16/11/2018

Festival Global Cultural dos Povos Tradicionais Africanos e Afrodiaspóricos - dias 19, 20 e 21 de novembro.

by on 09:00

Festival Global Cultural dos 
Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos
Nos dias 19, 20 e 21 de novembro.
  Entrada Franca   
No IFCS/UFRJ, Arquivo Nacional, UNIRIO e Teatro João Caetano


            
                                                                 Com Tamborzada, Orquestra de Berimbaus, 
                                         Jongo da Serrinha, performances, dançasdebates e outros              
        

O Grupo Pan Africano de Pesquisa Estratégica e Política (PANAFSTRAG), em parceria com CEAP; UFRJ, através do LHER e do PADE/UFRJ; Arquivo Nacional – AN/MJ; UNIRIO, através do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, são os organizadores do Festival Global Cultural de Povos Tradicionais – Africanos e Afro-diaspóricos, que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de novembro de 2018, no IFCS/UFRJ, Arquivo Nacional, UNIRIO e Teatro João Caetano. 


O Festival Global dos Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos proporcionará uma melhor e maior integração não só no campo artístico, mas também em todas as nossas ações em defesa da liberdade religiosa, da tolerância, diversidades e pluralidades culturais, religiosas e espirituais. 

"Em um momento em que as religiões de matrizes africanas vem sofrendo perseguições de todos os lados, ter um festival que valoriza as identidades negras é fundamental para a fortalecimentos das nossas resistências contra a intolerância religiosa no Brasil!", atesta o Dr. Prof. Babalawô Ivanir dos Santos - representante do PANAFSTRAG

O Festival nasceu a partir de um desejo do Dr. Ishola Willams, prof nigeriano, de fomentar a união, inteiração e traçar experiências entre as culturas africanas e afro-diaspóricas.

"É fundamental que nesse momento estejamos todas e todos juntos para a celebração de nossas culturas e tradições", completa Ivanir.

Programação: 19 (SEGUNDA) de Novembro  
- IFCS/UFRJ   
10h às 10h30 - Apresentação Iewá PADE e Orquestra de Berimbaus Abadá-Capoeira
* A Orquestra de Berimbaus da Abadá-Capoeira, com 28 anos, será regida pelo Mestre Cobra. O repertório inclui, além dos toques tradicionais da capoeira, toques em referência a manifestações culturais brasileiras e diversos gêneros musicais, tais como baião, samba de roda, xaxado, samba-reggae, culminando com a entoação do Hino Nacional, causando surpresa e despertando atenção pela riqueza dos seus arranjos.

10h30 às 12h - Abertura do Festival (Salão Nobre do IFCS/ UFRJ): Presenças de: Diretor do IFCS, Diretor do Arquivo Nacional, Diretora da Escola de Educação Física e Desporto da UFRJ, Professor Dr. André Chevitarese e Ivanir dos Santos.

14h às 16h - Mesa 1: Identidade e Memória: Diáspora e Religiões no Brasil (Salão Nobre) - Mediadora: Professora Pós Doutora Helena Theodoro. Palestrantes: Doté Hugo de Azonsú, Professor Doutor Renato Barreto, Carolina Potiguara e Professor Marcos Moura.

16h30 às 17h - Performance “Corpo Macumba” - Fábio Costta (É um festejo. É um rito de passagem. É um protesto.  É a rememoração de um corpo que é atravessado por diversos saberes adquiridos na encruzilhada da existência)

17h às 18h30 – Oficina de ritmos “Uma vivência Afro-Amazônica”, com Mestre Silvan Galvão 
* O paraense de Santarém Silvan Galvão, radicado hoje no Rio, é um artista múltiplo.É cantor, compositor, percussionista e mestre de  carimbó. O carimbó foi reconhecido pelo Iphan em 2014 como patrimônio cultural imaterial brasileiro, e Silvan Galvão foi reconhecido co- mo um dos mestres da região do oeste do Pará pelo Movimento  de Salvaguarda do Carimbó. 
    
