01/10/2018

MULTIVERSO VAI TRANSFORMAR A CENTRAL DO BRASIL EM UMA ORQUESTRA VIVA

Quinta-feira, 4 de outubro, o primeiro festival de arte generativa e creative coding do país apresenta instalação sonora feita através do tráfego de usuários




No próxima quinta-feira, 4 de outubro, das 7h às 10h, o Multiverso vai transformar a Central do Brasil numa orquestra viva e pulsante. Ao atravessarem as catracas da estação do trem, os usuários do transporte público ativarão um um sistema sonoro pré-programado, que vai gerar uma composição musical,  randômica e infinita. Para tal, será instalado um sensor em sete catracas que dão acesso às plataformas dos trens da Supervia. À medida em que estas forem acionadas, será composta uma música escrita pelo tráfego das pessoas. A cada vez que a catraca for girada será emitida uma nota de um sino tibetano. Dentro de um contexto estressante do horário do rush, a composição gerada vai ser uma espécie de mantra. Trata-se da obra Quanta – Trajeto Orquestrado, de André Anastácio, Igor Abreu, Alberto Harres, Carlos Oliveira e Vitor Zanon, que propõe uma reflexão poética sobre a composição dos corpos em trânsito, através de uma instalação sonora interativa. O Multiverso tem coordenação geral da produtora cultural Gisele Andrade e curadoria de Igor Abreu.



Serviço
Central do Brasil
INTERVENÇÃO
04/10 – 07h às 10h
quinta-feira
Quanta Trajeto Orquestrado
André Anastácio, Igor Abreu, Alberto Harres, Carlos Oliveira e Frado Monteiro




Sobre o Multiverso

O Multiverso é um projeto carioca pioneiro, dedicado a um eixo temático da cultura digital ainda pouco explorado no Brasil: a interseção entre arte generativa e creative coding, tipo de programação computacional de cunho mais lúdico e artístico, voltado à criação de softwares criativos e expressivos, e não somente funcionais. Tendo como principais pilares arte, tecnologia e sociedade, o festival pretende debater como os códigos de programação e as novas tecnologias podem ser transformados em arte e soluções criativas, a fim de tornar o espaço público mais funcional e acolhedor. A intenção da iniciativa é promover experiências imersivas focadas em democratizar o acesso e estimular tanto a produção criativa, quanto a pesquisa nesse segmento das artes visuais.

Sobre arte generativa

Arte generativa refere-se às obras de arte sintetizadas e construídas a partir de sistemas previamente definidos, sejam eles analógicos ou digitais, e isso inclui, por exemplo, a sofisticada tessitura realizada pelo bicho-da-seda. Os algoritmos de software de computadores, processos químicos, físicos e biológicos (como a fermentação), ou ainda o crochê são outros exemplos. Esse modelo de criação artística tem como suporte um sistema autônomo, que pode determinar de forma independente os resultados do trabalho, sem interferência do artista. No caso, um conjunto de regras processuais é que gerará a obra. A arte generativa costuma servir aos artistas como meio de evitar a intencionalidade. Em alguns casos, o criador humano pode afirmar que o sistema gerador representa a sua própria ideia e, em outros, que o sistema assume o papel de autor. É a cessão do controle parcial ou total do resultado estético para o sistema que o realiza.




ACESSE TAMBÉM NOSSAS REDES SOCIAIS:
                                                                                                          FACEBOOK: Desconexão Leitura


                                                                   INSTAGRAM: @Desconexaoleitura
Postar um comentário

Mais visitadas

Obrigada pela visita volte sempre!

Outras Postagens