[Crítica]: O Escolhido – Temporada 1


Crítica: O Escolhido – Temporada 1



O Escolhido: Você vai achar devagar, ficar entediado, depois você vai amar e por fim vai ficar querendo mais.

O Escolhido é a mais nova produção brasileira da Netflix. Esse ano já tivemos “A Coisa Mais Linda”, a terceira temporada de “3%” e agora temos uma série de suspense protagonizada por Paloma Bernardi.

O Escolhido traz a trama que acompanha, Lúcia, Enzo e Damião que são três médicos da Organização Mundial da Saúde no meio do Pantanal. Todos são subestimados pelo chefe em suas atividades por serem uma mulher, um riquinho mimado e um negro. No meio disso, eles são chamados para realizar um trabalho de vacinação de uma mutação da zika na vila de Aguazul, com pouquíssimo contato perante às cidades maiores. Chegando lá, contudo, todos acabam se revoltando com a chegada deles e respondem isso com atitudes bem não amigáveis e eles acabam descobrindo que o lugar é guiado por um líder em uma espécie de seita religiosa cristã, onde todos obedecem às ordens do Escolhido.

A série é como um remake brasileiro de uma série mexicana chamada “Niño Santo”, conta com 6 episódios de 45 minutos, é dirigida por Michel Tikhomiroff e escrita por Raphael Draccon e Carolina Munhoz, dois grandes escritores brasileiros da editora Leitura Fantástica.

A série tem uma boa direção, mas o roteiro deixa um pouco a desejar, tem muitos mistérios e quando eles são explicados as coisas ficam ainda mais confusas, não tem muito bem um meio e fim nas coisas, parece que tudo acontece muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. A série começa devagar, no primeiro episódio é tudo muito interessante, no segundo e terceiro já começa a ficar chato, mas a partir do quarto episódio a série dispara e te cativa.

Apesar do roteiro confuso e com bastante problemas de continuação a série se apresenta de uma forma bem dinâmica, mas acho que o crédito para esse acontecimento vem mais da edição e da montagem do que do roteiro em si.

A fotografia e a trilha sonora são muito boas, traz um misticismo muito interessante e assim como vemos em outros países, foi muito legal ver essa coisa mais brasileira, traz uma vibe bem inteligente e intrigante pra série.

As atuações não são um grande destaque, mas ninguém do elenco fez um mal trabalho, todos apresentam um personagem interessante e que soube se construir através da história, alguns não tiveram seus arcos muito bem construídos, mas isso é um problema do roteiro, Paloma é carismática e soube levar bem a série como protagonista além de ter uma química muito grande com Mariano Mattos.

A série é interessante, trabalha bem a crítica social sobre as pessoas que são anti-vacina, traz um misticismo brasileiro que bem inovador, porém apenas prende sua atenção da metade pro final, caso melhore seu roteiro e faço algo mais dinâmico, pode ser que seja bem promissora em uma futura temporada.

Escrito por Daniel Gomes.

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