16/11/2018

Festival Global Cultural dos Povos Tradicionais Africanos e Afrodiaspóricos - dias 19, 20 e 21 de novembro.


Festival Global Cultural dos 
Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos
Nos dias 19, 20 e 21 de novembro.
  Entrada Franca   
No IFCS/UFRJ, Arquivo Nacional, UNIRIO e Teatro João Caetano


            
                                                                 Com Tamborzada, Orquestra de Berimbaus, 
                                         Jongo da Serrinha, performances, dançasdebates e outros              
        

O Grupo Pan Africano de Pesquisa Estratégica e Política (PANAFSTRAG), em parceria com CEAP; UFRJ, através do LHER e do PADE/UFRJ; Arquivo Nacional – AN/MJ; UNIRIO, através do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, são os organizadores do Festival Global Cultural de Povos Tradicionais – Africanos e Afro-diaspóricos, que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de novembro de 2018, no IFCS/UFRJ, Arquivo Nacional, UNIRIO e Teatro João Caetano. 


O Festival Global dos Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos proporcionará uma melhor e maior integração não só no campo artístico, mas também em todas as nossas ações em defesa da liberdade religiosa, da tolerância, diversidades e pluralidades culturais, religiosas e espirituais. 

"Em um momento em que as religiões de matrizes africanas vem sofrendo perseguições de todos os lados, ter um festival que valoriza as identidades negras é fundamental para a fortalecimentos das nossas resistências contra a intolerância religiosa no Brasil!", atesta o Dr. Prof. Babalawô Ivanir dos Santos - representante do PANAFSTRAG

O Festival nasceu a partir de um desejo do Dr. Ishola Willams, prof nigeriano, de fomentar a união, inteiração e traçar experiências entre as culturas africanas e afro-diaspóricas.

"É fundamental que nesse momento estejamos todas e todos juntos para a celebração de nossas culturas e tradições", completa Ivanir.

Programação: 19 (SEGUNDA) de Novembro  
- IFCS/UFRJ   
10h às 10h30 - Apresentação Iewá PADE e Orquestra de Berimbaus Abadá-Capoeira
* A Orquestra de Berimbaus da Abadá-Capoeira, com 28 anos, será regida pelo Mestre Cobra. O repertório inclui, além dos toques tradicionais da capoeira, toques em referência a manifestações culturais brasileiras e diversos gêneros musicais, tais como baião, samba de roda, xaxado, samba-reggae, culminando com a entoação do Hino Nacional, causando surpresa e despertando atenção pela riqueza dos seus arranjos.

10h30 às 12h - Abertura do Festival (Salão Nobre do IFCS/ UFRJ): Presenças de: Diretor do IFCS, Diretor do Arquivo Nacional, Diretora da Escola de Educação Física e Desporto da UFRJ, Professor Dr. André Chevitarese e Ivanir dos Santos.

14h às 16h - Mesa 1: Identidade e Memória: Diáspora e Religiões no Brasil (Salão Nobre) - Mediadora: Professora Pós Doutora Helena Theodoro. Palestrantes: Doté Hugo de Azonsú, Professor Doutor Renato Barreto, Carolina Potiguara e Professor Marcos Moura.

16h30 às 17h - Performance “Corpo Macumba” - Fábio Costta (É um festejo. É um rito de passagem. É um protesto.  É a rememoração de um corpo que é atravessado por diversos saberes adquiridos na encruzilhada da existência)

17h às 18h30 – Oficina de ritmos “Uma vivência Afro-Amazônica”, com Mestre Silvan Galvão 
* O paraense de Santarém Silvan Galvão, radicado hoje no Rio, é um artista múltiplo.É cantor, compositor, percussionista e mestre de  carimbó. O carimbó foi reconhecido pelo Iphan em 2014 como patrimônio cultural imaterial brasileiro, e Silvan Galvão foi reconhecido co- mo um dos mestres da região do oeste do Pará pelo Movimento  de Salvaguarda do Carimbó. 
    
