[Filmes] As Rainhas da Torcida



Estrelado por Diane Keaton, o filme As Rainhas da Torcida carrega por si só altas expectativas pelo nível de qualidade dos trabalhos de sua atriz principal. Sem deixar desapontar, porém também sem surpreender a níveis estonteantes o filme cumpre aquilo que ser propõe: uma comédia americana, que faz rir, mas deixa também um tom reflexivo em seu trajeto. Com um final um tanto clichê, mas que serve para unir bem os diversos pontos abordados ao longo do longa. As Rainhas da Torcida é um bom passatempo,  leve e cômico.

A personagem principal, Martha (Diane Keaton) , após ser diagnosticada com câncer decide se mudar para um condomínio de idosos, lá ela pretende ter uma vida calma e viver seus últimos meses nessa calmaria. Porém sua vizinha, Sheryl (Jacuí Weaver), parece ter outros planos ao entrar na vida -e na casa- de Martha sem sua permissão. Mesmo com certa relutância, ambas se tornam amigas formando uma interessante e típica dupla, a falastrona excêntrica e a certinha comedida que encontram em suas diferenças razões para serem amigas. Dessa amizade surge o recorte maior do filme: ser líder de torcida, o que Martha compartilha ter sido um de seus sonhos joviais, um dos quais ela decididamente quer retomar de onde parou, assim ela funda um clube e abre inscrições para um time de cheerleader idosas, que terão que passar por dificuldades para competir e se apresentar.

Neste quesito o filme não deixa faltar e aborda de maneira bem humorada essas dificuldades, tanto físicas, morais ou de preconceito quanto ao grupo. No entanto, temo que essa leveza levou o enredo a tocar em muitos pontos de maneira muito rasa, que não satisfaz totalmente aquilo que o tópico instiga. Em uma trama simples e um pouco com cara de vlog para a internet devido às estruturas das cenas o filme também não é rico em cenas de preenchimento, cenas que fariam da história mais crível, e menos fantasiosa como mais uma das produções de Hollywood. A cena final é sem dúvida o ponto alto. Apenas as silhuetas das líderes de torcidas são vistas, o que faz uma alusão muito interessante, já que apenas por suas silhuetas não é possível dizer suas idades, as deixando apenas como aquilo que são ao subir no palco: líderes de torcida que gostam de se apresentar e que enxergam essa atividade como forma de se sentirem bem consigo mesmas, de se renovarem e se desafiarem, levando seus anos de vida como levam seus pompons: de maneira leve.

Lívia Winter



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