22/03/2019

Eventos:A 2ª EDIÇÃO DO ‘SABORES DO MERCADO’ COMEMORA 2 ANOS DE MERCADO DE PRODUTORES DO UPTOWN BARRA

by on 11:39

UMA VIAGEM GASTRONÔMICA COM MÚSICA E MUITA COMEMORAÇÃO

Uptown Barra comemora 2 anos de Mercado de Produtores do Uptown com a 2ª edição do Sabores do Mercado de 22 a 24 e 29 a 31 de março. O evento traz uma experiência única ao público que poderá desfrutar de uma verdadeira viagem gastronômica com diversos sabores agradando diferentes estilos e paladares. Além da diversidade gastronômica, não vai faltar boa música para acompanhar a celebração.


No sábado, dia 23/03, a cantora Giovanna Cursino leva ao palco do Mercado muito samba e MPB. Ela iniciou sua carreira bem nova no teatro musical e depois passou a se apresentar com grandes nomes da música nacional, como a famosa banda Blitz, com a qual fez turnê por todo o Brasil e Europa.



Domingo, dia 24/03, é a vez da Banda Go Black fazer um passeio dançante pelo mundo da Black Music que atravessa gerações. Uma mistura de sucessos da Música Negra que vem dos anos sessenta aos tempos atuais com versões de clássicos inusitados com muito groove.


Na semana seguinte, o sábado, 30/03, é comandado por Flávio Prazeres & Trio apresentando um repertório repleto de MPB, samba, choro e soul.


Para fechar, no domingo, 31/03, o cantor e compositor Thiago Thomé, que teve destaque no Reino Unido quando interpretou o jingle "Brazil Brazil" tema da "World CUP 2014" pela rede de televisão ITV, ficando em 5º lugar nas rádios independentes de Londres sobe ao palco do Sabores do Mercado.

“A ideia do festival é promover a nossa gastronomia, incentivar o turismo e facilitar o acesso das pessoas ao que há de melhor na região em termos gastronômicos. O mercado de shoppings está saturado com as opções tradicionais. É necessário oferecer experiências novas, o Uptown tem se tornado um ponto de encontro e estamos trazendo eventos de qualidade para atender os nossos clientes”.  Coordenador de marketing Diego Costa

Serviço:
Datas: 22 a 24 e 29 a 31 de março
Horários: 17h às 23h
Local: Mercado de Produtores do Uptown Barra
Endereço: Av. Ayrton Senna, 5500, Bloco 12 – Barra da Tijuca
Evento gratuito 

[Teatro] – ‘’Por Favor Venha Voando’’

by on 09:18

‘’Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo. ’’
(Guimarães Rosa)

