[Crítica]: Stranger Things – Season 3


Crítica: Stranger Things – Season 3





Stranger Things: As crianças cresceram e algumas delas merecem um Emmy.

Finalmente a terceira temporada de Stranger Things estreou e obviamente que eu fui correndo devorar essa temporada, assim como eu fiz com todas as anteriores e eu posso dizer sem nenhum medo, essa é a melhor temporada da série e agora eu levo fé em indicações e prêmios importantes.

Posso falar que o trabalho dos Duff Brothers foi bem minucioso nessa temporada, a direção e os roteiros estão muito bons, temos alguns problemas nos roteiros de alguns episódios, alguns furos, problemas de continuação, nada muito importante que afetasse o desenvolvimento dos arcos, mas nada tão pequeno que não fosse possível perceber. Foi interessante ver como o clima da série mudou de uma temporada pra outra, depois de uma segunda temporada meio morna e sem muitas surpresas, Stranger Things voltou com uma força descomunal, introduzindo arcos mais pesados, personagens mais maduros e até mesmo um trabalho de produção mil vezes melhor, não que a produção das outras temporadas não tenham sido boas, foram incríveis, mas a dessa temporada estava níveis acima.

Questões técnicas estão impecáveis como sempre, a fotografia muito bem construída, pois além de ser muito bem feita se torna muito importante para o desenvolvimento da história, que é o que uma fotografia cinematográfica deve realmente fazer. A trilha sonora mais perfeita impossível, a edição tinha umas pequenas falhas que poderiam ter sido evitadas se a equipe tivesse tido um pouco mais de atenção, mas a montagem e design artístico cobriram muito bem esses furos.

E claro, o melhor fica para o final, esse elenco infantil que me faz sentir estúpido em ver crianças tão talentosas, e não só o elenco infantil, todos tiveram um ótimo destaque e entregaram algo muito bom de se ver. Começando por aqueles que se destacaram nessa temporada, Millie Bobby Brown, Dacre Montgomery, Sadie Sink e Noah Schnapp. Millie vem dado um show desde que a série começou, onde inclusive recebeu uma indicação de Melhor Atriz no Emmy, que eu pessoalmente não acho tão merecida, porém nessa temporada ela se superou, eu ficava hipnotizado em todas as cenas da Eleven, era incrível, como a personagem dela amadureceu e como ela transmite isso de uma forma bem verdadeira. Sadie e Millie tem uma química muito grande, e gosto do arco de amizade das duas, e com isso Sadie ganhou muito mais tempo de tela e se mostrava um monstro atuando, principalmente nas cenas mais dramáticas, igual na cena da morte de seu irmão. Dacre foi o mais surpreendente pra mim, na segunda temporada foi um personagem que todos odiaram, mas que eu não esperava que ele ganharia esse destaque, confesso que fiquei receoso desse destaque para ele, mas ele destruiu no papel, foi o “vilão” perfeito pra essa temporada. E claro não posso ficar sem falar do reizinho injustiçado Noah Schnapp, depois de carregar a segunda temporada nas costas, foi reduzido a um detector de monstros nessa temporada, e mesmo assim brilhou em todas as cenas possíveis.

Outras pontas importantes no elenco foram basicamente os pares, as duplas que se completaram, como, Gaten Matarazzo e Joe Kerry, Winona Ryder e David Harbour e Natalia Dyer e Charlie Heaton, essa última dupla me fez passar um pouco de raiva, dois personagens que eu amava, mas que foram insuportáveis durante essa temporada.

E uma consideração honrosa pra 3 pessoas que estrearam nessa temporada e conquistou o coração de todos, Priah Ferguson (Erica), Maya Hawke (Robin), e Alec Utgoff (Alexei). Mike e Lucas ninguém se importa com vocês.

Stranger Things já foi renovada pra uma quarta temporada e vemos que repetir a fórmula do enredo tem funcionado muito bem, essa temporada realmente merece alguns prêmios, posso dizer que Stranger Things é verdadeiro carro-chefe da Netflix, quando falamos de produções originais, temporada ótima, com um ótimo enredo, ótimas atuações e um ótimo final, agora é esperar mais um ano.


Escrito por Daniel Gomes.

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