12/02/2018

Resenha - Um tom mais escuro da magia

by on 20:15



   Quem nunca sonhou como seria a magia, e como seria nosso mundo com ela? O que poderíamos fazer e o que poderíamos alcançar? Como seria nossa sociedade, costumes, língua e religião? Seriam iguais? Ou algo completamente novo?

   Em Um tom mais escuro da magia, primeiro livro da trilogia de V. E. Schwab somos levados a versões do nosso mundo, em específico Londres do século XIX, onde temos a possibilidade de “ver” como a magia nos afetaria e como ela é em cada versão.

    A história é desenvolvida por Kell, um Viajante, um dos poucos com habilidade de atravessar os mundos conectados por uma cidade mágica – Londres – sendo um embaixador para cada coroa de cada mundo.

    A Londres cinza é cinzenta e insossa, sem muitos atrativos, em que há somente resquícios de magia nela, sendo governada por um rei, onde os habitantes esqueceram que um dia a magia floresceu lá. A vermelha é lar do personagem, a magia é plena e respeitada como a vida, onde praticamente todos podem desfrutar de sua bênção. A branca a magia é dominada e subjugada, sendo um mundo atroz e cruel onde a lei do mais forte perdura; e a preta, isolada de todos, onde a magia era forte e abundante, permeando tudo, consumindo seus usuários até os ossos.

   Oficialmente, Kell é o Viajante vermelho, embaixador do império Maresh encarregado das correspondências entre cada reino. Extraoficialmente um contrabandista atendendo as pessoas dispostas a pagar pelos mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão.

 

   Para Kell é um hobby desafiador, para as coroas um crime punível com morte ou prisão perpétua, no melhor dos casos. Após uma troca dar errado, Kell se ver obrigado a fugir para a Londres Cinza, esbarrando com uma ladra de grandes aspirações: Delilah Bard. Primeiro ela o rouba, e depois o salva de um inimigo mortal, obrigando-o depois a leva-la para outro mundo, para a maior aventura da vida dela. Magia perigosa, traição e morte à espreita de cada esquina, envoltos numa trama perigosa que ameaça os mundos, ambos deverão se manter vivos para ter chance de salvar os mundos.

   Particularmente não esperava uma história tão envolvente, pois no que costumo ver em adaptações e obras originais de animes e mangás com potencial falhar miseravelmente. Isto não acontece com esta obra.Schwab constroi nesta obra personagens fora dos clichês de “herói”, "vilão", “salvador”, "algoz" ou “escolhido” com motivações e emoções reais e palpáveis, e os torna capazes de  realizar feitos dignos de um, por esta construção (vide Delilah e Kell). Além do desenvolvimento de personagens “cinzas” – que estão entre o limiar do bem e do mal – como Holland o qual irá instigar o leitor por sua visível dualidade e intensidade, e o fará desejar por mais desse.


   Um tom mais escuro de magia é um bom livro de aventura/fantasia com toques de romance, onde traz personagens intrigantes e alguns cativantes por sua simplicidade, crueldade ou complexidade, com foco em Delilah, a qual tem uma ótima construção e desenvolvimento ao longo da história, contudo senti falta em Athos Dane. Mesmo tendo uma construção para um ótimo antagonista: perverso, mal, manipulador e carismático, acredito que poderia ter aparecido mais na história melhorando seu desenvolvimento como personagem.

09/02/2018

Resenha: A entrevista - Shana Grey

by on 20:29

   A entrevista conta a história de Tess  Canyon, uma jovem determinada a se vingar de um dos maiores grupos empresariais dos EUA, as Empresas Diamond. Finalmente surge a oportunidade para concorrer vaga como assistente executiva do Mr. King, o presidente da empresa.

   Tess vai a entrevista acreditando que será uma entrevista comum, como qualquer outra, mas ao chegar na empresa é surpreendida com a notícia que sua entrevista vai ser em outro lugar e seu entrevistador é um homem misterioso e sexy que se denomina Mr.Monday. O que antes seria uma entrevista para o cargo de assistente ela acaba descobrindo que a vaga é para CEO e que será uma jornada de uma semana em que a cada dia ela será avaliada por um dos CEO's da empresa em setores diferente e nunca saberá seus nomes verdadeiros durante o processo.