A peça fala de Debora e Inez. Duas atrizes que decidiram, em algum lugar da estrada, compartilhar suas vidas e agora apresentam no palco e ficção delas mesmas e de suas experiências nisso que se chama uma relação amorosa. Explicitam a questão: ‘’Que movimento é esse de ficar em uma relação?’’
Do início ao fim só as duas atrizes em cena, black-out, sons inconclusos, uma mesa no canto, black-out, o palco é uma cama, uma imensa cama, do amanho do sonho dessas criaturas que se amam. ‘’O que fez você ficar?’’ A pergunta explode em pleno espaço cênico aturdindo palco e plateia, repercutindo nos espelhos-ouvidos de cada um dos convidados desse banquete a dois no qual cabem todos os demais. A plateia está ali para compartilhar.
‘’Você tem que contar a história direito’’. Elas brincam com as memórias uma da outra, memória afetivas, dessas que só lembram do que marcou aquele encontro feito de paixão. A forma como cada uma vivenciou a cena não é a mesma, embora um laço afetivo de grande ternura as tenha apanhado no mesmo ato. A experiência viva do primeiro toque da outra. Ali algo se fez eterno. Namoro. ‘’Que movimento é esse?’’
Arroz. Vamos casar. Taça de vinho. Vamos casar. Entrega. Coragem de enfrentar o desafio de viver uma vida a dois. Eu quero. Coragem de enunciar seu desejo. Memórias de um encontro delicado. E intenso. Voraz. Tão fugaz quanto um beijo. Por isso renova-se constantemente com humor e amor, com furor e rumor. Tudo já se foi feito. Tudo ainda está por se fazer. Somos Yoko e John. Cuba Libre em Havana. Frida Kahlo na arte da vida. Um brinde para celebrar esse fracasso. Para comemorar a insistência do afeto. Filosofia-vida. Reflexões sobre uma história vivida na mesma cama. A cama como metáfora daquilo que no amor não se pode nomear. No segundo ato, se é que há um segundo ato, muitas vidas precipitam-se sobre uma única vida, sobre o que talvez se possa chamar de destino, desatino, uma sonatina, um jogo de vozes, uma sonatina. Ei! Fala comigo! Um urro animal. Um sussurro no ventre do vazio, da solidão, da angústia peregrina. Ei, ‘’agora o seu rosto começa a mudar pelas bordas, seu rosto está perdendo o contorno, é um animal... ‘’Momento de recriar o contrato, o pacto, de dois não fazer um, mas fazer dois.
O  canto de Lorelei de si. O vago, a falta, o casamento e logo ali, o sexo e um dizer do corpo, a voz é um dizer de algo que está mais além, um gozo, uma irrupção verbal abissal, um jorro que se quer não interdito, um infinito com seus contornos imprecisos, estelares, ‘’o que é isso que eu vejo em você?’’ Atravessar as delicias e as agruras de uma relação é para deuses humanos,
Imperfeitamente humanos. A atriz-personagem enuncia uma declaração de princípio sobre o amor que as une: ‘’é bela essa certeza, mas é mais bela a incerteza.’’ Ao fim de tudo, ou início de um novo ciclo, a regeneradora menção a Wislawa Szimborska: ‘’Cada começo, é só continuação, e o livro dos eventos está sempre aberto no meio’’.



‘’Por favor Venha Voando’’
Texto: Pedro Kosovski
Direção: Georgettte Fadel
Direção de arte: Simone Mina
Luz:  Ana Luzia  de Simoni
Direção sonora: Xád Chalhoub
Com: Debora Lamm e Inez Viana

CCBB Teatro II
14 de mar a 29 de abr – quinta segunda as 19h30

Marco Guayba
Ator, diretor, preparador de elenco e Mestre em Letras
Revisão: Larissa C. Oliveira




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21/03/2019

[Notícias]: CCBB-RJ estréia o espetáculo a Caixa Preta

by on 19:12
Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS e Centro Cultural Banco do Brasil

apresentam

“Caixa Preta”


Com direção de Fernando Rubio, instalação performática teatral convida o público a vivenciar um luto coletivo.

Em cena, as atrizes/performers Giulia Grandis e Ludmila Wischansky
dividem o espaço cênico com um “morto” e com o público em duas apresentações diárias


Uma performance em que um homem morto e duas mulheres feridas convidam o público para um velório coletivo em que a postura diante do luto é colocada em questão. Essa é a proposta de “Caixa Preta”, instalação teatral que discute do tabu da morte, que será inaugurada em 21 de março no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, com apresentações de quinta a domingo, às 17h e às 19h, até 21 de abril, com ingressos a partir de R$ 15.

Nascida do encontro do diretor argentino Fernando Rubio e das atrizes Giulia Grandis e Ludmila Wischansky, a obra teve como inspiração e ponto de partida a escultura “Pai Morto”, de Ron Mueck, e o livro “História da morte no ocidente”, de Philippe Ariès, além de vivências dos três relacionadas à morte e ao luto. Ao longo de toda a temporada, o “velório-instalação” estará aberto à visitação do público, com entrada gratuita, diariamente entre 9h e 21h, (exceto terça-feira).

A performance começa na rotunda do CCBB, com as duas atrizes atravessando o cotidiano dos visitantes do centro cultural antes mesmo de ingressarem no Teatro III. Em cena, as duas mulheres encontram-se diante de um cadáver de um homem. A disposição cênica e projeções nas paredes convidam o público a circular pelo ambiente para velar esse corpo sem vida. É justamente essa contemplação fúnebre que dispara e desenvolve a relação entre as personagens e os espectadores. Não se sabe quem são essas mulheres, nem qual é a relação delas com o falecido. A cada situação, conversa, silêncio, projeção, movimentação se torna mais presente o mistério e a curiosidade sobre as duas.

