[Discussões] Mitos e Estereótipos na indústria da comunicação


Poster Fake representando estereotipos


Sabemos que não é de hoje que "verdades" são criadas sobre pessoas, indivíduos, povos e culturas. Todos os dias criamos mitos e estereótipos a partir das imagens, notícias ou conteúdos que recebemos de alguém ou de algum lugar, seja ela através de filmes, internet, jornais, notícias etc.

Existe muito mito presente em produções hollywoodyana que retratam outras nações como algo inferior e é algo muito comum em suas produções, na qual, os diretores e sua produção colocam seu olhar cultural como ponto de partida para julgar, subjugar e retratar outros povos, costumes e culturas, como algo aceito ou estranho e bizarro. Esses casos são bem comuns em filmes que retratam a América Latina como um continente pobre, um paraíso de impunidade, cheio de mulheres gostosas e calientes e uma geografia um tanto duvidosa e a corrupção como base central da estrutura governamental.

Por isso que hoje venho questionar por exemplo algumas dessas fantasias que se fixam em nosso cotidiano para relativizar ou caracterizar algo. Quem nunca ouviu falar em homem bomba? Ou do desespero criado nos anos de 2010 contra imigrantes ou pessoas de religiões muçulmanas em ônibus, ruas, praças no Brasil ? Processo criado pela mídia internacional em primeira instância vendendo a imagem e a cultura árabe como intolerante e radical desde o atentado de 11 de setembro.


Tal semelhança podemos notar em muitos filmes que não retratam a realidade de um local ou história. A animação Rio é um grande exemplo que podemos abordar, onde várias cenas são executadas na Floresta Amazônica e uma geografia um tanto duvidosa, como se os estados, suas respectivas culturas  e vegetações fossem completamente nulas na perspectiva de atender uma ideia mercadológica Hollywoodiana.



Isto assemelha-se também com as novelas histórico-religiosos da Record onde seu elenco é em maioria caucasiano desrespeitando os conceitos geográficos, etnográficos historiográficos e culturais. Perpetuando assim a ideia de que seus personagens seguiam um padrão de beleza europeu, quando todos sabemos que não é essa a realidade.


O poder e alcance nas produções americanas vendem em muitos momentos uma realidade inválida. O Brasil contudo, muitas vezes em suas produções, concordam ao reproduzir a mesma lógica mercadológica, ignorando a diversidade existente em nosso país e no mundo, reduzindo tudo a um único sistema válido de sociedade tendo o seu próprio ego como pressuposto disto. 

Pablo Barreto

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