Dia Internacional da Mulher: Exposição sobre feminismo, debates e peça sobre feminicídio

Em comemoração ao dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Museu da Justiça – Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ), próximo à Praça XV, vai promover durante todo o mês uma programação temática. Além da exposição Mulheres, a hora e a voz, que fica em cartaz até o dia 31 de maio, estão programadas apresentações gratuitas da peça Por Elas, sobre o feminicídio, e um ciclo de leituras e debates.




PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Diretoria-Geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento
Departamento de Gestão e Disseminação do Conhecimento
Museu da Justiça – Centro Cultural do Poder Judiciário
EXPOSIÇÃO
Mulheres, a Hora e a Voz
Direitos, Conquistas e Desafios
30 anos da Constituição Brasileira
“Que a gente traga as nossas memórias, não como saudosismo,
mas para a construção de agendas para o futuro.” (Jacqueline Pitanguy)
O Lobby do Batom na elaboração da Constituição de 1988
Marco histórico do feminismo e do empoderamento das mulheres no âmbito do Estado e da democracia brasileira

Em homenagem à efeméride do aniversário de 30 anos da Constituição Brasileira de 1988, o Museu da Justiça – Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ),  localizado no Antigo Palácio da Justiça, próximo à Praça XV, apresenta a exposição “Mulheres, A Hora e a Voz – Direitos, Conquistas e Desafios”. A mostra tem como foco principal celebrar a ativa participação das mulheres na Constituinte. Liderada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), a campanha “Mulher e Constituinte” culminou na elaboração da “Carta da Mulher Brasileira aos Constituintes” que foi entregue ao deputado Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, e impulsionou uma nova etapa da luta das mulheres para que as suas reivindicações constassem na Constituição. A pressão e ações do CNDM e dos movimentos sociais femininos junto aos constituintes para garantir os direitos das mulheres na Carta Magna ficaram conhecida como Lobby do Batom.
A mostra é conduzida pela memória de quatro protagonistas que ecoam a voz de tantas outras brasileiras que atuaram naquele momento histórico: Jacqueline Pitanguy (socióloga, presidente do CNDM de 1985 a 1989), Comba Marques Porto (advogada, coordenadora da Campanha “Mulher e Constituinte”), Leila Linhares Barsted (advogada, consultora jurídica da OAB Mulher, assessoria do CNDM) e Schuma Schumaher (pedagoga, secretaria executiva do CNDM e articulista da campanha “Mulher e Constituinte”). A exposição apresenta vídeos de campanhas e imagens da época, e fotos históricas de diversos acervos (Arquivo Nacional, CNDM, EBC, FGV, Jornal do Brasil, O Globo, entre outros). As quatro entrevistadas revivem o encontro com o feminismo nas décadas de 1970 e 1980, debatem a violência contra a mulher e os desafios atuais da agenda do feminismo.
Interativa, a mostra conta com um enorme painel, onde o público poderá fazer selfies e assim integrar uma passeata do movimento feminista. Pequenas faixas com lemas de campanha como “Quem ama não mata” também estão disponíveis para fotos. Além disso, será possível acessar em computadores disponibilizados no local fotos, cartazes e matérias jornalísticas sobre o tema. Ainda no mesmo espaço, uma linha do tempo pontua marcos mundiais e brasileiros do feminismo, como o início do Movimento Sufragista, em 1948, nos Estados Unidos, e curiosidades, como o ano de 1922, no qual foi garantido o ingresso de mulheres ao colégio Pedro II no Rio de Janeiro.
Ao centro do salão, um espaço cenográfico reproduz a área de trabalho das quatro feministas que norteiam a exposição. Sobre uma escrivaninha estarão uma máquina de escrever, uma luminária com design característico da época, um calendário do emblemático ano de 1988, além de livros de autoras como Simone de Beauvoir, Betty Friedan, Kate Millett, entre outras, e obras assinadas por elas. Fotos do acervo pessoal das homenageadas completam a cenografia do espaço decorado com um tapete onde se vê o espelho de Vênus.
O HISTÓRICO SALÃO DOS BUSTOS RECEBE O “LOBBY DO BATOM”
O Salão dos Bustos, também denominado Salão dos Passos Perdidos, antessala do Salão Histórico I Tribunal do Júri, situado no segundo pavimento do Antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro (APJ-Rio) é ornamentado com oito bustos de mármore preto que homenageiam grandes criminalistas que atuaram no I Tribunal do Júri. Dentre eles, estão os bustos do ministro Evandro Lins e Silva e do dr. Evaristo de Moraes Filho. A escolha do espaço para receber a exposição “Mulheres, a Hora e a Voz – Direitos, Conquistas e Desafios” propõe a reflexão da entrada de mulheres num locus de representação do poder masculino. A voz de tantas mulheres que participaram ativamente da Constituinte ecoa nos relatos e na memória de quatro delas entrevistadas pelo CCMJ – Jacqueline Pitanguy, Comba Marques Porto, Leila Linhares Barsted e Schuma Schumaher.  
“Os bustos, que ornamentam o imponente salão onde a exposição será apresentada, causam estranhamento e provocam o visitante a olhar não apenas para as figuras daqueles grandes advogados ali homenageados por terem atuado no I Tribunal do Júri, mas, também, a pensar sobre a luta das mulheres para adentrarem num mundo encabeçado por homens. Esta relação intensa e tensa entre homens e mulheres propõe questionamentos, problematiza e potencializa a questão do lugar das mulheres na sociedade brasileira. ”, argumenta a diretora do CCMJ, Silvia Monte, curadora da exposição.
O Lobby do Batom, como ficou conhecida a articulação das mulheres junto à Constituinte, era composto pelas conselheiras e pelo corpo técnico do CNDM, por movimentos feministas e de mulheres, e pelas 26 deputadas federais eleitas no pleito de 1986. O Lobby do Batom conseguiu mobilizar todo o Brasil, apresentando e aprovando emendas que tiraram a mulher da condição de cidadã de segunda categoria na nossa Carta Magna.