- TEATRO JOÃO CAETANO 
19h às 21h - Jongo da Serrinha 
* O grupo Cultural Jongo da Serrinha apresenta o show “Vida ao jongo”. O premiado Grupo Cultural Jongo da Serrinha, conta em espetáculo a história do ritmo, que deu origem ao samba - tombado em 2005 pelo IPHAN como primeiro Patrimônio Imaterial do sudeste - O espetáculo é de música e dança, desse ritmo envolvente.

Programação: 20 (TERÇA) de Novembro  
- IFCS/UFRJ
10h às 12h - Mesa 2: Herança da Espiritualidade Africana (Salão Nobre)
Mediadora: Professora Doutora Inêz Calfa Palestrantes: Professora Doutora Katya Gualter, Professora Doutora Celina Batalha e Yalorixá Maria de Xangô.

14h às 16h - Mesa 3: Saúde e Cultura Afro-Brasileira e Indígena (Salão Nobre)
Mediador: Professor Doutor Luiz Henrique Chad Pellon (UNIRIO) Palestrante: Professor Doutor Antonio Marcos Tosoli Gomes (UERJ); Professor Doutor Nilton Souza da Silva (UFRRJ); Anapuaka Tupinambá (Radio Yandê)

16h às 17h30 - Atividade concomitante: Roda de Conversa com o Ogã Bangbala - Ogã é o nome que se dá a determinadas funções masculinas dentro de um terreiro de candomblé. Tanto na língua iorubá quanto na jeje, o termo refere-se a “chefe” ou “pessoa superior”. É o escolhido para estar lúcido durante os rituais religiosos. Ogã Bangbala, dedica-se, há mais de 70 anos, a preservar e difundir o candomblé e a defender as tradições de matriz africana. 

- TEATRO JOÃO CAETANO
19h às 21h – CORPOralidades Negras - Festival de performances com diversos grupos: 
"Igbá Exu: Onde assenta o Caos" - Genilson Leite (A performance produz uma ruptura no tempo espaço estreitando e a relação entre performer e público proporcionando experiências efêmeras). 
"Salùba!" - Gizele Alves (A vida se desenvolve em processos, em níveis. A evidência das experiências desse processo se materializa através da forma). 
"AGÔ" - NUDAFRO Cia de Dança Contemporânea da UFRJ, com Direção de Tatiana Damasceno (espetáculo que aborda questões que percorrem o cotidiano de atores sociais afrodescendentes relacionando-os com a linguagem da dança contemporânea.
"Ê Coreira!" - Aedda Mafalda (dança afro contemporânea, em cena elementos de seu cotidiano, sua feminilidade e sua relação com o Tambor de Crioula do Maranhão)
"Vozes de nós Fragmentos de um corpo em Expansão" - Aline Valentim (obra é uma homenagem a todas as nossas ancestrais afrodescendentes, e principalmente, a irmã Marielle Franco).
"Dúdù" - Thiago Caetano (o bailarino e coreografo irá passar por diversas situações e texturas para retratar fatos vivenciados, resgatando através do corpo e respiração a opressão negra no Brasil)
* "Preta Luta", com Jéssica Castro (performance de dança, poesia e música).
* "Katecô" - Coletivo Muanes Dança teatro / Prof. Denise Zenicola (Sempre é preciso avivar e criar memória, num país onde tudo ou quase tudo se desfaz em vagas lembranças e memórias seletivas. Entendemos que a dança mais que uma profissão é um modo de vida e através dela, a dança, histórias pessoais e memórias de esquecimento, podem ser contadas).