“Não quis me limitar ao campo das ações. ‘Caixa Preta’ é um trabalho de reflexão sobre a experiência de cada um. É sobre a morte de pessoas que temos contato, de desconhecidos, e da expectativa da nossa própria morte, e como nos comportamentos diante dessa realidade. É a vivencia o luto coletivo, numa sensibilidade que atravessa a todos nós”, conta o diretor Fernando Rubio. “Assim como em um velório, o público tem a liberdade de permanecer no Teatro III o tempo que desejar. Pode também sair e regressar quantas vezes julgar necessário, assim como as atrizes. É possível, também, acompanhar tudo à distância, por meio de totens espalhados pelo CCBB que transmitem em tempo real a performance”, explica.

A dramaturgia inédita de Fernando Rubio foi construída durante o processo de criação da montagem a partir de um desejo comum entre as atrizes Giulia Grandis e Ludmila Wischansky e o diretor em falar sobre a morte, um tema por muitas vezes desconfortável, porém natural e inevitável. “Caixa Preta” propõe um olhar reflexivo, crítico, amoroso, por vezes dramático, por vezes humorado, sobre nossos comportamentos e construções face à morte. “‘Caixa Preta’ trata da morte num conceito mais arquetípico num lugar que transcende o teatral”, define Ludmila Wischansky. “Propõe ainda outra construção ritualística por meio de um olhar renovado e não fixo em relação ao luto”, completa Giulia Grandis.

Caixa Preta” é a quinta montagem de Fernando Rubio a ser apresentada no CCBB. Conhecido por suas intervenções artísticas ao ar livre e em centros culturais, o artista esteve no festival Cena Brasil Internacional em 2013 como o projeto “Podem deixar o que quiserem” e em 2014 com “Tudo ao que esta ao meu lado”, uma performance realizada na rotunda do CCBB. Ano passado, o artista argentino levou para o mesmo festival as intervenções “O tempo entre nós” e “Eu não morro, não mais”, que foram realizadas com atores brasileiros.

SOBRE FERNANDO RUBIO
Natural de Buenos Aires, Argentina, o diretor, dramaturgo e artista visual Fernando Rubio atualmente mora no Rio de Janeiro. Realiza desde 1998 projetos que buscam a formulação do espaço e o vínculo com os espectadores, apresentando montagens, intervenções urbanas, instalações, performances e documentários ao redor do mundo.Atualmente, é diretor do projeto de residência multidisciplinar El Jardín Sahel e do Festival Latinoamericano de Intervenciones y Performance de Argentina.

Em 2001 fundou sua companhia INTIMOTEATROITINERANTE. Apresentou seus trabalhos em festivais internacionais de teatro e cinema, bienais, museus, centros de arte, teatros e espaços públicos da Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Coréia, Cuba, Equador, Egito, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Portugal, Rússia, Cingapura e Uruguai.

Seus textos foram traduzidos para o alemão, inglês, coreano, grego, finlandês, holandês, italiano e francês. Publicou muitos trabalhos, entre eles “Histórias para um longo inverno” (2003), “Tudo perto” (Libros del Rojas, UBA, 2005), “Um barco de cimento em um mundo paralítico para crianças abstratas” (Atuel, 2006), o livro de fotografias e histórias “Falar”, “A memória do mundo” (Interzona, 2005), “Dramaturgias de ação: textos para teatro, intervenções e performances” (Editorial Colihue, 2012), “Podem deixar o que quiserem” (Editorial Libretto, 2016), “Tudo ao que está ao meu lado” (Festival Internacional de Buenos Aires, 2017).

Rubio recebeu prêmios em diversos países por suas obras, entre elas “Eu não morro, não mais”, “Quando a dor acaba”, “Cartofrafia infinita”, “Ninguém disse que eu tinha vindo a este mundo para esquecer tudo eu uma vez sonhei”, “Tudo ao meu lado”, “O tempo entre nós” e “Podem deixar o que quiserem”.

