23/07/2017

Amiga de infância e Fieis escudeiras




As vezes somos surpreendidos pelos caminhos que a vida toma. Saí da minha cidade natal deixando para trás a única amiga que conheci de verdade e em toda a minha vida. Nós eramos tão unidas que uma defendia a outra nas confusões e ainda bancávamos as enfermeiras quando uma se machucava brincando de pega. Sim, estou falando da minha primeira amiga de infância. Morávamos no mesmo prédio, só que em andares diferentes. Ela no décimo primeiro e eu no décimo segundo andar. Mesmo a diferença de idade não era um fator limitante. Eramos amigas e ponto final.


Mariana Freitas( foto pessoal)
Hoje lembro com saudade da minha amiga de infância, uma singela garota de rabo de cavalo liso, com umas bochechas que davam vontade de apertar. Foi tão dolorosa a distância, ir para um lugar diferente, com um sotaque estranho e cultura completamente oposta da minha. Além de largar minhas colegas do jardim, que aprendi amar tanto quanto ela, mas nenhuma me fez tanta falta. Sentia saudade de chamar ela pela janela para irmos brincar, já que as janelas das salas dos apartamentos eram de frente uma para outra. Não gostávamos de usar o telefone, vivíamos nosso mundinho perfeito, pois tínhamos uma a outra. Mesmo que as vezes fomos incompreendidas por nossa relação, era tão perfeita. Ela precisava de mim eu estava lá e vice-versa, brigávamos as vezes, mas nunca durava muito tempo o problema, sempre resolvíamos e depois de dois dias começávamos a brincadeira novamente, como se nada tivesse acontecido.


Naquele momento que saí de Minas Gerais e vim morar de vez no Rio de Janeiro, aprendi o que era saudade e como eu era rica por te-lá sempre comigo. Se passaram anos, precisamente 18 anos e ainda tenho contato com ela. Claro, não é como era antes, mas reencontra-lá é como entrar no túnel do tempo. Aquela menina de 7 anos que deixou para trás o pão de queijo, o café moído na hora e amiguinha de 5 anos, além de toda uma história de amizade que eu nem lembro onde começou.



Da esquerda para direita:Fernanda Mariano, Deyse Silva e Djamila Farias.
No Rio tive a oportunidade de conhecer uma menina maravilhosa que está na minha vida há 18 anos, foi a primeira amizade que fiz quando cheguei aqui. Eramos um grupo de quatro garotas e somente restou nós duas juntas deste grupo. Ela me ensinou que o corpo não é um limite, que mesmo sendo a menina gordinha que todos zoavam, ela teria um coração lindo. Sempre foi a fechada do grupo e até as vezes a mais ingênua, mas nunca perdeu sua essência. Ela era meu X-Tudão, nunca gordinha e sim uma negra linda com sorriso lindo, antentada em moda e o conjunto de tudo que há de bom. Nunca ouvi ela lamuriar que a vida era injusta ou que odiava suas curvas avantajadas. A pessoinha tem um tempero que atraia os boys dignos de capa de romance erótico, sendo que todos ébanos.

 Alguns anos depois, conheci uma menina mirradinha que se sentia excluída por ser a mais nova do grupo e que foi apresentada pela Fernanda ( minha atual X- Salada, ela tá magérrima né! Gostosa e saudável, mudei o apelido). Uma garotinha cheia de não me toques e apaixonada por um primo, que eu ouvi falar tanto que me irritava, e que a mãe tratava como um bibelô por ser a única menina que teve. Com ela aprendi que a mentira tem perna curta e que as vezes devemos perdoar por amor. A minha querida Docinho (Deyse), nesses 15 anos de amizade, me fez perceber que as vezes é melhor recuar para depois solucionar um problema.

Com essas duas mulheres que se tornaram meu apoio e eu o delas, comemoramos esse ano aniversário de 15 anos de amizade, como um trio, como amigas, além da coincidência de comemorarmos os aniversários juntas todos os anos, já que fazemos aniversario na mesma semana e em dias consecutivos. Com Fernanda e a Deyse tenho uma relação sincera e estável, na medida do possível, porque quando as piscianas se estressam é um porre, ainda sim nos amamos a nossa maneira. Elas serão e sempre vão ser minhas Fieis Escudeiras.



Por isso digo que amizade é algo tão valoroso que não saberia como quantificar. E amigos de infância são eternos sejam no coração ou na memoria.
Agora mulher de 26 anos, guardo isso como um tesouro no coração e na memoria. Minha melhor amiga de infância e primeira que tive, Mariana Freitas, um mulherão de respeito, que hoje é maior que euzinha e as minhas Fieis escudeiras, (nome que dei numa época em que não acreditava em amigos), que me salvam de meus momentos ruins com seus dramas e seus bons ouvidos.

E vocês, que tal me contarem um pouco sobre os apelidos dos amigos de vocês e da história da amizade que vocês fizeram? Vou adorar saber!


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Todas as peças femininas usadas nas imagens, pertencem a loja Manu Sales. Você pode encontrar essas e outras peças no endereço abaixo:

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