CONSTITUINTE PRA VALER TEM QUE TER PALAVRA DE MULHER
O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) lançou em 1985 a campanha denominada Mulher e Constituinte, sob os lemas “Constituinte sem mulher fica pela metade” e “Constituinte pra valer tem que ter palavra de mulher”. A campanha mobilizou mulheres de todo o território brasileiro resultando na elaboração da Carta das “Carta da Mulher Brasileira aos Constituintes”, que foi entregue ao Congresso Nacional, pelas mãos de mais de mil mulheres.
A exposição “Mulheres, a Hora e a Voz – Direitos, Conquistas e Desafios” é conduzida pelas vozes de quatro mulheres que tiveram importância fundamental na retomada do feminismo brasileiro nas décadas de 1970/1980. As entrevistas originais versam sobre temas que giram em torno do momento histórico em que a sociedade brasileira, através de movimentos sociais com pautas das mais diversificadas, retoma a democracia no país, tendo como foco principal a participação das mulheres no processo da Constituinte.
A juíza de direito Dra. Adriana Ramos de Mello, titular do I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, uma das mentoras da exposição, fala sobre a importância da mostra:  “Nós, mulheres brasileiras, devemos muito a essas mulheres que lutaram na Constituinte para a inclusão dos nossos direitos na Constituição Brasileira de 1988. Essa exposição traz à tona a história dessas mulheres, provocando a reflexão sobre os nossos direitos de cidadãs. ” (Adriana Ramos de Mello, Juíza de Direito)
SERVIÇO
Exposição Mulheres, a Hora e a Voz – Direitos, Conquistas e Desafios
Até 31 de maio, de segunda a sexta, das 11h às 19h e, aos sábados, de 14h às 18h. Entrada grátis
Museu da Justiça – Centro Cultural do Poder Judiciário - Rua Dom Manuel, 29, Centro, Rio de Janeiro

TRIBUNA LIVRE 
Ciclo de Leituras e Debates

“Seja a protagonista da sua vida”
O feminismo e a obra de Carmem da Silva (1919-1985)

PROGRAMAÇÃO 

25/3, segunda-feira, às 19h
TEMA: “O papel de Carmem da Silva na formação da consciência feminista e nas articulações do movimento feminista das décadas 1970/1980
LEITURA: de trechos de crônicas 
LEITORAS: Atrizes a convidar
MESA:
Comba Marques Porto
Jacqueline Pitanguy
Leila Linhares
Malu Heilborn
COORDENADORA: Adriana Ramos de Mello 