SOBRE GIULIA GRANDIS
Atriz e diretora, formada em DireçãoTeatral na UFRJ e Licenciatura. Dirigiudiversos espetáculos dentre eles “Viúva, porém honesta”, de Nelson Rodrigues, e “Maria do Caritó”, de Newton Moreno. Recebeu o prêmio Inspiração do Amanhã 2014 como atriz e diretora. Recentemente, atuou nos espetáculos “BIRD”, “Festa no Interior” e “Rinocerontes”. Por este último foi indicada para o prêmio de melhor atrizno Festival de Caxias.

Fez parte do elenco de peças dirigidas por Daniel Herz, e participou de novelas, alguns curtas e comerciais.Trabalhou nos musicais “Nine” e“Garota de Ipanema  amor  bossa”.Em 2012, foi semifinalista do Concurso de Talentos da Malhação do Caldeirão do Huck. Atualmente, está na 7ª Oficina de Atores Cesgranrio.

SOBRE LUDMILA WISCHANSKY
Atriz formada na Casa de Artes de Laranjeiras e produtora da empresa Rendezvous Produções Artísticas. Em sua formação priorizou o estudo da técnica da Mímica Corporal Dramática, de Etienne Decroux, bem como a técnica de atuação com Máscara Balinesa. Ministra oficinas de atuação com Máscara Balinesa em escolas e festivais de teatro.

Em 2017, idealizou e participou como atriz do espetáculo “Branca”, de Walter Daguerre, com Direção de Ivan Sugahara. Ao longo de sua carreira, realizou espetáculos com algumas companhias de teatro como a Cia Amok (“Macbeth” e “Savina”), Cia Cutelaria de Teatro (“Sr Fox”), Cia Boto Vermelho (“Dispare”) e Eita Coletivo (“Maria do Caritó”), além de diversas outras montagens.

SOBRE O CCBB
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

FICHA TÉCNICA:
CAIXA PRETA
Projeto da Cia. Eita! Coletivo
Direção, concepção visual e autoria:Fernando Rubio
Performers: Giulia Grandis e Ludmila Wischansky
Assistente de direção:Manuela Moog
Produção:Leticia Napolee Miçairi Guimarães
Colaboracao artistica: Gabriel Barros
Tradução: Laura Limp
Design gráfico:Bruno Dante
Fotografia: João Julio Mello
Realização: Rendezvous Produtora


Espetáculo: “Caixa Preta”
Temporada: De 21 de março a 21 de abril de 2019.
Dias e Horários: de quinta a domingo, às 17h e às 19h.
Local: CCBB Rio (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro) – Teatro III
Informações: (21) 3808-2020.
Capacidade: 80 lugares.Recomendação etária: 16 anos.
Duração: 80 minutos.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficientes Auditivos ou de Fala 0800 729 0088





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Preparem os lencinhos “A Cinco Passos de Você” vai fazê-lo usar todos:

by on 10:00



É possível amar alguém que você nunca poderá tocar? Bem, essa é uma pergunta complicada, e dificilmente você conseguirá responder sem um pouco de reflexão anterior, porém o filme A Cinco Passos de Você mostrará para o mundo o quão forte pode ser a força do amor principalmente em uma idade tão jovem, e mais importante quando você tem que se manter a pelo menos 6 passos de pessoa que possui a chave para o seu coração.

Stella Grant (Haley Lu Richardson) é uma adolescente inteligente, meiga, amiga, forte e com Fibrose Cística. A FC é uma doença crônica causada por uma bactéria que impede que seus pulmões funcionem como deveriam, e como bônus você não pode ficar perto de outras pessoas com a mesma doença que você. Ela praticamente vive no hospital com o seu melhor amigo Poe (Moises Arias), que sofre da mesma doença, eles se conhecem desde os 7 anos de idade e compartilham vários momentos juntos. Eles ficam sob a supervisão das enfermeiras Barb (Kimberly Hebert Gregory) e Julie (Emily Baldoni), que fazem o possível para que a vida de Stella e dos outros pacientes seja um pouco mais confortável e menos ardua.