Programação: 21 (QUARTA) de Novembro
  
- ARQUIVO NACIONAL
10h às 12h - Mesa 4: Corpo Afro-diaspórico (Auditório principal). Mediadora: Professora Doutora Tatiana Damasceno - Palestrantes: Professora Doutora Denise Zenícola, Professora Doutora Ana M. Canavarro Benite e Professor Mestre Éle Semog

10h às 12h  - Atividade concomitante: Mostra de Curtas e Médias, seguido por Roda de Conversa (Cave)

14h às 16h - Mesa 5: Criação do Mundo Segundo os Fons, Bantos e Iorubás (Auditório principal)Mediadora: Professora Pós Doutora Helena Theodoro Palestrantes: Milton Cunha, Laila (Beija-flor) e Severo Luzardo Filho (União da Ilha)

14h às 16h - Atividade concomitante: Mostra de Curtas e Médias, seguido por Roda de Conversa (Cave)


16h30 às 18h - Teatro de Arena do Arquivo Nacional: Jongo de Pinheiral
* O jongo de Pinheiral passou a se organizar como grupo no início dos 1990, com a criação da União Jongueira. Em 1996, com o objetivo de preservar a dança do jongo e aprimorar a biblioteca da cultura afro brasileira na região, eles fundaram o Centro de Referências e Estudos Afro do Sul Fluminense (Creasf). E passaram a estreitar seus vínculos com escolas e universidades, contando a história da criação da cidade e mantendo viva a memória dos antepassados. 

- TEATRO JOÃO CAETANO 
18h - lançamento de livros  
*Autora: Eliana Alves Cruz Livro: Água de Barrela e o Crime do Cais do Valongo 
Autora: Taís Espírito Santos - Livro:  Olhos de Azeviche / Autor: Éle Semog Livro: A Cor da Demana.

19h às 21h - Tamborzada - Companhia Folclórica do Rio – UFRJ 30 anos.
Coordenada pela Professora Doutora Eleonora Gabriel, a Companhia Folclórica do Rio - UFRJ comemora seus 30 anos de existência. "As batidas do coração inspiram homens e mulheres brasileiros a criar formas de imitá-las e desafiá-las em contratempos e emoção. Por todo Brasil batemos tambores de muitos jeitos, vindos de culturas ancestrais e afinados com a diversidade de nossas histórias. Tambores temperados nos encontros de pessoas de vários lugares do mundo com os povos indígenas, donos originais da nossa terra. Reunindo 40 artistas, entre músicos, dançantes e artistas plásticos, TAMBORZADA mostra com quantos batuques se faz a cultura do Brasil. 

- UNIRIO
10h às 12h - Mesa 6: Políticas públicas de acervos arquivísticos dos povos afro-brasileiros e indígenas 
Mediador: Dr. Flávio Leal Silva (UNIRIO)
Palestrantes: Carla Lopes -  servidora do AN Coordenadora da Mesa - Doutorando do PPGARTES/UERJ - Maria do Carmo Teixeira Rainho - servidora do AN e curadora de exposições - Doutora em História Social/UFF - Gabriel Cid - Museu Afro-digital (Seção Rio de Janeiro) - Doutor em Sociologia (IESP/UERJ), Mestre em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ), graduação em Ciências Sociais (UERJ) e em História (UNIRIO).


Serviços
Festival Global Cultural dos  Povos Tradicionais Africanos e Afro-diaspóricos  
Dias 19, 20 e 21 de novembro
Entrada Franca
 
IFCS
Largo São Francisco de Paula, 1 - Centro - Tel: 2224 8125
Salão Nobre: 500 lugares

TEATRO JOÃO CAETANO  
Endereço: Praça Tiradentes, s/n - Centro - Tel: 2332 9257
Capacidade: 1222

ARQUIVO NACIONAL
Endereço: Praça da República, 173 - Centro - Tel: 2179 1228
Auditório principal: 150 pessoas / Cave: 25 pessoas / Praça principal: 350 pessoas

UNIRIO
Endereço: R. Dr. Xavier Sigaud, 290 - Urca - Tel: 2542 6404
Auditório / 2º andar / capacidade: 70 lugares

Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Laboratório de História das Experiências Religiosas – LHER 
Projeto em Africanidade na Dança Educação – PADE/UFRJ
Arquivo Nacional – AN/MJ
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do RJ– IFCS/UFRJ 