  Os "Gatos do dia" são homens inteligentes e capacitados e eles avaliaram o desempenho de Tess encarando as adversidades do dia a dia na Diamond. Seus testes incluem avaliação do caráter da mocinha e competência profissional. O livro em si foi um livro que ouvi várias críticas antes de ler devido a constante comparação com o livro A garota do Calendário, eu não li e não tenho esse comparativo para dizer exatamente se achei melhor ou pior. Mesmo com essas críticas fiquei extremamente curiosa em ler e ter minhas próprias conclusões.

   Achei a leitura simples, de fácil compreensão, o erotismo da história leve em relação aos que estou acostumada. Em diversos momentos na leitura fiquei na expectativa qual seria o próximo teste ou qual setor a protagonista ia trabalhar. Sinceramente no lugar da protagonista não saberia qual dos CEO's queria levar para casa e chamar de meu! A descrição de cada um desses homens, é de tirar o folego de qualquer que adore belos exemplares masculinos. Aos fãs de deuses gregos sexy, inteligentes e com aquele olhar que despertar partes esquecidas do corpo vão amar com toda certeza, mas tenho que confessar que achei a história corrida como se tivesse sido compactada. Isso me deu desconforto ao ler o livro, os Mrs. de cada dia da semana poderiam ser mais desenvolvidos, pois são personagens interessantes e marcantes. Mesmo com o desconforto li até o final o livro, foi tão rápida a leitura que li de um dia para outro.

    A entrevista é um livro sexual e eletrizante que deixará você na expectativa para saber até que ponto você irá por uma vingança e descobri junto com a protagonista qual seu tipo de galã predileto entre o cardápio de homens lindo e bem-sucedidos da Empresa Diamond.
Qual é o seu dia da semana predileto?







06/02/2018

PROGRAMAÇÃO: Fevereiro 2018 CCBB-RJ

by on 16:00


Durante o mês de fevereiro, o CCBB Rio traz mostra de cinema do artista ganês-britânico John Akomfrah, workshop com a equipe do espetáculo Grande Sertão: Veredas, re-estreia da peça Preto e duas festas com temática africana – Festa Moo e Madrugada no Centro – e muito mais.


Exposição
EX AFRICA
1º andar – até 26/03
Qua a seg

A exposição traz ao CCBB, pela primeira vez, um grande e essencial panorama da arte contemporânea do continente e da identidade da África moderna, marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações, através da recente produção de 18 jovens artistas, vindos de oito países africanos. A eles se juntam também dois artistas afro-brasileiros, Arjan Martins e Dalton Paula.

Curadoria: Alfons Hug.

Classificação indicativa: livre
Entrada Franca

Exposição de Catálogos na Biblioteca
6º andar – dezembro
Qua a seg
No espaço expositivo da Biblioteca, cerca de 40 catálogos de exposições que fizeram história no CCBB durante as últimas duas décadas, uma homenagem a importantes artistas e movimentos culturais que passaram pelo prédio, como Rembrandt, Aleijadinho, Anish Kapoor, Escher, Salvador Dalí, Picasso, Kandinsky, Mondrian, Warhol, Surrealismo, Impressionismo, entre outros.
Classificação indicativa: livre
Entrada Franca

Música
MÚSICA NO MUSEU -12h30 – Quartas-feiras
Exceto no dia 14/02.
O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB.
Curadoria: Sérgio da Costa e Silva

FESTA MOO
16/02 – 23h30

Para a edição especial de fevereiro, a festa MOO entrou no clima da exposição ‘Ex Africa’ e convidou o DJ Bruno Baltazar, expert em músicas rítmicas de matriz africana, e o DJ e produtor Joutro Mundo (Jonas Rocha), referência internacional na pesquisa e produção de ritmos percursivos brasileiros, além dos DJs residentes Diogo Reis e Badenov.

Curadoria: Carolina Herszenhut

Local: Estacionamento
Duração: 23h30 às 4h
Classificação indicativa: 18 anos

MADRUGADA NO CENTRO
24/02 – 23h30
O projeto Madrugada no Centro celebra a África Contemporânea trazendo a Festa Makula, com performances do Coletivo Baiano AfroBapho, Tambores de Olokun com a cantora Sagrace Menga (Congo) e Show de Lucy Alves com participação especial de Tássia Reis.

