[Crítica] Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal





Um dos mais terríveis assassinos em série dos Estados Unidos, Ted Bundy, protagonizado por Zac Efron em Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal como um homem bonito, atraente e de discurso convincente. Ele não se encaixava, portanto, nos estereótipos associados aos bandidos, o que gerou diversas dúvidas na opinião pública quando brutais assassinatos de mulheres foram a ele atribuídos. Entretanto, o diretor Joe Berlinger, opta em mostrar uma leve  incerteza ao espectador. 

O filme já seria uma expressão legítima do processo de luta, na medida em que identifica e denuncia processos, agentes. Quando Ted Bundy afirma que os crimes não são investigados a partir da provas, mas sim na escolha de um suspeito que encontram no percurso da investigação. 

No papel de Liz, namorada de longa data de Ted Bundy, a atriz LiLy Collins  se mantém de forma homogênea e são raras as cenas em que ela comove o espectador com sua interpretação de dor e sofrimento. Já, Zac Efron começa morno e no decorre da narrativa mostra seu potencial de bom ator, sem grande  brilhantismo. 

O suspense propriamente dito ficou em suspenso.O filme traz vários recortes que podemos esmiuçar, violência contra a mulher, misoginia, psicopatia e sociopatia. A mitificação e espetaculização a respeito do assassino em série.

A cenografia e o figurino retrataram bem a época, porém nada de excepcional. Um ponto alto foi a escolha da trilha sonora que em alguns momentos davam a impressão de que a narrativa iria ganhar novos contornos, mas infelizmente não mantinha uma sequência boa por muito tempo. Não é filme que causa incômodo que a maioria dos filmes de suspense causam, talvez  pela escolha do enquadramento.

É filme que traz pouco arcabouço técnico, mas traz reflexão sobre vários aspectos sobre como a mídia transforma assassinos em "mito".

Juliana Rodrigues
Produtora Cultural

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