[Crítica]: O Melhor Verão das Nossas Vidas


O Melhor Verão das Nossas Vidas 




Em 23 de Janeiro de 2020 estreia o filme ‘O Melhor Verão das Nossas Vidas’, protagonizado pelo grupo musical BFF Girls, composto por Bia Torres, Giulia Nassa e Laura Castro. A girlband se formou em 2017 conquistando fãs no público infanto-juvenil e são lembradas também pela participação no The Voice Kids, transmitido pela Rede Globo, na edição de mesmo ano.

‘O Melhor Verão das Nossas Vidas’ conta a história de três adolescentes que sonham com a carreira musical e veem a oportunidade de um pontapé inicial ao sucesso na participação de um festival de verão no Guarujá – SP. No entanto, Bia, Giulia e Laura – que carregam os nomes das atrizes, respectivamente – ficam de recuperação na escola, e avistam seu sonho ser ameaçado por temíveis aulas de reforço necessárias para o bom resultado na prova.


Determinadas a não interromperem seus planos, as meninas recorrem a Julio (Enrico Lima), o estereotipado nerd da escola que é sobrinho do dono de uma pousada no Guarujá, em troca de ajuda-lo a conquistar a “patricinha malvada” que o esnoba e humilha constantemente enquanto ele é apaixonado por ela. Julio diz aos pais das meninas que vai dar aulas de reforço a elas, e eles embarcam com tio Denis (Maurício Meirelles) para a aventura de verão.


A estreia desse final de mês tem, em boa parte, boas opções de elenco; destaque para rostos mais populares como Meirelles, o também humorista Carioca, e o ator Rafael Zulu, contudo os dois últimos tomam papéis mais secundários, e o personagem Denis se faz o “alívio cômico” da história. As protagonistas se demonstram desempenhadas no papel, e parecem promissoras na estreia como atrizes, isolado o roteiro que deixa a desejar.

O enredo que tinha potencial para um curta-metragem se arrasta num longa de falas forçadas, onde o espectador se divide entre rir da participação de Maurício Meirelles, e da tentativa de Murilo Bispo - atuando como par romântico de Giulia Nassa -  de ser um galã juvenil, além de também esperar uma interação romântica entre o casal coadjuvante que se forma na viagem roubando a cena dos protagonistas.

O filme tem pontos positivos como a inclusão natural de uma personagem surda na história, e a comédia resultante de um roteiro ruim somado à atuação de um galã “meia boca”, porém não é um filme que valha a pena se dispor 1h30 para assistir mesmo que você, espectador, faça parte do público alvo da classificação indicativa.
Ficha Técnica:
Direção: Adolpho Knauth
Roteiro: Cadu Pereiva
Produzido por: Denis Knauth e Adolpho Knauth
Produtores associados: Ricardo Costianovsky, Silvia Cruz, Tomás Darcyl, Gabriel Gurman
Produtor executivo: Leonardo Mecchi
Diretor de fotografia: Daniel Talento
Direção de arte: Ula Schliemann
Figurino: Mariana Baffa e Severo Luzardo
Som direto: Fernando Russo
Trilha sonora e direção musical: Áureo Gandur e La Musique
Montador: PH Farias
Vfx: Luiz Gustavo Czaika e Mistika Post
Produção de finalização e Cor: Çarungaua
Co-Produção: Grupo Telefilms
Co-Produção e Distribuição: Galeria Distribuidora
Produção: Moove House

Elenco:

Bia: Bia Torres
Laura: Laura Castro
Giulia: Giulia Nassa
Julio: Enrico Lima
Denis: Maurício Meirelles
Carol: Bela Fernandes
Helô: Giovana Chaves
Professor Caramez: Marvio Lúcio “Carioca”
Leandro: Rafael Zulu
Théo: Murilo Bispo

Por Joana Lúcia


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