Curadoria: Daniela Paita.
Local: Estacionamento
Duração: 23h30 às 4h
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), na bilheteria CCBB / eventin.com.br

Cinema
MELHORES FILMES DO ANO 2017
Cinema I – até 11/02
A mostra exibe uma seleção dos longas lançados comercialmente em 2017 considerados os melhores do ano conforme avaliação da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro – ACCRJ. A programação inclui ainda a exibição de filmes em homenagens póstumas, debates com a participação de membros da ACCRJ e cerimônia de premiação.

Classificação indicativa: de acordo com a o filme.
Entrada Franca

O CINEMA DE JOHN AKOMFRAH – ESPECTROS DA DIÁSPORA
Cinema I – 14/02 a 05/03
Retrospectiva do cineasta e artista ganês-britânico celebrado pela ousadia estética e pelo engajamento político e que teve papel determinante para a visibilidade de temas ligados à diáspora africana. Sua obra é caracterizada por investigações sobre a memória, o arquivo pós-colonial e afrofuturismo. Além disso, estabeleceu um estilo visual multicamadas que o tornou respeitado no cinema contemporâneo.

Curadoria: Rodrigo Sombra e Lucas Murari.
Classificação indicativa: de acordo com a o filme.
Entrada Franca


Teatro
PRETO
Teatro III – 08/02 a 11/03 – 19h30
Quarta a domingo: 19h30
A nova criação da Companhia Brasileira de Teatro promove uma investigação sobre o que gera a recusa das diferenças em nossas sociedades, e principalmente sobre as possibilidades de coexistência e campos de interação entre as diferenças, olha para o racismo na vivência brasileira e em perspectiva com o mundo e, a partir daí, reage artisticamente através de múltiplas visões e sentidos.

Direção: Marcio Abreu. Dramaturgia: Grace Passô, Marcio Abreu e Nadja Naira. Elenco: Renata Sorrah, Grace Passô, Nadja Naira, Cássia Damasceno, Felipe Soares e Rodrigo Bolzan.

80 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada: R$ 20,00

GRANDE SERTÃO: VEREDAS
Rotunda – até 31/03
Quarta a domingo: 21h
Depois de recriar o Sertão de Guimarães Rosa em uma instalação que inaugurou o Museu da Língua Portuguesa, Bia Lessa traz para os palcos a obra-prima do autor. Em um espetáculo/instalação, com recursos que ampliam a dimensão sonora a níveis inéditos de interação, o jagunço Riobaldo faz um pacto com demônio para sobreviver no Sertão e tenta reprimir o amor que sente pelo colega, Diadorim.
Direção e concepção: Bia Lessa. Texto: Guimarães Rosa.
Elenco: Caio Blat, Luíza Lemmertz, Luísa Arraes, Leonardo Miggiorin, Leon Góes, Balbino de Paula, Daniel Passi, Elias de Castro, Lucas Oranmian e Clara Lessa.

140 minutos
Classificação indicativa: 18 anos
Entrada: R$ 20,00

GRANDE SERTÃO: VEREDAS - WORKSHOP
Auditório do 4º andar – 24 e 25/02
Sábado e domingo: 16h
A equipe do espetáculo fala sobre a peça. No sábado, Bia Lessa e Bruno Siniscalchi conversam sobre direção e interpretação. E no domingo, os produtores Maria Duarte e Arlindo Hartez compartilham suas experiências sobre a montagem.
Vagas limitadas a 80 participantes. Senhas distribuídas uma hora antes dos workshops.


Programa Educativo
De quarta a segunda, das 9h às 20h.
O programa CCBB Educativo realiza, gratuitamente, visitas mediadas às exposições e atividades diversas para famílias, grupos e público espontâneo, além de atendimentos agendados para escolas, instituições e pessoas com deficiência. Confira a programação completa no sitebb.com.br/cultura ou pelos telefones 3808.2070/2254.  
Destaque: Espaço Sensorial - Ubuntu
Ubuntu é uma palavra da língua Zulu e significa “uma pes soa é uma pessoa por meio de outras pessoas”. Nessa ação, o público é convidado a olhar para o continente africano a partir de outras perspectivas. O que nos liga? O que nos separa? O que os artistas de Ex Africa têm a nos dizer? Como aproximar as nossas vivências desses múltiplos discursos, praticando o desprendimento das barreiras culturais e dos preconceitos? Entre nesse espaço e permita-se ser coletivamente.