26/3, terça-feira, às 19h 
TEMA: “Estereótipos Femininos” 
LEITURA DE TRECHOS DE CRÔNICAS 
LEITORAS: Atrizes a convidar
MESA
Flavia Oliveira
Joel Birman
Heloísa Buarque de Holanda
COORDENADORA: Andrea Pachá

27/3, quarta-feira, às 19h 
“TEMA: Violência Contra a Mulher - 
A Construção e desconstrução do Agressor”  
LEITURA DE TRECHOS DE CRÔNICAS 
LEITORAS: Atrizes a convidar
MESA:
Arlanza Maria Rodrigues Rebello
Adriana Ramos de Mello 
Affonso Romano de Sant‘ Anna
Cecilia Soares

Mediadora: Tula Mello – Juíza Direito, 20ª Vara Criminal 


A PEÇA "POR ELAS", SOBRE FEMINICÍDIO, SERÁ ENCENADA DIAS 28, 29 E 30 DE MARÇO

Espetáculo terá apresentações gratuitas, às 19h, no Centro Cultural do Poder Judiciário
“Isto é um julgamento?” Esta é a primeira fala da peça Por Elas. Quem nunca culpou a vítima de violência por permanecer num relacionamento abusivo? Quem nunca ignorou a briga de um casal por preferir não se meter? Quem nunca julgou o comportamento de uma mulher pelo tamanho de sua saia ou pelos amantes que ela teve? A maioria de nós, em algum momento, já reproduziu sem perceber um comportamento machista e esse é um dos motes da peça, que aborda o tema da violência doméstica e terá duas apresentações gratuitas nos dias 28, 29 e 30 de março no Museu da Justiça-Centro Cultural do Poder Judiciário. O objetivo primordial do espetáculo é provocar a reflexão e estimular o debate sobre os direitos humanos e equidade de gênero, cooperando para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio na sociedade.
Originada de retalhos de histórias reais, a dramaturgia de “Por Elas”, dirigida por Sílvia Monte, com texto de sua autoria em parceria com o advogado e dramaturgo Ricardo Leite Lopes, passeia pelo épico e pelo dramático, pelos tempos presente e passado. Cada uma das sete personagens femininas carrega histórias de outras tantas mulheres brasileiras. A figura masculina – evocada pelas lembranças das mulheres – provoca a reflexão do que o homem representa para elas dentro desse universo perverso de “amor e ódio”, “submissão e poder”, das relações entre mulheres e homens, numa sociedade patriarcal que estimula o machismo.
“A nossa sociedade é muito machista e lida com isso de forma naturalizada. Comportamentos machistas acontecem de forma corriqueira e são reproduzidos dentro da família, na escola, no trabalho, com os amigos, enfim, nas nossas relações do dia a dia. ‘Por Elas’ trata disso. Nas vozes e na histórias das mulheres da peça ecoam comportamentos violentos e abusivos, muito deles consentidos e perpetuados pelas próprias mulheres. A visão machista do mundo é uma das razões fundamentais para que aconteçam todos os tipos de atos violentos em relação à mulher, desde um comentário desagradável ao corpo da mulher, até o seu assassinato por razão de gênero. A questão da violência contra a mulher é um tema que não pode deixar de ser pensado na arena da dramaturgia brasileira. Precisamos pensar sobre essa questão, e o teatro é um lugar ideal para atingir mentes e corações”, defende Sílvia Monte, diretora do espetáculo e idealizadora do projeto.
O elenco é formado por  Adriana Seiffert, Ana Flávia Bishuettes, Elisa Pinheiro,  Letícia Vianna, Natalia Balbino, Renata Guida, Rosana Prazeres e Lucas Gouvêa. Na ficha artística, composta basicamente por mulheres, Luci Vilanova assina o figurino que dialoga com a economia de elementos, equaliza o grupo de mulheres e Maíra Freitas cria a trilha com músicas originais inspiradas a partir de elementos sonoros das histórias dos personagens.
SERVIÇO
TEATRO
“Por Elas”, de Sílvia Monte, texto e direção, Ricardo Leite Lopes, texto.  Um grupo de mulheres desconhecidas entre si que, em comum, têm a violência na sua vida amorosa, está reunido para falar sobre suas histórias. Conforme os relatos vão acontecendo, os conflitos, os preconceitos, a dor e a própria violência surgem no grupo. Com ELENCO Adriana Seiffert, Ana Flávia Bishuettes, Elisa Pinheiro,  Letícia Vianna, Natalia Balbino, Renata Guida, Rosana Prazeres e Lucas Gouvêa. Classificação indicativa: 14 anos. Duração: 80 min.
Museu da Justiça-Centro Cultural do Poder Judiciário - Por Elas nos dias 28, 29 e 30 de março, às 19h. Entrada grátis, com retirada de senha a partir das 18h30. Rua Dom Manuel, 29, térreo. Centro. Informações: 3133-3768 / 3133-3548.