11/11/2018

[ESPETÁCULO] GRUPO DE TEATRO ARMATRUX APRESENTA ESPETÁCULO “NO PIREX” NO CCBB RIO

by on 09:00




Companhia mineira utiliza linguagem não verbal numa mistura de teatro físico, comédia do absurdo e manipulação de objetos






















O espetáculo “No Pirex”, do Grupo de Teatro Armatrux, de Belo Horizonte, dispensa a palavra para narrar o encontro de cinco personagens grotescos e surreais em torno da mesa de um restaurante. Numa atmosfera de traços góticos, a montagem, com direção de Eid Ribeiro, traz para os palcos do CCBB Rio, a partir de 16 de novembro, uma mistura de teatro físico, comédia muda, clown e manipulação de objetos cotidianos que leva ao limite as brincadeiras com a improvisação e experimenta novas possibilidades de encenação e de linguagem. Tendo em foco as relações de poder, o sexo, o amor e a morte, é uma obra que se abre às múltiplas interpretações do público, sendo o riso (ainda que de nervoso) a única saída.

As apresentações serão de sexta a segunda, às 19h, até 17 de dezembro. O espetáculo tem o Patrocínio da Petrobras e da Lei Estadual de Incentivo a Cultura de Minas Gerais.

SINOPSE
Boquélia (a dona da casa), Bencrófilo (o garçom jovem), Bonita (a cozinheira), Ubaldo (o garçom velho) e Alcebíades (o velho) são os cinco personagens que, em volta de uma mesa, dão vida a uma história que mais parece um pesadelo cômico. Ou um jantar surrealista? Uma festa macabra? Uma versão gótica do MadTeaParty do país das maravilhas? Tudo isso ou nada disso: a piração de “No Pirex” é aberta a múltiplas leituras do público.


TRAJETÓRIA
Desde sua estreia, “No Pirex” tem se destacado no Brasil e no exterior. Foi um dos melhores espetáculos na seleção da Revista Bravo (agosto de 2011) e no mesmo ano foi a única montagem mineira selecionada para o projeto SESC – Palco Giratório, com 50 apresentações em 24 cidades de todo o país.  Recebeu os prêmios USIMINAS/SINPARC de Teatro e Dança nas categorias direção (Eid Ribeiro) e iluminação (Bruno Cerezoli e Bruno Magalhães).

Na América do Sul, foi apresentado no Festival Internacional de Teatro do Mercosul (Córboda/Argentina), Festival Latinoamericano do Teatro Nacional de Cervantes (Buenos Aires/Argentina), Circuito INT Instituto Nacional de Teatro da Argentina (turné em três cidades argentinas) Festival de Bahia Blanca (Argentina),  Festival de Santiago OFF (Chile), Festival Internacional de Teatro de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e Festival Internacional de Teatro de La Paz – FITAZ (Bolívia), onde foi homenageado.


GRUPO DE TEATRO ARMATRUX
Fundado em 1991 em Belo Horizonte, o Grupo de Teatro Armatrux sempre buscou a construção de uma estética alinhada ao trabalho físico, juntamente com a manipulação de objetos, imagens, bonecos e circo. Por meio de parcerias artísticas, o grupo desenvolveu uma linguagem própria e aberta a novas possibilidades de encenação, que resultam em montagens voltadas para o público adulto e infantil. São 20 espetáculos encenados, além de três curtas e uma exposição interativa.

O Armatrux já se apresentou em vários países, em todos os estados brasileiros e em mais de 50 cidades do interior do estado de Minas Gerais, totalizando um público de 500 mil pessoas em suas apresentações e oficinas. 

www.armatrux.com.br | @armatrux.grupodeteatro


SERVIÇO

“No Pirex”
Temporada: de 16 de novembro a 17 de dezembro - de sexta a segunda, às 19h.
Local: CCBB Rio – Teatro I (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro).
Informações: 3808-2020.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Capacidade: 172 lugares. Gênero: Cômico absurdo.
Duração: 60 min. Classificação indicativa: 12 anos
bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj
SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficientes Auditivos ou de Fala 0800 729 0088