Biblioteca
Aberta de quarta à segunda, das 09h às 21h - entrada franca
Considerado um dos mais importantes acervos disponíveis em Artes, Literatura, Ciências Humanas e Sociais no Brasil, a Biblioteca conta com cerca de 160 mil volumes. Sala de leitura e espaço para literatura infantil estão disponíveis para o público que interessado em consultar o acervo no local. Empréstimos podem ser feitos mediante intercâmbio entre bibliotecas e convênios.

Exposições Permanentes
Galeria de Valores
Aberta de quarta à segunda, das 09h às 21h - entrada franca
Cerca de 2.000 peças do acervo numismático do Banco do Brasil estão presentes em um espaço interativo que conta a história da moeda no Brasil e no mundo. Na sequência expositiva é possível ver raridades, curiosidades, o ciclo do ouro, segredos das notas, além da linha do tempo que vai da moeda ao cartão de crédito.

O Banco do Brasil e Sua História
Aberta de quarta à segunda, das 09h às 21h - entrada franca
Composta por peças do acervo do Museu e do Arquivo Histórico, a mostra apresenta a História do Banco do Brasil de forma cronológica, num paralelo com a história financeira e econômica do País. Os quatro últimos módulos recriam, com mobiliário de época, o ambiente que abrigou a Presidência do Banco do Brasil no período de 1937 a 1960

Serviços

Confeitaria Colombo - Casa de chá
De quarta à segunda – 2° andar
Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária. 

Restaurante e Cafeteria Verso
De quarta à segunda – andar térreo
A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e a partir do meio dia, o restaurante traz opções de almoço, chá da tarde e jantar.

Livraria da Travessa
De quarta à segunda – andar térreo
É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.

Mais Informações
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ
Quarta a segunda, de 9h as 21h.
Bilheteria: Quarta a segunda, de 9h as 21h


05/02/2018

Resenha: A máquina de contar histórias - Maurício Gomyde

by on 22:48


Oi gente! Hoje trago a vocês mais um autor nacional: Maurício Gomyde. E olha só que bacana, a história é sobre um escritor best seller, Vinícius Becker (entenderam? Um escritor escrevendo sobre um escritor). Seu novo livro, “A máquina de contar histórias” – e que também intitula o livro – é um sucesso.

Vinícius está acordando, de ressaca, no hotel em que passou a noite após o lançamento de seu novo livro, o décimo, quando resolve ligar seu telefone e vê que tem uma grande lista de chamadas não atendidas. Dezenove delas. Todas de sua filha adolescente Valentina.

Era isso. Sua esposa Viviana, que vinha há quatro anos lutando contra uma doença grave, havia falecido. E ele não estava lá, nem com Valentina, nem com Vida, a filha mais nova do casal.
A verdade, é que apesar de Vinícius escrever histórias cativantes, elas eram todas construídas de forma mecânica, baseadas em técnicas para encantar, emocionar, vender. E, na rotina rígida que Vinícius se auto impôs, as vezes acabava sobrando muito pouco tempo para as filhas, ou para a esposa doente. E isso, Valentina não iria perdoar.


O que fazer? Vinícius admite sua ausência. Mas como reconquistar o amor das filhas? É assim que Vinícius resolve entrar em uma viagem cheia de significados ocultos com as duas filhas, a fim de tentar cicatrizar as feridas latentes, e conhecer melhor as duas pessoas que mais importam em sua vida: suas duas filhas.


A história é muito bonita e bem escrita, a capa ficou um mimo (vocês o que acharam?) e também parece que o nome da família inteira começar com “V” foi não só proposital, mas utilizada como uma forma de dedicatória, já que o autor oferece o livro para Mi, Ma e Manu (muuuuuuiittoo ffoffo!).

Mas... não gostei muito do argumento da história. Não consegui criar empatia nenhuma pelo tal Vinícius (COMO assim ele deixa a mulher morrendo e vai lançar um novo livro?!?!?!?!?) e não consegui acreditar no final. E, bom, pelo menos para mim, uma história ficcional precisa me convencer, principalmente as que não são fantasia.

