[Críticas] Coringa





Coringa, o novo filme da Warner Bros. Entertainment, é um filme de origem que conta a história do nosso vilão sociopata favorito dos quadrinhos. Porém, não se enganem em achar que o filme seria uma perfeita adaptação, pois nem mesmo se aproxima do que está nas HQs da DC Comics. O próprio diretor Todd Phillips deixa claro em uma entrevista à Empire: “Nós não seguimos nada das histórias em quadrinhos, o que vai deixar as pessoas loucas”. Além disso, o ator Joaquin Phoenix, que interpreta o protagonista do filme, comentou em entrevistas que se divertiu fazendo o personagem e que o diretor é muito divertido.

O filme também conta com a participação de Zazie Beetz, que já interpretou a heroína Dominó em Deadpool e falou em uma entrevista sobre como foi fazer parte da produção do filme: “Joaquin Phoenix é uma pessoa realmente honesta e genuína. É muito bom como atriz trabalhar com alguém assim, em ter essa troca sentimental”.

O filme se passa na década de 80, quando Bruce Wayne ainda era uma criança e Arthur Fleck (Coringa) era um palhaço que trabalhava em uma agência de serviços de entretenimento e morava com sua mãe Penny Fleck, que estava doente.

Gotham City já era vista como uma cidade violenta e obscura. Como observamos logo no início, em que vemos o personagem principal vestido de palhaço e segurando a placa de uma loja, brincando com ela a fim de chamar a atenção das pessoas. Quando alguns jovens a roubam e começam a correr do palhaço que os segue até um beco, onde é espancado pelos mesmos e deixado no chão com dores.
Ainda que em seu trabalho precisasse fazer as pessoas rirem, fora dele mantinha pensamentos negativos sobre a vida, como dizia em suas sessões de terapia, e não sorria genuinamente com frequência, mostrando ser uma pessoa totalmente diferente. Diagnosticado com um distúrbio raro em que gargalhava descontroladamente em momentos aleatórios, Arthur tinha uma vida difícil na cidade de Gotham e sonhava em ser uma pessoa mais importante, seguindo uma carreira de comediante e sendo reconhecido na sua área.
Voltando do trabalho, em um mal-entendido entre o palhaço e alguns trogloditas que saíam bêbados de uma festa, Arthur se vê em um momento de fúria e, em sua defesa, acaba matando os 3. A partir dali, começa a ser perceptível a transição para um dos vilões mais famosos dos quadrinhos.

Enquanto isso, nas ruas, as pessoas se manifestavam contra o governo e a elite, expondo a desigualdade social. Ainda mais após um caso de assassinato de três homens de alta classe ser noticiado na tv, pois algumas pessoas acabaram gostando do acontecimento e começava-se um novo estilo para os manifestantes: máscaras de palhaço. O que faz o protagonista perceber sua fama se expandindo e seus ideais ganhando relevância em meio a uma cidade completamente caótica.

Uma cena que me deixou bastante arrepiado foi quando a vizinha de Arthur chega em casa e se assusta ao o encontrar sentado em seu sofá, daí o mesmo diz "Eu tive um dia ruim". Fazendo referência a uma das falas do vilão na HQ Batman: A Piada Mortal, onde ele diz que "Basta apenas um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático".

Com data de estreia para esta quinta-feira, dia 03 de outubro, Coringa é um filme bastante impressionante, pois revela a origem do agente do caos mais famoso das HQs e nos apresenta seu lado não tão psicótico e um tanto sonhador, antes de se tornar o principal vilão do homem-morcego. Além de nos proporcionar alguns poucos momentos de riso, em contraste com a aparência sombria que apresenta.

É um filme que superou minhas expectativas e me deixou muito mais animado para ver a continuidade que a Warner dará ao universo cinematográfico da DC Comics.

Marcelo Jr.

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