[Crítica]: Adoniran - Meu Nome É João Rubinato


Adoniran - Meu Nome é João Rubinato




No dia 23 de janeiro de 2020, estreará nos cinemas de todo o Brasil a história de Adoniran Barbosa, cantor e compositor de grandes clássicos do samba como ‘Trem das Onze’ e ‘Tiro ao Álvaro’, no filme Adoniran – Meu nome é João Rubinato, um documentário dirigido por Pedro Serrano. E você, admirador do personagem paulista e do samba de raiz, não pode ficar por fora.

No longa, é explorada a juventude de João Rubinato como humorista e o desenvolvimento da sua carreira no rádio, que perpetuou por quase toda a sua vida e foi de grande importância para proximidade de suas pessoas mais significativas, além de contar como ele surgiu com seu nome artístico, e se difundiu compositor e autor da “boemia vespertina”.

O enredo conta mais da vida do descendente de italianos através de trechos do próprio em entrevistas, contando histórias, explicando composições; e de depoimentos de amigos, familiares, e personalidades que trabalharam com ele, como a marcante parceria Demônios da Garoa – grupo musical que interpretou a maioria das músicas escritas por Adoniran.



Diferente dos filmes biográficos que trouxeram atores para reviver memoráveis figuras do universo da música nacional, incorporando seus dramas e personalidades, como Tim Maia (2014) e Elis (2016), ‘Adoniran’ aborda a vida do sambista da maneira tradicional dos documentários, contando curiosidades e esclarecendo situações que o próprio compositor aumentou quando procurado pela mídia no passado.

Os convidados da obra enfocam a profundidade do trabalho de um dos precursores do samba paulista, muitas vezes velada pela figura pública descontraída que o próprio criou, e confundida pelos personagens de humor interpretados no rádio e mais tarde na televisão, quando, na verdade, são composições sérias e melancólicas; fazendo-o com que se autodeclarasse um “palhaço triste”.

‘Adoniran – Meu nome é João Rubinato’ é um filme a ser recomendado a todos os públicos, principalmente aos amantes do samba e do pagode, e interessados dispostos a pesquisar biografias de célebres clássicos da música nacional. Saudosismo não é um ideal a ser propagado, mas é preciso reconhecer o princípio daquilo que prestigiamos hoje.
Ficha técnica:

Direção e Roteiro: Pedro Serrano
Produção: Cao Quintas, Cassio Pardini, Pedro Serrano, Frederico Lapenda
Pesquisa: Pedro Serrano e Christian Grinstein
Fotografia: David Rossetto e Pedro Serrano
Montagem: Christian Grinstein, Gabriel Peixoto, Pedro Serrano
Desenho de Som: Danilo Chen
Música Original: Arthur Decloedt
Trilha Sonora: Rafael Benvenuti
Produção executiva: Jacqueline Manzini
Produtora: Latina Estúdio e Nation Filmes
Co-produção: Canal Brasil
Distribuição: Pandora Filmes
País: Brasil
Ano: 2018
Duração: 92 min.
Classificação: Livre

Por Joana Lúcia


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