FICHA TÉCNICA

Direção: Eid Ribeiro
Dramaturgia: Eid Ribeiro e Grupo de Teatro Armatrux
Atores: Cristiano Araújo, Eduardo Machado, Paula Manata, Raquel Pedras, Fábio Furtado e Tina Dias
Cenários e figurinos: Eduardo Félix
Trilha sonora: Eid Ribeiro
Design de luz: Bruno Magalhães e Bruno Cerezolli
Fotografia: Bruno Magalhães/Agência Nitro
Assistência de direção: Raquel Pedras e Paula Manata
Produção Executiva: Luiz Fernando Vitral
Realização: Grupo de Teatro Armatrux




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10/11/2018

[ESPETÁCULO] TOM NA FAZENDA

by on 10:00

Uma das peças mais aplaudidas e premiadas de 2017 e 2018, “Tom na Fazenda estreia sua sétima temporada no Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem tem apresentações as sextas e sábados, às 21h30, e domingos, às 19h, até 25 de novembro. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Kelzy Ecard/Analu Prestes (revezando-se no papel de Agatha), Gustavo Vaz/Gustavo Rodrigues (revezando-se no papel de Francis) Camila Nhary, além do próprio Babaioff. Desde sua estreia em março do ano passado, Tom na Fazenda fez 147 apresentações e já foi vista por mais de 13 mil pessoas.
Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro.  Ao chegar, descobre que a sogra (Kelzy Ecard)nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão (Gustavo Vaz) do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.


Temporada: de 10 a 25 de novembro – de sexta a sábado, às 21h30, e domingo, às 19h. 
Local: Imperator - Centro Cultural João Nogueira - Rua Dias da Cruz 170, Méier. Tel.: (21) 2597-3897
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Duração: 110 min. Lotação: 724 lugares. Recomendação etária: 18 anos. Gênero: drama.


[HOJE] Colégio Marista São José Tijuca promove maratona teatral, aberta ao público, neste sábado (10)

by on 06:00

Grupos de teatro apresentam três espetáculos infanto-juvenis. A entrada é um quilo de alimento não perecível



Grupos de teatro do Colégio Marista São José – Tijuca se apresentam neste sábado (10/11), na Maratona Teatral do Marista 2018. Três espetáculos para crianças e adolescentes, gratuitos e abertos ao público, serão encenados pelos estudantes no palco do Centro Cultural Marista. Às 17 horas, começará a peça “O Gênio das Figurinhas”, do grupo de alunos de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Às 18h, o espetáculo “De: Para:”, com texto original, inspirado em histórias contadas pelos próprios estudantes, que será apresentada pelo grupo de teatro de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.
Às 19 horas, o público poderá conferir o espetáculo “OZ”, adaptação do clássico Mágico de OZ, com muito Rock e Groove, que conquistou, recentemente, o 1º lugar na categoria infanto-juvenil do XXVI FIT – Festival Intercolegial de Teatro Notre Dame.
A direção dos espetáculos é do professor André Mansilha. A  Maratona Teatral do Marista é promovida pelo Seac – Serviço de Arte e Cultura – do colégio com o objetivo de valorizar a linguagem teatral, a produção dos estudantes dos grupos de teatro do colégio, além de fomentar a formação de plateia.
A entrada do evento será solidária, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível, para doação, na recepção do teatro. A entrada será feita por ordem de chegada. A capacidade do teatro é de 402 lugares.

Serviço – Maratona Teatral Marista 2018
Data: 10 de novembro (sábado)

Horário: das 17h às 20h
17h – O Gênio das Figurinhas
18h – De: Para
19h – OZ

Local: Teatro do Centro Cultural Marista (R. Conde de Bonfim, 1067 – Tijuca)

Ingressos: Entrada solidária – 1 quilo de alimento não perecível

Mais informações: faleconosco.rj@marista.edu.br


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07/11/2018

[RESENHA] É possível o amor ainda hoje?

by on 09:00


Subtítulo: Resenha de “Salvation: black people and love” (bell hooks)

Livro: Salvation: black people and love – bell hooks
New York: Perennial, 2001, 225p.

