Jinta, um ser humano antissocial e mau aluno, é quem recebe essa “alucinação do verão” como ele chama e é encarregado de realizar seu desejo para que descanse em paz.

O que não vai ser uma tarefa nada fácil, o grupo de ex-amigos apresenta uma grande resistência em se unir novamente e mexer nesse passado faz com que traumas, inseguranças e medos venham à tona e ao conhecimento de todos. Todo o filme é uma “cutucada na ferida” diferente! Ao abordar um tema muito delicado que é a morte e suas consequências, Ano Hana nos leva pra dentro da sua realidade, para o íntimo de cada personagem, expondo inseguranças, conflitos internos, paixões não correspondidas e a dor da perda. Impossível não se emocionar (ATENÇÃO: Se você assistiu Ano Hana e não chorou, adquira já um novo coração pra substituir esse de pedra!).

Ano Hana impressiona pela forma que consegue demonstrar sentimentos tão reais, nada parece forçado demais ou sem contexto, a trilha sonora é incrível, a narrativa tem seu desenvolvimento de forma bem lenta e respeita os sentimentos e ânsias dos personagens. Sua capacidade de nos deixar a flor da pele com cada revelação e nos prender o torna na minha opinião, um dos melhores animes que já vi.

Outra característica tanto do anime quanto do filme, que considero muito relevante na construção da narrativa, é a possibilidade que temos de se identificar com a personalidade de qualquer um dos seis amigos – eu por exemplo me identifico muito com a personagem Naruko Anjo. Isso nos coloca dentro da telinha e faz com que a história toque mais ainda os nossos corações, nos tornando parte daquela obra.

Ao decorrer do filme a gente percebe que a construção da personalidade de cada um, tal como ela é no presente, se deve muito por reflexo do que aconteceu no passado e que não foi devidamente trabalhado (ALÔ PSICOLOGIA). Assim que essas emoções vem à tona e há o enfrentamento, os personagens se modificam, evoluem, se aproximam e revivem pequenas felicidades da infância.



Gostou? Então esteja preparado para ir ao presente e ao passado diversas vezes, para sentir raiva, dor, e sem perceber ter todos os seus sentimentos expostos, como se você fosse lentamente despido. Para sentir falta da sua infância e mergulhar numa das histórias mais lindas e delicadas que já vi.

Larissa Costa


Bom filme florezinhas de cerejeira <3



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