[Crítica] Tudo o que tivemos - What They Had




Após Bridget Ertz viajar até a casa da sua mãe (Ruth) com sua filha (Emma) onde encontra sua mãe com delírios e perdas de memórias gradativas, consequências da doença Alzheimer, a Mulher e o irmão (Nicky) ali presente enfrentam um drama de passar por cima da insistência do seu pai em permanecer com ela ao seu lado até o seu último suspiro ou leva-la para interna-la em um local de tratamento em doenças neurológica, especializado em idosos, como indicaram os médicos. 

  
Mesmo Bridget carregando o peso do seu passado, pois se encontra com crise no casamento, com seu marido David, e conflitos constantes com sua filha, Emma Ertz, causados pelo distanciamento da jovem, por motivos de incompatibilidade de compreensão entre ambas, e para piorar a situação dela, tem que lidar com um irmão extremamente insensível e rebelde diante das situações difíceis na família. A Bridget busca unir forças para fazer com que sua família fique em harmonia e os conflitos sejam sanados, assim ela buscar desenvolver uma maturidade emocional para lidar com as situações ao longo do filme. 

  
Seu pai (Burt) ''teimoso'' em estabelecer a ideia de que a sua mulher deve ficar com ele, mesmo com a perda de memória mais frequentes, causada pelo envelhecimento, e ambos terem problemas de saúde, ele permanece com a convicção de que o melhor lugar para ela estar é ao lado dele e os dois convivendo na casa onde construíram juntos durante décadas. Todos os dias, Burt, faz com que a sua esposa (Ruth) se lembre que eles são casados, e ele não mede esforços para deixa-la com as memórias mais intimas e afetivas intactas através de toques carinhosos, olhares fixos, cumplicidade entre eles, as fotografias e registros por todo o canto, revelam que a intensão de tratar da lucidez da sua esposa, Ruth, tem o nome da formula perfeita, que é chamada de amor incondicional. 
  

Burt, Instiga ela a permanecer com as últimas memoria intactas, onde preenche a casa de fotografias e objetivos que marcam toda a trajetória deles como casal e assim não desiste do amor que tem por ela e a família. Em diversas partes o senhor permanece intransmutável na sua decisão, mostrando um amor incondicional, puro companheirismo, de uma forma tão pura, que me fez aquecer meu coração, e transbordar meus olhos com cenas de lembranças preciosas e únicas da força do amor do casal de idosos, que pode ultrapassar até mesmo as lacunas do tempo.  
  
No meu ponto de vista a atriz e também diretora do filme conseguiu atingir em cheio o seu objetivo de comover o público com o enredo baseado nos laços de família, e os desafios encontrados ao longo da vida. Assim como o filme ''Menina de ouro'' me causou uma emoção muito forte, esse filme não foi diferente, pois ela foi bastante autentica e transmitiu muita emoção na sua atuação,  onde trouxe tanto para mim quanto para aqueles que assistem ao filme uma reflexão sobre o tempo e a importância das pessoas em nossas vidas, pois nunca saberemos se veremos aquela pessoa no dia seguinte, então ame hoje... demostre hoje... e se entregue de coração ao destino! pois a vida é passageira e somos apenas viajantes e aprendizes das experiencias que o tempo nos proporciona e o que fica são no final de tudo são memórias valiosas. 
  
Gênero: Drama 
Duração: 100 min.  
Origem: Estados Unidos 
Direção: Elizabeth Chomko 
Roteiro: Elizabeth Chomko 
Distribuidor: Diamond Films 
Classificação: 14 anos 
  
  
  
Larissa Carvalho Oliveira  
Colaboradora do Site, Resenhista e Op. Telemarketing  
instagram: larissacarv4

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