07/06/2018

Crítica: A morte de Stalin de Armando Lannucci






Josef Stalin, o homem, seguidor de uma ideologia marxista, um líder, Secretário Geral do Partido Comunista, derrotou a Alemanha de Hitler, com os Estados Unidos, irônico defensor do extermínio dos contrários ao governo, transformando a União Soviética em império, reorganizando a sociedade, desenvolvendo a industrialização e a coletivização da agricultura.


Proibido em alguns países, o filme aborda os últimos momentos da vida de Stalin, os reflexos da sua morte na União Soviética, a preocupação da sucessão política e social, os impactos das descobertas dos crimes praticados e defendidos pelo Partido Comunista. Um elenco de atores brilhantes, destacando a atuação de Simon Russell Beale, na interpretação de Lavrentiy Beria, e de Steve Buscemi, como Nikita Khruschchov, trazem a história de Stalin sarcasticamente, e irônica, dentro da cultura de um povo sofrido pela fome, frio e desprovido de educação, que chorou a morte do ditador considerado o “Pai dos Povos”.


A censura imposta por alguns países deixa claro que a figura de Stalin ainda vive no povo russo, gerando polêmicas e curiosidades, mesmo diante das atrocidades cometidas, produção que faz rir em alguns momentos do filme e, ao mesmo tempo, pensar sobre a vida em sociedade e as regras de uma ditadura, em nome do socialismo. O humor, nada usual nos filmes, dentro do padrão histórico, marcam a direção do cineasta Armando Lannuci.


Título The Death of Stalin (Original)
Ano produção: 2017
Dirigido por :Armando Iannucci
Estreia: 7 de Junho de 2018
Duração: 106 minutos
Gênero:Drama
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