Mesmo assim, recomendo, é uma leitura fácil, terminei o livro em um dia, e contém algumas lições valiosas. Abraços e até a próxima.

02/02/2018

Resenha: A casa do Céu - Amanda Lindhout e Sarah Corbett

by on 17:40


Oi pessoas! Trago a vocês hoje a resenha de um livro que me emocionou muito. A primeira parte do relato de Amanda é muito interessante, até mesmo leve; até lá pela página 150 (o livro de 444 páginas) ela irá nos relatar sua infância, às vezes difícil, passada e, Sylvan Lake, no Canadá. Com um padrasto relativamente jovem para sua mãe, o que acaba expondo ela e os dois irmãos a constantes brigas e crises de ciúme.

Mesmo assim, Amanda olha o mundo por uma perspectiva otimista, e possui um entusiasmo que parece transbordar pelas páginas do livro, principalmente nos momentos em que relata suas viagens, seu entusiasmo com os lugares onde foi, o que conheceu. Mas, acima de tudo, sua coragem em lançar-se ao desconhecido com um guia, um pouco de dinheiro e muita confiança.


Só que esta parte “feliz” das viagens de Amanda não me convenceram. Por que eu sabia que ela seria sequestrada. Eu sabia que ela passaria por situações de tensão e de perigo inimagináveis. E eu a via descrever situações em que se colocava cada vez mais em perigo. Mesmo sabendo o que aconteceria, eu me vi sofrendo com ela durante a narrativa, tentando lhe avisar, como seu eu pudesse dizer-lhe “não, Amanda, não faça isso. Não vá para a Somália. Acredite nesse frio na barriga que você está sentindo e volte já para casa!”

 “A Casa do Céu” é um relato emocionante e, ao mesmo tempo, aterrador dos meses em que Amanda Lindhout passou em cativeiro na Somália. Sua escrita, que nada mais é que o relato de seus pensamentos e sentimentos enquanto cativa – na verdade os mecanismos dos quais lançou mão para se defender da realidade terrível a que estava submetida, e tentar sobreviver com sanidade a todo esse pavor – cativam e, ao mesmo tempo, impactam.

Ao percorrer as páginas desta história repleta de crueldade, não há como não identificar-se de maneira profunda com a dor sentida pela autora, mas também admirá-la por sua coragem e perseverança no árduo trabalho de não enlouquecer e preservar o otimismo e a perseverança.

É um livro que recomendo, mas com ressalvas. Não pela obra em si ou pela escrita, mas por que é preciso estar-se preparado, por ser uma leitura um tanto quanto pesada. Aos que se aventurarem, tenho certeza de que não se arrependerão, é um livro belíssimo. Abraços à todos e tod@s e até a próxima.

01/02/2018

Por trás do som: Camila Cabello - Ascensão da ex integrante do Fifth Harmony no mundo pop

