[Danças]: Cosmogonia Africana - A Visão de Mundo do Povo Iorubá

Cosmogonia Africana - A Visão de Mundo do Povo Iorubá

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O espetáculo teve sua estreia em 2018, com o sucesso prosseguiu a se apresentar em outras casas de espetáculos. O espetáculo mostra ao público, como os africanos iorubás enxergam a criação do mundo. O espetáculo é da Companhia Tambor de Cumba e direção artística de Aninha Catão atuante no cenário das cultura afro-brasileira, no Rio de Janeiro. A Cosmogonia Africana – A Visão de Mundo do Povo Iorubá é baseado no trabalho do Babalawo Marcelo Monteiro, que contribui com a ligação da energia dos orixás e a ancestralidade.

A finalidade do espetáculo é despertar o imaginário do público sobre o surgimento das primeiras formas de vida do mundo. Ao som de tambores e cantos aos orixás e a natureza que é realizado ao vivo e que envolve o público e traz a sua participação. As coreografias típicas da cultura afro-brasileira explicam a importância e o papel de cada elemento da natureza (fogo, água, ar e terra) para o povo iorubá. E traz também a presença dos orixás e com suas expressões, figurinos, danças e música que os caracterizam.


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Compreender a cultura afro-brasileira como uma ferramenta para educação e de resgate a identidade da população negra do país, faz com que o espetáculo evidencie os impactos da diáspora no Brasil. Existe uma lei 10.639/03 que faz com que o seguimento de ensino básico (Fundamental e médio) tenha em sua grade a história e cultura afro-brasileira e africana.

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O espetáculo de duração de 2 horas e 30 minutos e dividido em duas partes, que dizer, existe um intervalo entre as duas partes. Conta com uma presença muito forte das coreografias que se relacionam com a história em conjunto com a música ao vivo, nos introduzindo na dramaturgia direcionada. O espetáculo é linear e bem construído, pois é fácil de assimilação. O cenário é palco preto pra evidenciar os objetos cênicos que tinham uma importância para que o espetáculo fosse desenvolvido durante a apresentação. Os figurinos que remetiam a cada cena e trazia seu marcante aspecto para que possamos nos contextualizar o que remete a cena e a iluminação que foi bem orquestrada e se comunicava com cada aspecto da história que espetáculo contava.

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O espetáculo é envolvente e faz com que o público participe indiretamente dele. A cada cena o público ovacionava, mostrava que para aquele artista que o trabalho dele foi bem realizado. Acredito que o espetáculo consiga envolver o público, pois a energia e envolvimento de cada artista é muito forte, existe uma entrega deles aos personagens, a coreografia bem elaborada e o roteiro que é bem construindo, com isso o espetáculo vira uma obra-prima para arte afro-brasileira e conseguindo estabelecer com seu público o dialogo construtivo e impactante. Posso dizer que o espetáculo conseguiu realizar a proposta que cabe a ele, que é religar aquilo que foi negado ao povo negro brasileiro à história e cultura de seus ancestrais.



Ficha técnica

Pesquisa: Marcelo Monteiro
Direção: Aninha Catão
Direção artística: Aninha Catão
Coreografia: Aninha Catão
Bailarinos: Aninha Catão, Lucimar Brito, Ety Faria, Layza Soares, Marcos Cotta, Matheus Mello e Maurício Souza
Músicos: André Aladê, Rafael Corrêa, Marcelo Monteiro e Alexandre Munrha
Canto: Nina Rosa
Produção Executiva: Aninha Catão
Produção: Chris Mendonça e Joyce Lima
Preparação de voz e elenco: Ledjane Motta
Figurino e acessórios: Aninha Catão e Carol Moupa
Iluminação: Junior Martins
Fotógrafa: Valéria Martins
Designer: Mariana Gomes e Shikko Alves

Serviço:
Arena Fernando Torres 
Endereço: Rua Bernardino de Andrade, nº 200 – Parque de Madureira – Madureira – Rio de Janeiro – RJ
Dia 24/08 ás 18h e 25/08 ás 17h
Teatro Municipal Raul Cortez
Endereço: Praça do Pacificador, Centro - Duque de Caxias – RJ
Dia 30/08 ás 19h






Tata Boeta
Graduando em Produção Cultura, roteirista,
ator, diretor de teatro/performance, compositor, poeta e bailarino.


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