- TEATRO JOÃO CAETANO 
19h às 21h - Jongo da Serrinha 
* O grupo Cultural Jongo da Serrinha apresenta o show “Vida ao jongo”. O premiado Grupo Cultural Jongo da Serrinha, conta em espetáculo a história do ritmo, que deu origem ao samba - tombado em 2005 pelo IPHAN como primeiro Patrimônio Imaterial do sudeste - O espetáculo é de música e dança, desse ritmo envolvente.

Programação: 20 (TERÇA) de Novembro  
- IFCS/UFRJ
10h às 12h - Mesa 2: Herança da Espiritualidade Africana (Salão Nobre)
Mediadora: Professora Doutora Inêz Calfa Palestrantes: Professora Doutora Katya Gualter, Professora Doutora Celina Batalha e Yalorixá Maria de Xangô.

14h às 16h - Mesa 3: Saúde e Cultura Afro-Brasileira e Indígena (Salão Nobre)
Mediador: Professor Doutor Luiz Henrique Chad Pellon (UNIRIO) Palestrante: Professor Doutor Antonio Marcos Tosoli Gomes (UERJ); Professor Doutor Nilton Souza da Silva (UFRRJ); Anapuaka Tupinambá (Radio Yandê)

16h às 17h30 - Atividade concomitante: Roda de Conversa com o Ogã Bangbala - Ogã é o nome que se dá a determinadas funções masculinas dentro de um terreiro de candomblé. Tanto na língua iorubá quanto na jeje, o termo refere-se a “chefe” ou “pessoa superior”. É o escolhido para estar lúcido durante os rituais religiosos. Ogã Bangbala, dedica-se, há mais de 70 anos, a preservar e difundir o candomblé e a defender as tradições de matriz africana. 

- TEATRO JOÃO CAETANO
19h às 21h – CORPOralidades Negras - Festival de performances com diversos grupos: 
"Igbá Exu: Onde assenta o Caos" - Genilson Leite (A performance produz uma ruptura no tempo espaço estreitando e a relação entre performer e público proporcionando experiências efêmeras). 
"Salùba!" - Gizele Alves (A vida se desenvolve em processos, em níveis. A evidência das experiências desse processo se materializa através da forma). 
"AGÔ" - NUDAFRO Cia de Dança Contemporânea da UFRJ, com Direção de Tatiana Damasceno (espetáculo que aborda questões que percorrem o cotidiano de atores sociais afrodescendentes relacionando-os com a linguagem da dança contemporânea.
"Ê Coreira!" - Aedda Mafalda (dança afro contemporânea, em cena elementos de seu cotidiano, sua feminilidade e sua relação com o Tambor de Crioula do Maranhão)
"Vozes de nós Fragmentos de um corpo em Expansão" - Aline Valentim (obra é uma homenagem a todas as nossas ancestrais afrodescendentes, e principalmente, a irmã Marielle Franco).
"Dúdù" - Thiago Caetano (o bailarino e coreografo irá passar por diversas situações e texturas para retratar fatos vivenciados, resgatando através do corpo e respiração a opressão negra no Brasil)
* "Preta Luta", com Jéssica Castro (performance de dança, poesia e música).
* "Katecô" - Coletivo Muanes Dança teatro / Prof. Denise Zenicola (Sempre é preciso avivar e criar memória, num país onde tudo ou quase tudo se desfaz em vagas lembranças e memórias seletivas. Entendemos que a dança mais que uma profissão é um modo de vida e através dela, a dança, histórias pessoais e memórias de esquecimento, podem ser contadas).

