[Críticas] Amazônica Groove




Amazônia Groove (2018), é um documentário dirigido por Bruno Murtinho sem dúvida traz a vivacidade do povo e das músicas por este produzido ao mundo de documentários, que por vezes podem ser monótonos, e parecem ter saído todos da mesma receita de bolo sem diversidade. 


Felizmente de  maneira leve, fluída e única esta receita é subvertida quando são percorridos diversos cantos e ritmos da Amazônia em uma visão mais intimista, onde o expectador não se sente intruso, mas sim, incluído nas histórias dos que foram escolhidos para transmitir essa riqueza cultural.


Mestre Damasceno, Sebastião Tapajós, Dona Onera, Manoel Cordeiro, gangue do Eletro, Gina Lobrista e Albery Albuquerque são os músicos que transmitem toda essa diversidade, com seus depoimentos honestos e uma fotografia simples, mas muito rica essas histórias são bem contadas e ouvidas.


É impossível não se arrepiar com a voz rouca de Dona Onera ecoando pela sala de cinema enquanto ela entoa cantigas para o boto do rio, ou se sentir transportada para o meio da natureza com a música de Albuquerque que mistura música do homem e a música da natureza. Incrível também é a poesia nessa história, que vai desde Gina Lobrista vendendo seus CDs de sofrência na feira até Manoel Cordeiro que conta sua história de superação á beira do rio e nos deixa ao fim do filme com a belíssima frase: “quantas  músicas cabem nesse rio?” Eu não sabia responder essa pergunta, e mesmo agora ainda não sei, mas com certeza quero descobrir, ouvir e sentir essa sinfonia diversa do Norte brasileiro.

Data de lançamento6 de junho de 2019 (Brasil)
DireçãoBruno Murtinho
CinematografiaJacques Cheuiche
ProduçãoLeonardo Edde
RoteiroBruno Murtinho, Leonardo Gudel


Escrito por: Lívia Winter



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