[Crítica]: Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa





Aves de Rapina: Arlequina e sua emancipação fantabulosa é um tiro certeiro da DC e da Warner para o cinema. A produção, roteiro, maquiagem e fotografia foram capazes de extirpar qualquer receio do telespectador em se parecer com Esquadrão Suicida, o que já era de se esperar, visto que nesse novo projeto temos uma mulher como diretora o filme (Cathy Yan) e Margot Robbie que investiu no mesmo para ficar à altura de sua personagem. Elas acertaram em cheio, as roupas são totalmente diferentes do antigo filme e mostra uma preocupação em contar a história, não em sexualizar a personagem.

A história começa com uma Arlequina fora de si, sem saber como viver e se virar nessa nova fase, o término com o Coringa a faz encarar uma Gotham City muito diferente, que não a vê com respeito, pois toda a sua proteção perante seus inimigos estava amparada no fato do seu relacionamento com o Senhor C., além dessa questão o filme aborda outros assuntos ligados ao patriarcado, como os homens levarem os créditos em cima das mulheres e subestimarem as mesmas, as personagens passam por poucas e boas nas mãos dos senhores de Gotham, até se unirem e com seu “Girl Power” e serem respeitadas na cidade.

Sozinha e impulsiva, A Princesa de Gotham City, se mete em poucas e boas ao tentar fugir daqueles que literalmente querem a sua cabeça como prêmio, ao mesmo tempo, em que tenta se reafirmar como uma mulher independente e capaz de se proteger. Nessa busca por emancipação não temos apenas Harley Quinn junto dela está Canário Negro, Cassandra Cass, A Caçadora e a detetive Renee Montoya.



A primeira parte do filme se resume a explicar a história de cada uma das personagens, com muita fidelidade as HQ's, mas sempre com a liberdade de criar narrativas paralelas a elas. A trama evita qualquer ponta solta que possa surgir posteriormente e com o seu desenrolar o caminho das cinco mulheres se estreita, até que por fim elas se esbarram e precisam lutar juntas pela própria sobrevivência e suas respectivas emancipações.

Todo o filme é uma combinação de rosa e azul fantástica e tudo é sempre carregado de muito colorido, festins, brilho e fumaças. O que chamou a atenção em uma determinada cena que foi publicada nas redes sociais é onde a Arlequina ao atirar nas pessoas veria tudo de um jeito mais fantasioso, ao invés de sangue, o que pude constatar é que não é verdade. No momento desse episódio, os artifícios usados para atirar foram propositais para não matar, só desacordar e machucar com efeitos mais artísticos, quando ela precisou utilizar uma arma nenhum desses aparatos apareceu e sim sangue de verdade. Ela é doidinha sim, mas nem tanto.

No mais o filme é um ótimo entretimento, com muita diversão e uma pegada de loucura e ansiedade, narrado pela própria a Arlequina. Com efeitos bem dinâmicos, como lâmpadas ao simbolizar alguma ideia, cenas que congelam ao aparecer algum inimigo de Harley seguidos de seus nomes por escrito e suas respectivas queixas contra a Princesa. Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, nos mostra exatamente como funciona a cabecinha dessa personagem tão querida, amável e seu crescimento até se tornar HARLEY FUCKING QUINN.

Espero que gostem e bom filme pudinzinhos <3


Ficha Técnica:

Título: Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn) (Original)
Ano produção: 2020 
Dirigido por: Cathy Yan 
Estreia: 6 de Fevereiro de 2020 ( Brasil ) 
Duração: 108 minutos 
Classificação: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos 
Gênero: Ação 
Países de Origem: Estados Unidos da América

Por Larissa Costa

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