Para toda boa moça em um bom filme de romance, há uma contrapartida. E nesse caso o encarregado de ser o bad boy é Will Newman (Cole Sprouse), um garoto que está em tratamento experimental contra a Fibrose Cística, só que em seu caso o estágio da doença é mais avançado da doença onde a operação de transplante de pulmão não é nem mais um opção. O que poderia dar errado em um romance onde duas pessoas não podem nem se tocar? A resposta para essa pergunta,TUDO!


O filme em sua cena inicial já mostra para o que veio, deixando claro ao espectador se o que ele está buscando é um filme de romance com um final de filmes da Disney ali ele não vai encontrar, pois o felizes para sempre nem sempre acontece na vida real e temos que nos acostumar com isso. Mas em compensação existe a repetição massiva da fórmula de sucesso anteriormente usada em A Culpa é das Estrelas, Tudo e todas e vários outros filmes de amor e doença adolescente, o que desaponta um pouco pela quantidade de clichês que apresenta.

O diretor Justin Baldoni já havia anteriormente tratado desse assunto em um documentário sobre a vida Claire Wineland, uma jovem com fibrose cística que documentou sua vida no YouTube, e serviu como consultora em “Five Feet Apart” antes de morrer em 2018. O filme, que conta com o roteiro de Mikki Daughtry e Tobias Iaconis tem uma narrativa leve e dinâmica, apresentando a doença de uma forma tão elegante que realmente alertará as pessoas que assistirem a respeito de sua existência e de como é seu funcionamento. Acertos também para os alívios cômicos que caí extremamente bem quando aparece, principalmente em comparação com as fortes cenas de drama, ou seja, um belo clichê teen hollywood que nunca desapontará o espectador a quem o filme é de fato destinado.


A direção de arte também tem seus pontos de auge como na cena que Stella é anestesiada e o desenho que sua irmã fez cria uma vida em tela de uma forma surrealista, mas o ponto mais forte foram as atuações de todos os integrantes do filme, que entregaram o que prometeram e um pouco mais. Os destaques do filme vão para a Haley que nos apresenta uma incrível performance que não estávamos esperando, Ela traz uma alma cheia de conhecimento para todos os aspectos da jornada de Stella, desde sua dor e raiva, até o momento que ela relutantemente se deixa apaixonar por Will, e a trilha sonora que nos emociona do início ao fim com músicas de Dj Kygo, Ellie Golding, Miguel, Brian Tyler e Andy Grammer.

No geral o filme funciona muito bem, com seu elenco e estrutura teen e os momentos de tensão incrivelmente potentes na tela, onde algo tão simples quanto estender uma mão pode fazer o público instintivamente recuar. A Cinco Passos de Você é um filme que vai te fazer rir, chorar, vibrar e repensar nas escolhas que toma em sua vida. Uma experiência completa de vida os aguarda, pois como diria o próprio Will "É só a vida, vai acabar antes que você perceba". Quantos eu te amo você disse para quem você ama? Quantos abraços você deu? A vida é assim, e ela acaba antes mesmo de percebermos, então por que desperdiçar um segundo?


FICHA TÉCNICA

Título original: Five Feet Apart
Nacionalidades: EUA
Gênero: Drama, Romance 
Ano de produção: 2018
Estreia: 21 de março de 2019 (Brasil) 
Duração: 116 minutos
Classificação: 12 Anos  
Direção: Justin Baldoni
Roteiro: Tobias Iaconis, Mikki Daughtry
Produção: Cathy Schulman, Christopher H. Warner, Justin Baldoni
Trilha sonora: Brian Tyler, Brenton Vivian 
Direção de fotografia: Frankie G. DeMarco
Edição: Angela M. Catanzaro 
Design de produção: Anthony T. Fanning
Estúdios: CBS Films, Welle Entertainment /Wayfarer Entertainment
Distribuição: Paris Filmes




Caio Luz
Bacharelando em Produção Cultural e ator
Instagram: caioluz4


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20/03/2019

Critica: Um funeral em família

by on 19:42

Adivinhe quem não vem para o jantar?

