[Netflix] Black Mirror – Season 5




Black Mirror: A pior temporada da série. Será?

Nesse mês foi lançada a quinta temporada de uma das séries mais instigantes, apreensivas, políticas e confusas da Netflix. É óbvio que eu estou falando de Black Mirror.

Black Mirror foi um estouro há alguns anos atrás pela sua crítica social impactante e visceral que ela trazia nos enredos dos episódios, sempre criticando e mostrando como a tecnologia era perigosa, Black Mirror subiu no conceito de todos por trazer essa verdade e jogar na nossa cara, porém, agora parece que todo mundo odeia Black Mirror exatamente pelo mesmo motivo.

A estreia da nova temporada era muito esperada, ainda mais após a fraquíssima quarta temporada e o tão falado filme interativo “Bandersnatch”, tinha um hype grande criado em cima dessa nova temporada. Porém o balde de água fria já veio próximo do lançamento, pois descobrimos que só teriam apenas 3 episódios nessa nova temporada, ou seja igual as 2 primeiras temporadas. Desde que foi comprada pela Netflix a série tinha 6 episódios por temporada e nessa foi reduzido pela metade, mas ainda sim a expectativa era grande e acho que esse foi o grande problema dessa temporada, a expectativa dos fãs.

Bom, indo para a temporada em si, todos os episódios são escritos por Charlie Booker, o criador da série e apesar de alguns problemas de continuação e até mesmo no enredo, os episódios não estão mal escritos, porém são mal dirigidos e isso é perceptível. Porém a produção dos episódios, apesar de não serem as melhores da série, está boa. Os episódios são bons, porém não passam disso, eles não te prendem tanto como alguns episódios de outras temporadas, mas as histórias são interessantes, apesar de cair num ciclo um pouco repetitivo em relação a narrativa, assim como a tecnologia focada nos episódios, problemas atuais com vício em telefone, transferência de consciência e realidade virtual, já vimos isso antes, então não tem o choque da surpresa mais e isso já era esperado de acontecer. Abaixo uma pequena análise de cada episódio:

1.   Striking Vipers


O episódio conta a história de dois amigos muito próximos que depois de alguns anos voltam a jogar seu jogo preferido “Striking Vipers”, porém agora em uma versão mais moderna e interativa, sendo o jogo em realidade aumentada. Porém o que eles não sabiam era um sentimento secreto que acaba aflorando entre os dois durante o jogo.

O episódio é o melhor dentre os três da temporada, ele é bem interessante e as atuações apesar de não serem assim tão incríveis, são o suficiente, a tecnologia apresentada é muito parecida com a do episódio “Playtest” da terceira temporada e é o único que ainda consegue causar um certo impacto, mas nele pela crítica embutida no episódio e sim pelo plot que explora a sexualidade dos personagens, apesar de isso não ser tão bem trabalhado como poderia ser.

O episódio foi gravado em São Paulo e a fotografia é muito bem composta, assim como os figurinos do episódio, que são um destaque a parte. Um episódio bom, mas sem muitas surpresas.

2.  Smithereens


O segundo episódio da temporada é o mais fraco da temporada, ele não te atraí e na verdade nem a sinopse te dá vontade de ver, porém o episódio não é ruim, ele é apenas um pouco cansativo. É o único que não traz uma tecnologia diferente ou inovadora, mas tem uma crítica bem pesada sobre o vício das pessoas em redes sociais e nisso ele cumpre com o que promete. O episódio tem como enredo um homem que trabalha como um motorista de carro particular, tipo um Uber, que sequestra o funcionário de uma empresa e o faz de refém e só promete entregar o refém, caso fale com o dono da empresa.

O episódio é bem escrito, mas mal dirigido ele não equilibra bem as coisas e tem momentos em que acontecem várias coisas e em outras não acontece nada e isso deixa a pessoa que está assistindo sem um foco e isso é o problema do episódio, as atuações são boas e a fotografia também, outros aspectos não tem um grande destaque e na verdade é perceptível a falta deles.

3.   Rachel, Jack and Ashley Too




O tão falado episódio com a Miley Cyrus. A temporada termina com um episódio, não é o melhor, mas também não é o pior. Nele vemos 2 adolescentes ajudando a salvar a vida de uma cantora teen após ela ser internada pela empresária e tia, que alega que a superstar está em coma, porém esse resgate só é possível graças a uma espécie de boneca eletrônica que tem a consciência de Ashley.

O episódio é bem construído e um dos primeiros episódios que te fazem rir, o roteiro é bom, mas o episódio tem uma pegada muito infantil, apesar do linguajar usado pelas personagens, além de que a atuação da Miley é a única que se salva nesse episódio, porém ele é mais bem produzido dos 3  e isso eleva ele em comparação aos outros.

Em geral todos os episódios são bons, porém apenas isso, bons, não espere algo no nível das primeiras temporadas, pois não terá isso, mas não se influencie essa não é a pior temporada de Black Mirror, esse lugar ainda pertence à quarta temporada.
                                                                    
Escrito por Daniel Gomes.




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