[Crítica] Midsommar – O Mal Não Espera a Noite





Midsommar: Não crie expectativas e assim você terá um dos melhores filmes do ano.

Essa semana teremos a estreia em território brasileiro de Midsommar: O Mal Não Espera a Noite, novo filme do diretor Ari Aster.

Midsommar narra a história de um grupo de antropólogos que vão a uma viagem até a Suécia, onde ele pretendem fazer uma pesquisa de campo em um festival local, porém o que eles não esperavam era que esse festival tinha tão obscuros e cruéis costumes.

Apesar de na sinopse ter o destaque para o grupo de antropólogos, a protagonista é Dani, interpretado por Florence Pugh, que é responsável por quase todo o desenrolar do filme.

Preciso assumir que saí da sessão um tanto quanto decepcionado, porém depois percebi que a culpa por isso era minha, eu criei uma expectativa muito grande nisso, por causa do filme anterior do Ari Aster, Hereditário, que sem dúvidas foi um dos melhores filmes do ano passado e então eu estava esperando algo numa vibe parecida com Hereditário, porém foi algo bem diferente e isso não foi ruim, mas demorei para aceitar.

A direção e roteiro do Ari Aster são tão grandiosos, é algo que chega a ser surreal, a forma como ele constrói tudo, a narrativa, a história, é de uma delicadeza incrível, uma atenção aos detalhes, é chocante, principalmente algo desse nível sair da cabeça desse homem, é realmente maravilhoso.

A produção do filme é certeira naquilo que se propõe, é um filme que vai te deixar mal, que te vai te fazer sentir vontade de vomitar, que vai te perturbar um pouco, e a produção e toda a construção coopera pra isso, é quase uma real imersão naquilo.

Visualmente, o filme é impecável, figurinos, maquiagem, cenário, a fotografia do incrível e maravilhoso Pawel Pogorzelski é de tirar o fôlego, além de que o filme é muito colorido, é muito vivo, tanto que poucas cenas se passam de noite, essa é uma ótima sacada, pois a gente tá acostumado a ver coisas ruins acontecerem de noite nos filmes, já em Midsommar é diferente, as mortes mais chocantes possíveis acontecem na luz do dia e na maior tranquilidade possível.

Um pequeno destaque para a pequena abertura do filme, onde temos essa imagem:


E nesses pequenos segundos que isso aparece pode parecer extremamente bobo, mas essa imagem conta todo o enredo do filme, o nível de genialidade de Aster é impressionante.

E por último, mas não menos importante, o elenco, mas dessa vez eu preciso fazer isso, por mais que todos estejam ótimos em seus papéis, eu necessito dar o destaque desse momento para Florence Pugh, o que essa mulher fez nesse filme, eu posso chamar de perfeição, sem medo nenhum. Todo o filme é como uma jornada de recuperação de Dani, a personagem de Florence e você isso dá forma mais clara do mundo na atuação de Florence Pugh, a dor, o luto, o desespero, o desapontamento, o medo, o alívio, a cena final é um ato grandioso e Florence está em destaque e é lindo. Florence é a atuação feminina mais forte que eu vi esse ano, seja cinema ou TV, se o mundo for justo ela levará todos os prêmios possíveis.

Midsommar não é um Hereditário 2.0, e se você for ao cinema na esperança de que seja, você sairá muito frustrado, não é melhor que Hereditário (pelo menos em minha opinião), mas não é pior, está no mesmo nível, Ari emplacou dois sucessos por 2 anos seguidos, aclamados pela crítica e pelo público, Hereditário infelizmente foi esnobado, mas ver o que acontecerá com Midsommar. Perturbador, Agoniante e Forte são as palavras que eu usaria para descrever Midsommar.

Escrito por Daniel Gomes.

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