Crítica de Anna: O Perigo Tem Nome



Anna: Novo filme de Luc Besson é apenas uma cópia de um filme de espionagem qualquer.

No novo filme de Luc Besson nós vemos a história de Anna M, uma vendedora russa de Matrioskas que se torna uma modelo de sucesso por causa de sua inigualável beleza, bom ao menos é isso que ela finge ser. Na realidade Anna Poliatova é uma das mais letais e bem treinadas espiã russa contratada da KGB que tem que fazer inúmeras missões, mas tudo o que ela quer é ser livre, ser ela mesma e ela fará qualquer coisa por essa liberdade.

Que Luc Besson quase nunca é bem recebido pela crítica especializada já é fato, sempre com avaliações medianas ou ruins e raramente algumas aclamações, já pelo público seus filmes costumam ser bem recebidos, como Lucy e Colombiana, e Anna não é diferente, enquanto a crítica massacra, o público aclama, mas desta vez vou precisar concordar com a crítica.

O filme é simples, não temos algo original, me parece uma mistura de Lucy com Nikita que foi mal escrito, afinal esse é o grande problema do filme, junto com a edição, o roteiro. Luc se saí bem como diretor, a direção é precisa, o filme nesse aspecto até é bem construído, mas o roteiro vai de 0 á 3, a história não nos mostra algo diferente, mas mesmo se fosse algo meio batido e bom daria para elogiar, porém nem isso ele consegue, o fluxo do filme não faz sentido, alguns diálogos são pobres e não dá criar uma atmosfera interessante, pois você basicamente já sabe  o que vai acontecer em seguida. E a edição é podre, o filme não tem uma linha cronológica muito organizada e temos uns 6 flashbacks de tempo durante o filme, isso nem tem sentido, realmente o roteiro e a edição são as piores partes do filme, a direção de Luc até é boa, principalmente em relação as cenas de ação e no modo que a personagem age, porém não é suficiente para salvar o filme.

Fotografia e Trilha Sonora também não são boas, a fotografia fica saturada em alguns momentos, além da câmera ficar balançando em alguns momentos, além dos jogos de cena não funcionarem muito bem, enquanto a trilha sonora foi completamente errado, a música não combinava com nada e não estava ajudando para se criar o clímax do filme.

Acredito que os únicos pontos positivos do filme sejam as atuações (e não todas), Sasha Luss em seu primeiro filme como protagonista faz um bom trabalho, a personagem é interessante e ela sabia o que fazer, para uma atriz iniciante, ela não deixou se ofuscar pelos grandes nomes no elenco, e isso foi bem importante para ela e prefiro acreditar que os deslizes na atuação foram culpa do roteiro mal escrito e Helen Mirren que roubou a cena muitas vezes durante o filme. Luke Evans e Cillian Murphy não se destacam nem positivamente, nem negativamente, foram apenas bons.

A produção artística do filme também é um destaque positivo, visualmente, falando de cenário, figurino, maquiagem e etc, o filme é muito bom, tem uma boa atenção aos detalhes e é um trabalho bem feito por parte da equipe.

Concluindo, o filme não é bom, mas se você não se importar com os erros e só quiser se distrair, o filme vai funcionar pra você, tem boas lutas, alguns twists e Sasha Luss vai prender sua atenção. Luc Besson poderia ter feito algo melhor, acredito que ele tentou construir um bom filme com uma forte protagonista feminina, assim como ele já fez em outros momentos, mas “Anna” tem muitos defeitos e infelizmente não dá pra ser considerada algo no nível de “Lucy”, ou dos seus clássicos “O Profissional” ou “O Quinto Elemento”.

Escrito por Daniel Gomes.

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