Programação: 21 (QUARTA) de Novembro
  
- ARQUIVO NACIONAL
10h às 12h - Mesa 4: Corpo Afro-diaspórico (Auditório principal). Mediadora: Professora Doutora Tatiana Damasceno - Palestrantes: Professora Doutora Denise Zenícola, Professora Doutora Ana M. Canavarro Benite e Professor Mestre Éle Semog

10h às 12h  - Atividade concomitante: Mostra de Curtas e Médias, seguido por Roda de Conversa (Cave)

14h às 16h - Mesa 5: Criação do Mundo Segundo os Fons, Bantos e Iorubás (Auditório principal)Mediadora: Professora Pós Doutora Helena Theodoro Palestrantes: Milton Cunha, Laila (Beija-flor) e Severo Luzardo Filho (União da Ilha)

14h às 16h - Atividade concomitante: Mostra de Curtas e Médias, seguido por Roda de Conversa (Cave)


16h30 às 18h - Teatro de Arena do Arquivo Nacional: Jongo de Pinheiral
* O jongo de Pinheiral passou a se organizar como grupo no início dos 1990, com a criação da União Jongueira. Em 1996, com o objetivo de preservar a dança do jongo e aprimorar a biblioteca da cultura afro brasileira na região, eles fundaram o Centro de Referências e Estudos Afro do Sul Fluminense (Creasf). E passaram a estreitar seus vínculos com escolas e universidades, contando a história da criação da cidade e mantendo viva a memória dos antepassados. 

- TEATRO JOÃO CAETANO 
18h - lançamento de livros  
*Autora: Eliana Alves Cruz Livro: Água de Barrela e o Crime do Cais do Valongo 
Autora: Taís Espírito Santos - Livro:  Olhos de Azeviche / Autor: Éle Semog Livro: A Cor da Demana.

19h às 21h - Tamborzada - Companhia Folclórica do Rio – UFRJ 30 anos.
Coordenada pela Professora Doutora Eleonora Gabriel, a Companhia Folclórica do Rio - UFRJ comemora seus 30 anos de existência. "As batidas do coração inspiram homens e mulheres brasileiros a criar formas de imitá-las e desafiá-las em contratempos e emoção. Por todo Brasil batemos tambores de muitos jeitos, vindos de culturas ancestrais e afinados com a diversidade de nossas histórias. Tambores temperados nos encontros de pessoas de vários lugares do mundo com os povos indígenas, donos originais da nossa terra. Reunindo 40 artistas, entre músicos, dançantes e artistas plásticos, TAMBORZADA mostra com quantos batuques se faz a cultura do Brasil. 

- UNIRIO
10h às 12h - Mesa 6: Políticas públicas de acervos arquivísticos dos povos afro-brasileiros e indígenas 
Mediador: Dr. Flávio Leal Silva (UNIRIO)
Palestrantes: Carla Lopes -  servidora do AN Coordenadora da Mesa - Doutorando do PPGARTES/UERJ - Maria do Carmo Teixeira Rainho - servidora do AN e curadora de exposições - Doutora em História Social/UFF - Gabriel Cid - Museu Afro-digital (Seção Rio de Janeiro) - Doutor em Sociologia (IESP/UERJ), Mestre em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ), graduação em Ciências Sociais (UERJ) e em História (UNIRIO).


Serviços
Festival Global Cultural dos  Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos  
Dias 19, 20 e 21 de novembro
Entrada Franca
 
IFCS
Largo São Francisco de Paula, 1 - Centro - Tel: 2224 8125
Salão Nobre: 500 lugares

TEATRO JOÃO CAETANO  
Endereço: Praça Tiradentes, s/n - Centro - Tel: 2332 9257
Capacidade: 1222

ARQUIVO NACIONAL
Endereço: Praça da República, 173 - Centro - Tel: 2179 1228
Auditório principal: 150 pessoas / Cave: 25 pessoas / Praça principal: 350 pessoas

UNIRIO
Endereço: R. Dr. Xavier Sigaud, 290 - Urca - Tel: 2542 6404
Auditório / 2º andar / capacidade: 70 lugares

Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Laboratório de História das Experiências Religiosas – LHER 
Projeto em Africanidade na Dança Educação – PADE/UFRJ
Arquivo Nacional – AN/MJ
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do RJ– IFCS/UFRJ 
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