Por Vinícius da Silva


Comecei a ler bell hooks por necessidade. O meu primeiro contato com a autora, foi através do texto Vivendo de amor, publicado originalmente em 2000. Após essa leitura, me apaixonei à primeira vista. E creio que o leitor, ao ler Salvation, se apaixonará também.
Só há um verbo possível para definir este livro de bell hooks: precisar. Nós precisamos desse livro e nós precisamos de amor. Pessoas Africanas em diáspora precisam de amor. Ser amadas, dar amor e construir relações de amor. Caso não precisássemos construir e nutrir laços afetivos entre nós, não seríamos contemplados com Salvation: black people and love [Salvação: pessoas negras e amor, em tradução minha].
Parte da “trilogia do amor” (all about love, salvation e communion), lançado em 2001 e ainda sem tradução para o português, esta obra se mostra muito importante num contexto em que o que está em jogo não é mais a humanidade das pessoas. Ao abordar a importância do amor, hooks aponta a necessidade vital de tê-lo enquanto centro de nossa sociedade.
hooks define o amor como uma mistura entre cuidado, afeto, reconhecimento, respeito, comprometimento, e confiança, bem como uma comunicação aberta e honesta. Ou seja, o amor é muito mais do que um mero sentimento, que é o que aprendemos desde a infância. Nesse sentido, o amor cura. Não é clichê falar do poder de cura do amor, é necessário falarmos até que estejamos vivendo numa sociedade alicerçada no amor. Este é o clamor de hooks. Este é o nosso clamor. É possível o amor ainda hoje?
Em Salvation, especificamente, hooks aborda a questão do amor através da experiência negra. O livro, de fácil leitura, está dividido em onze capítulos, mais a introdução. Eu  tenho feito algumas traduções casuais do livro em meu perfil no Medium (medium.com/@viniciuxdasilva), entendendo que o trabalho de tradução é muito importante, sobretudo, para os nossos.
Um dos intelectuais mais citados e reverenciado por hooks é Martin Luther King Jr., hooks via em King Jr. e em suas práticas e discursos, a centralidade explícita do amor.

Atualmente, não nos faltam discursos sobre o amor, mas, como aponta hooks, há uma falência das práticas do amor, sobretudo, na vida de pessoas pretas. Em outras palavras, há diversos discursos que clamam por amor hoje, mas não há uma práxis do amor. E hooks, em Salvation, clama por isso. 




“Quando as crianças negras me dizem: “Não há amor”, digo-lhes que o amor está sempre presente — que nada pode nos afastar do amor se nos atrevermos a procurá-lo e valorizar o que encontrarmos. Mesmo quando não podemos mudar a exploração e dominação em curso, o amor dá significado, propósito e direção à vida. Fazendo o trabalho do amor, garantimos nossa sobrevivência e nosso triunfo sobre as forças do mal e da destruição. Hansberry estava certo em insistir que “sabemos sobre o amor”. Mas muitos de nós esquecemos o que sabemos, o que é amor ou por que precisamos de amor para sustentar a vida. Este livro nos lembra. O amor é nossa esperança e nossa salvação.” (p. xxiv, tradução disponível em: https://goo.gl/qRK93S)

Escrevendo esta resenha, lembro-me de um verso de bell hooks. “Sem amor nossas vidas são sem significado. O amor é o coração da questão. Quando tudo mais se for, o amor sustenta.” Portanto, acredito que todos nós devamos ler Salvation: black people and love, pois o amor cura. Cura e liberta.


Vinícius da Silva nasceu na Baixada Fluminense (RJ), é estudante, pesquisador, ativista e se arrisca como cronista, embora não tenha publicado nada. Escreve sobre amor, silenciamento, filosofia Africana e lugar de fala. Seus textos podem ser encontrados em: medium.com/@viniciuxdasilva



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06/11/2018

[Crítica] Brutal – O Espetáculo do Desequilíbrio

by on 21:17

O Espetáculo de Dança pela organização da Cia Gente, com a criação de Paulo Emílio Azevedo, Intérpretes – criadores: Amanda Gouveia, Lucas Fonseca, Lucas Graça, Pedro H. Brum, Salasar Jr. e Zulu Gregório. Interpretes jovem e de sua maioria negra. Espetáculo apresentado no Teatro Cacilda Becker no penúltimo final de semana de outubro.

