[Filmes] Dirigido por Maria Clara Escobar, DESTERRO, está na competição oficial do Festival de Roterdã




Uma viagem sem volta. Várias viagens. Muitas mulheres. A perda, a morte e a luta por ser, ao lado dos outros

Maria Clara Escobar escreveu e dirigiu o longa metragem DESTERRO, sua primeira ficção, que acaba de ser selecionada para o Tiger Awards Competition no 49o Festival Internacional de Cinema de Roterdam, que acontece em janeiro. 

O filme acompanha Laura (Carla Kinzo) e o que se passa dentro dela, as coisas não se encaixam. O mesmo desencaixe que está entre os corpos de Laura e Israel (Otto Jr.). DESTERRO é uma atmosfera que acompanha esses corpos em desencontro. 

DESTERRO é esse embate, essa falha. Penso que o próprio gesto de fazer um filme é sempre um pouco isso, se elaborar um desejo, pensar em imagens e nunca conseguir exatamente realizar aquilo, realizar outra coisa. Pensar o cinema e os modos de visibilidade a partir da ideia do descompasso é para mim a única forma de pensar o cinema.”, diz Maria Clara Escobar. 

Depois de dirigir o documentário OS DIAS COM ELE, sobre sua relação com seu pai, a diretora cria seu primeiro longa de ficção, DESTERRO, construído a partir de um argumento poético, com referências de poemas e poetas, em parceria com alguns colaboradores como da própria protagonista do filme Carla Kinzo e o cineasta Caetano Gotardo. O filme nasce por conta de um desejo de olhar para o que é poesia no concreto, do que é material e pensar na palavra e na imagem como um caminho de ligação com as coisas concretas. 

DESTERRO tem citações de poemas, e não se prende a vida real. Quando foi escrito, no próprio roteiro Maria Clara Escobar sinalizou em cada cena um poema como referência, ou uma imagem. “Para mim o trabalho do roteiro é pegar uma ideia ou um sentimento, transformar em palavras e depois transformar essas palavras em ideias e sentimentos de novo. Me parece que ficar restrita à ideia de que as palavras têm que gerar imagens específicas para quem vai ler o roteiro é um dogma que talvez não sirva para todo filme.”, explica a diretora. 

O elenco é composto por Carla Kinzo e Otto Jr. e conta ainda com a participações de atrizes importantes do cinema nacinal como Georgette Fadel (O Banquete), Isabél Zuaa (As Boas Maneiras), Bárbara Colen (Bacurau) e Maria José Novais Oliveira (Temporada). A fotografia é de Bruno Risas, coreografia de Flávia Meirelles, fundamental na preparação física dos atores, e direção de arte de Juliana Lobo e produção da Filmes de Abril, em co-produção da Terratreme Filmes e Frutacine. No Brasil o filme tem distribuição comercial da Embauba Filmes.

Sinopse: 

Uma casa está em chamas. Todas as casas.
Uma viagem resulta em várias viagens e essa é sem regresso. Muitas mulheres falam. Contam suas histórias.A perda, a morte e a luta por ser, ao lado dos outros.
 
Ficha técnica: 

Direção e Roteiro MARIA CLARA ESCOBAR
Direção de Fotografia BRUNO RISAS
Direção de Arte JULIANA LOBO
Montagem PATRÍCIA SARAMAGO
Som TALES MANFRINATO
Edição de Som NAHUEL PALENQUE
Mistura de Som LEANDRO DE LOREDO
Produção FILMES DE ABRIL
Co-produção TERRATREME FILMES e FRUTACINE
Produtores PAULA PRIPAS JOÃO MATOS
IVAN EIBUSZYC
Distribuidora EMBAÚBA FILMES
Duração: 123 minutos 

SOBRE A DIRETORA 
Maria Clara Escobar escreveu e dirigiu o longa metragem Desterro, sua primeira ficção, selecionada para o Tiger Awards Competition no 49o Festival Internacional de Cinema de Roterdam. Antes, dirigiu “Os dias com Ele”, longa-metragem documentário premiado pelo Juri Oficial e Juri Jovem no Festival de Tiradentes, no DocLisboa (Portugal), Cachoeira.Doc (Brasil), IBAFF – Festival de Cine Internacional de Murcia (Spain), V Semana dos Realizadores (Brasil), e no 35o Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Habana (Cuba). O filme foi lançado comercialmente em 18 cidades do Brasil em abril de 2014 e em dvd pelo Instituto Moreira Salles.
Maria Clara também escreveu e dirigiu dois curta-metragens e escreveu o roteiro e foi diretora assistente do filme “Histórias que só existem quando lembradas” de Julia Murat. Este, teve sua estreia no Festival de Veneza e ganhou mais de 30 prêmios, tendo participado em mais de 40 festivais. O filme foi lançado comercialmente em 5 países.Recentemente fez o casting de dois filmes participantes da67o Berlinale: “Joaquim” de Marcelo Gomes (Competição Internacional) e “Pendular” de Julia Murat (Panorama, onde obteve o Prémio Fipresci).Em 2019 Maria Clara lançou seu primeiro livro de poemas “Medo, Medo, Medo”


SOBRE A DISTRIBUIDORA 
A Embaúba Filmes é uma nova distribuidora de cinema brasileiro, sediada em Belo Horizonte. A empresa atua com a distribuição de filmes autorais em todas as suas etapas, incluindo festivais de cinema, lançamentos no circuito comercial, negociações e vendas no Brasil e no exterior, além de um site próprio de VOD, para locação de seus títulos pela internet. A empresa é dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador de cinema, em salas (Cine Humberto Mauro e Cine 104) e festivais (Festival Internacional de Curtas de BH, Festival de Brasília, Semana de Cinema). A Embaúba possui em seu catálogo filmes como Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes; Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inaudito, de Gregório Gananian; Eu Sou o Rio, de Anne Santos e
Gabraz; No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins; e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado. 



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