by on 23:00
Camila Cabello é, certamente, um fenômeno na indústria musical americana desde a sua saída da girlband Fifth Harmony. Ela alçou o nº. 1 no Hot 100 Billboard Chart com seu single Havana e com seu álbum de estreia que possui o seu próprio nome, debutou também, o nº. 1 na Billboard200 albums chart, sendo a primeira mulher em três anos a atingir o primeiro lugar com a estreia de um álbum, com mais de 119 mil unidades de álbuns vendidos nos Estados Unidos. 
Camila Cabello como integrante do Fifth Harmony
   Ela é também a mulher mais jovem, com apenas 20 anos, a debutar um álbum de estreia no topo da lista americana, desde Ariana Grande em 2013. Camila contou com a parceria do rapper americano Young Thug para seu single e ficou sete semanas na vice-liderança, antes de atingir finalmente o topo. 
 Karla Camila Cabello Estrabao – seu nome de batismo – é uma compositora, bailarina, atriz cubana, erradicada nos Estados Unidos. Iniciou sua carreira no programa X-Factor USA, do produtor Simon Cowell, onde fez testes em 2012, mas, após a sua eliminação, volta ao programa com mais 4 meninas para dar vida ao grupo Fifth Harmony, ao qual, assinaram um contrato com a Syco Music, do mesmo produtor do programa e com a Epic Records de L.A.
“Quando fiz 15 anos tive a honra de ser colocada num grupo com quatro garotas muito talentosas. Éramos cinco estranhas que não sabiam sequer da existência de uma das outras. Estou tão orgulhosa de tudo o que conseguimos juntas como grupo e sempre estarei orgulhosa de ter sido parte desse grupo.” (Camila Cabello
   Em dezembro de 2016, ela anuncia a sua saída da girlband, que até então, foi encarada de maneira um tanto conturbada por parte das outras componentes da banda. Então, a própria fez uma carta aberta sobre sua saída na sua rede social, afirmando que ficou triste com a forma de como os representantes do grupo haviam tratado sua saída, desmentindo sobre o grupo não saber sobre sua decisão de seguir carreira solo. 
   Após tantas repercussões sobre sua carreira, ela vem conquistando cada vez mais seu espaço, com uma nova cara e identidade, sem deixar o seu carisma e todo seu talento expostos em seus vídeos ou singles, contribuindo cada vez mais para a imagem e valorização da mulher latino-caribenha, tendo orgulho de suas raízes e conquistando um espaço que pouquíssimos latinos conseguiram na história da indústria musical americana, principalmente no mercado pop, fortalecendo assim, cada vez mais, o seu nome e a comunidade latina que a segue. Ela é, com certeza, uma inspiração para vários jovens ao redor do mundo e, inclusive, no Brasil, ao qual, a mesma já demonstrou muita admiração falando ou cantando em português em seus vídeos e se mostrando uma grande fã da cantora Anitta e de seu último single, VAI MALANDRA! 
   E todos os seus fãs aguardam esperançosos uma possível parceria em um single da musa do funk e Camila Cabello.
Espero que tenham gostado de mais uma matéria do Por trás do som até a próxima...
Escrito por Pablo Barreto.
Ator, produtor, cantor, performer
Bacharelando em Produção Cultural
Instagram.com/@pablobarr

31/01/2018

Crítica:Todo o dinheiro do mundo

by on 16:00


Filme baseado na história do sequestro do herdeiro John Paul Getty III (Charlie Plummer), neto de 16 anos do magnata do petróleo americano Jean Paul Getty (Christopher Plummer). Desesperada a mãe de John, pede ajuda financeira ao avô do menino. Um senhor avarento que se recusou a ajuda por esta em uma situação financeira crítica.

Com a demora em pagar o resgate os sequestradores, então decidem enviar à imprensa uma orelha do menino para obrigar a família a acelerar o pagamento do resgate, no valor de 4 milhões de dólares.

O filme começa contando a história do magnata John Paul Getty III em como ele fez toda sua fortuna e que é um conhecido comprador de obras artes caríssimas. Além de sua compulsão em acumular sempre mais fortuna de todas as formas. Tudo na vida desse milionário é lucros e mais lucros e nem mesmo o sequestro o faz se sensibiliza pelo sofrimento do neto por está em cativeiro ou a mãe sem saber onde o filho está.

Ao decorrer da história o filme vai ganhando uma profundidade muito além do sequestro do neto de um magnata, ao longo do longa-metragem os personagens demonstrar suas complexidades e personalidades a cada cena. Em cenas muito bem atuadas pelo ator Mark Wahlberg como Fletcher e a atriz Michelle Williams que fez a personagem Gail Harry, mãe do jovem herdeiro sequestrado. Os atores demonstraram uma veracidade enorme ao mostrar intensidade em cenas emocionantes e até desesperadoras. Que prendem o telespectador na tela sem nem piscar.

Apesar de ter achado o inicio um pouco maçante, as imagens escuras, deixando alguns detalhes de importantes no cenário ocultados, por exemplo as enorme coleção de arte do patriarca dos Getty. Em alguns momentos o filme me sensibilizou, além de impulsionar a reflexão da importância da família; como a ganância pode cegar as pessoas e fazer com que elas se tornem egoísta; o dinheiro não traz felicidade nem aumenta o tempo de vida.

No geral o filme vai ser apreciado por amantes de dramas baseados em fatos reais, caso não seja seu gênero predileto vale a pena assistir por ser um filme muito bem produzido além de excelentes atores que dão destaque e elevem o nível da trama.

Trailler aqui






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