O Espetáculo usa da estética do desequilíbrio, como assim, em seu contexto de dança e corpo, como na estrutura narrativa que nos faz ter um olhar tóxico sobre o cotidiano da periferia, da mulher negra, dois estudantes de escola pública no Rio de Janeiro (que fica bem explicito no figurino usado), no LGBTQ+, no genocídio da população preta, entre outros assuntos abordados pelo espetáculo.

Ele é rico e bem experimental, você percebe que usa técnicas de repetições de passos, de desequilíbrio, do toque ao outro dançarino seja for o gênero, a voz do dançarino é ouvida, contrapondo a dança-teatro onde o dançarino interpreta  também através de falas.


Percebe-se que o figurino simples e de cor preta, como se tivessem de luto. A única cena em que eles estão coloridos quando um dançarino está vestido de forma feminina no rosto com uma máscara de ar com cor florescente e outro dançarino também com roupas coloridas e com outra máscara em seu rosto e com microfone falando enquanto há um desfile. Essa fala não é positiva, é de forma pejorativa, e faz com que o outro dançarino se despir.
A dança é construída de forma expressiva, a montagem do espetáculo não seguiu um estilo de dança especifico, ele experimentou varias vertentes da dança e isso nos mostra a pluralidade e ao mesmo tempo o corpo como uma ferramenta de emoção. O rosto dos dançarinos é muito caracterizado em cada cena e isso foi bem construído, nos mostrando o que cada cena quer nos dizer e corrobora também a estrutura que eles utilizam a voz em momentos do espetáculo que em momentos é de agonia, outras palavras de ordem, outras de desejo e de dor.
O espetáculo é rotativo, nem em todo momento fica seis interpretes nas cenas, isso torna as cenas mais construídas passando bem a sua mensagem naquela cena . A rotatividade também faz com que os seis se destaquem, visto que fica perceptível que a cada passagem um dançarino ganha destaque.


É brutal como final do espetáculo nos deixa arrepiado, dado que é uma cena que mostra a realidade do negro no Brasil. É colocado um trecho da música “A Carne” de Elza soares – “A Carne mais barata do mercado” e é repetido várias vezes, onde os dançarinos estão em grupo “urrando”  e se mechem  pelo espaço cênico e começam fazer gestos  de medo, dor e depois riem,  após o corpo da dançarina ser rechaçado como se não tivesse valor, seu  corpo negro é jogado para fora do palco e assim se acaba.
O espetáculo de dança Brutal é impactante em sua beleza técnica experimental de desequilíbrio, onde usam o corpo pra transpor o cotidiano tóxico que o povo periférico, principalmente o negro do Rio de Janeiro vive, e transborda através da dança e das vozes que ecoam os sentimentos que muitos gritam e não são ouvidas.

Ficha Técnica:
Criação: PAULO EMÍLIO AZEVEDO
Intérpretes-criadores: AMANDA GOUVÊIA, LUCAS FONSECA, LUCAS GRAÇAS, PEDRO H. BRUM, SALASAR JR. e ZULU GREGÓRIO
Assistente de direção: PAULA LOPES
Direção técnica: FILIPE ITAGIBA
Desenho de luz: CRISTIANO SILVA
Preparação corporal: JOÃO CARLOS SILVA
Produção: BEATRIZ TORRES

Serviço:
Brutal
SP - SESC - dias 15 e 16 de novembro
RJ - Centro Coreográfico do RJ (Rua José Higino, 115, Tijuca) - 24 e 25 de novembro.


Tata Boeta
Graduando em Produção Cultura, roteirista, ator, diretor de teatro/performance, compositor, poeta  e bailarino.




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