DEPOIMENTOS DE QUEM ASSISTIU AO ESPETÁCULO
Gilberto Bartholo (crítico):
“Gostei muito da peça, emocionei-me bastante com todas as situações desfiladas. Nada era desconhecido para mim e, creio, para a grande maioria dos que faziam parte daquela assistência, no entanto sentir aquela realidade, tão bem representada por um elenco afinado bate mais forte e tenho certeza de que todos os envolvidos no projeto estão conscientes de quão valioso é o serviço que estão prestando, com seu trabalho, a uma causa que, felizmente, está ganhando corpo, não tanto, porém, na mesma proporção em que aumentam as estatísticas com relação às mulheres vítimas de homens violentos, animais irracionais, numa selva ou num campo de pedra”.
Luiza Brunet (modelo e atriz, vítima de violência doméstica) : 
“O espetáculo é incrível, super bem ilustrado, atores são muito bons e as histórias são reais, que a gente está acostumado a ver. Eu fiquei muito mexida, constrangida, o final que as penas são tão pequenas para esses tipos de casos. A peça desmistifica essa impressão de que é só a mulher negra, pobre, favelada que se depara com a violência doméstica. Eu mesma sou um exemplo disso, sou mulher independente, bem-sucedida, que tenho um certo conhecimento, mas também fui atingida por uma agressão física que me fez muito mal, mas eu tive coragem de sair desse ciclo vicioso depois da sexta agressão física, é difícil sair. E estou inteira, comecei a fazer parte do grupo do enfrentamento, e acho que a gente precisa encorajar outras pessoas a sair disso. Eu fui muito julgada por outras mulheres. Acho que essa é a pior parte de toda a minha história desde que fiz a minha denúncia. Ele foi condenado, pediu habeas corpus, mas o tempo todo ouvia “O que foi que ela fez?”, “Ela deve ter se machucado para tirar o dinheiro dele”, “Eu duvido que ele tenha feito algo, ela era um homem maravilhoso”, a pior coisa de você fazer a denúncia é enfrentar o julgamento, porque isso é o que mata você. Não senti sororidade nenhuma. Procuro fazer o oposto do que fizeram comigo quando encontro uma mulher que foi agredida, você abraçar, dar amor e confiar no que ela fala. Hoje, minhas redes sociais funcionam como se fosse um consultório. É inacreditável, comecei a participar de palestras, dentro e fora do Brasil, para falar sobre essa questão, sobre os diferentes tipos de agressão. Tive na ONU há duas semanas atrás, foi fazer um trabalho em Genebra e no Brasil, são vídeos para as mulheres terem um pouco mais de informação, para chegarmos onde a informação não chega. Vou falar da minha experiência para tocar outras mulheres, para que elas prestem atenção da forma de vida que elas levam, para que as que estão dentro de um relacionamento abusivo percebam que serão mortas. Estou fazendo minha parte como mulher e cidadã, acho que todas as mulheres deviam se dar as mãos se unir para fazer um movimento gigantesco porque é uma epidemia mundial”.
Cristiane Machado (atriz e vítima da violência doméstica):
Eu quero dividir com vocês um espetáculo maravilhoso sobre um tema que eu vivi na minha vida que foi a violência doméstica, no meu caso, foi uma tentativa de feminicídio. Eles relatam com muita sutileza, com depoimentos reais sobre diversos casos, desde a menina rica a menina mais pobre. Narra a história de sete mulheres de diferentes classes sociais. Vale como um alerta para a sociedade, para as mulheres, para os homens, o quanto é difícil você detectar um relacionamento abusivo e que sirva de lição para que as mulheres não cheguem a ser mortas. Para que elas entendam que aquilo que estão vivendo é abusivo e que têm que ir embora. Eu, como atriz, mulher, que viveu uma tentativa de homicídio, uma violência doméstica, me sinto com o dever de conscientizar e educar cada vez mais as mulheres. Vale muito como educação, como cultura, como conscientizar a população para ajudar os sistema judiciário e policial a se preparar para receber essas mulheres. Fiquei encantada, quem assistir vai sair do teatro com a cabeça transformada. Eu, que vivi um caso como esse, me tocou bastante para continuar a conscientizar mulheres que estão sendo vítimas. Vão assistir esse espetáculo incrível, com atrizes incríveis. Eu me senti extremamente tocada, especialmente porque eu vivi essa tristeza na minha vida, que foi ser vítima de uma tentativa de feminicídio do meu próprio marido”.

