[Crítica]: O Pintassilgo

O Pintassilgo




O Pintassilgo, de cara, se mostra um filme para aqueles que têm cabeça para acompanhar a narrativa. As cenas de ação e os pequenos laços afetuosos desenvolvidos durante a trama servem bem para incrementar a história principal, que poderia ser muito bem contada com singelos 40 minutos. Na maior parte do tempo, a história alterna entre passado e presente, de modo a confundir o público menos 'cabeça'.

Com seus altos e baixos, se você piscar, se perde e deixa de acompanhar detalhes sutis.

Quando a trama se aproxima do seu fim, tudo fica mais interessante. Os traumas, inseguranças e as aflições do protagonista, ficam ainda ganham ainda mais destaque. O drama aumenta, há boas reviravoltas, o público começa a ligar alguns pontos e torcer pelo protagonista. Ainda assim, aqueles que possuem alguma proximidade com cultura, literatura e afins conseguirá se ligar mais à narrativa, que é lotada de referências do começo ao fim.

No geral, Pintassilgo é um filme que em um primeiro momento não é memorável. O enredo se desenvolve muito lentamente, não gera muita empolgação, e, talvez, após assistir algumas vezes mais, seja possível que cada pessoa, em sua subjetividade, ache-o interessante ou uma completa perda de tempo.

Por Talita Santos

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