Jacqueline Pitanguy (Socióloga e cientista política, fundadora e diretora executiva da ONG CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação; Presidente do Conselho Diretor do WLP, Women Learning Partnership for Rights, Development and Peace)
“Trabalho admirável, belíssimo texto. Elenco excelente! POR ELAS me comove por várias razões, primeiro porque ela reconstrói a vida de uma forma não maniqueísta, ela considera a ambiguidade do relacionamento humano, particularmente do relacionamento afetivo, e pensa o problema da violência de gênero nas suas diversas dimensões – psíquica, cultural, social e institucional.”  

Adriana Ramos de Mello (Juíza de Direito, Titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro)
“POR ELAS me deixa muito emocionada. A peça retrata o pensamento da sociedade diante da violência contra a mulher. Cada uma das suas personagens eu vejo nos processos do meu dia-a-dia. É muito real e impactante!”
Shuma Schumaher (Pedagoga e ativista feminista, Coordenadora Executiva da ONG REDEH - Rede de Desenvolvimento Humano e integrante da Articulação de Mulheres Brasileiras)
“A peça é ótima e realmente provoca muitas reflexões, muitos debates, mas, principalmente, POR ELAS provoca a gente pensar sobre essa tragédia que está a nossa volta. E essa tragédia tem que ser debatida.”  

Claudia de Moraes (Major da Policia Militar PMERJ. Coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e subcoordenadora de Comunicação Social da PMERJ; autora do Dossiê Mulher 2018, Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro).
“A Lei Maria da Penha diz que a gente tem que produzir informações, pois o que a gente não sabe não está no mundo, não existe. Precisamos encontrar várias formas para falar sobre a violência de gênero e POR ELAS trata essa dura questão com leveza e delicadeza.”  

ELENCO

Adriana Seiffert - SANDRA Ana Flávia Bishuettes - ÂNGELA Elisa Pinheiro - DANIELA Letícia Vianna - MARIANA Natalia Balbino - MÔNICA Rosana Prazeres - JOSILENE Renata Guida - IEDA Lucas Gouvêa - HOMEM

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Sílvia Monte [Texto e Direção]
Ricardo Leite Lopes [Texto]
Luci Vilanova [Figurino]
Ana Luzia de Simoni [Iluminação]  
Maíra Freitas [Trilha Sonora Original]
Anderson Cunha [Diretor Assistente]
Monique Rosas [Assistente de Figurino]
Cris Ferreira [Operação de Luz]
Ananda Amenta [Operação de Som]
Nena Braga [Identidade Visual]
Marcelo Carnaval [Fotografia]
Sheila Gomes [Assessoria de Imprensa]
Ana Righi e Aline Miranda [Redes Sociais]

PRODUÇÃO
Centro Cultural do Poder Judiciário - Museu da Justiça  
Grace Rial e Ramon Roque [Produção Executiva]
Juliana Gonçalves [Assistente de Produção]
Natália Thiago [Agendamento de Grupos]

REALIZAÇÃO
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
Centro Cultural do Poder Judiciário - Museu da Justiça  
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