Comédia do tipo não faça a coisa certa nem que a vaca tussa e o cachorro fique latindo para a lua.
 Quatro vezes Tyler Perry. Quatro personagens bastante distintos. Quatro minuciosas caracterizações rebuscadas. Esse é o núcleo do filme que aborda um funeral na família da descocada e histriônica Madea, uma das quatro criações atômicas do diretor-roteirista-ator Tyler Perry. Se o versátil ator é bastante talentoso, o roteirista e o diretor ficam um pouco para trás, ao menos nessa produção. A graça muitas vezes escapa em situações um tanto extáticas e com uma falação exagerada. Chega a dar saudade de Eddie Murphy e de seu humor escatologicamente explosivo e contestador.
O enredo narra o incidente tragicômico de uma festiva comemoração de aniversário de casamento que acaba por se transformar num funeral sem pé nem cabeça onde o non sense compare sem nenhuma cerimônia. Uma penca de parentes metade bizarros, metade caretas, se dirige ao local da confraternização, mas o inesperado acontece e o patriarca Anthony tem um ataque cardíaco numa situação um tanto delicada num momento de prevaricação libidinosa militantemente compulsiva. O lance do garanhão master era mesmo fornicar bastante com o maior número possível de mulheres de todas as cores e ritmos. Uau!
Há um certo constrangimento na família, porque ninguém quer tocar nos detalhes libertinamente escabrosos com Vianne, a esposa do iminente defunto, para não ferir seus sentimentos. A confusão e a malícia não param por aí: o filho mais velho está no mesmo hotel que o pai, praticando o mesmo esporte sexual com a noiva de seu irmão. Pelo jeito ele segue a mesma cartilha de seu genitor - ou de seus ancestrais possivelmente de tradição poligâmica -, ou seja, ele também vai fundo quando se trata de cair na gandaia.



Tio Heathrow é o destaque entre as personagens encarnados por Tyler Perry e está sempre aprontando das suas. Ele é um inválido cadeirante, sem as duas pernas e os dentes e que fala através de uma máquina. É grosseiro, chulo, incontrolável, pois quase nada lhe resta mesmo na vida. Solta as piadas mais baixas do filme e protagoniza as cenas mais grotescamente irreverentes e politicamente incorretas. Ponto para o moço multiuso em um cenário o mais das vezes estereotipadamente insosso.
O artista Tyler Perry goza de grande popularidade Estados Unidos da América. Ele mesmo produz seus filmes, que aparentemente rendem bem melhor na telinha da TV (onde ele também faz suas aprontações). Trata-se de obras com um humor fácil e sem nenhuma etiqueta social bem ao agrado do cidadão comum. Mas ele tem um mérito incontestável: são produções feitas por artistas negros e dirigidas para o público negro. No meio de tanta mixórdia meio que sem nenhum sentido, visando apenas o riso pelo riso, ele sempre arranja um espaço para dar o recado certo contra o racismo e outras imoralidades presentes na sociedade.

''Um Funeral em Família'' - 2019 - 1h 50min
Direção: Tyler Perry
Roteiro: Tyler Perry
Com: Tyler Perry - Rome Flyn - Patrice Lovely - Courtney Burrel - KJ Smith - David Otunga - Aeriél Miranda - Joel Rush - Cassy Davis - Quim Walters - Selena Anduze - Clera Payton - Jan Harper - Ary Katz - Derek Morgan - Mike Tyson
Marco Guayba
Ator, diretor, preparador de elenco e Mestre em Letras
Revisão: Larissa C. Oliveira



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18/03/2019

A ARTE É MULHER - CCBB RJ

by on 14:47

APORTA NO CCBB/RJ DE MARÇO A JUNHO DE 2019 

Projeto inédito de Lan Lanh apresenta e debate criações artísticas femininas em formato multiartístico através de encontros mensais com participação de Heloísa Buarque de Hollanda no Teatro II do CCBB Rio de Janeiro.


Feminina desde o vocábulo, a arte fomentada e produzida por mulheres é a atividade central de “A ARTE É MULHER”, encontro multiartístico que o CCBB/RJ receberá a partir de 20 de Março. Idealizado e dirigido pela multi-instrumentista Lan Lanh, o projeto oferece apresentações mensais e gratuitas que mesclam música, performance e palavra. Conduzido e entremeado por relatos de artistas e pesquisadoras mulheres compartilhando suas vivências do universo feminino das artes, o roteiro gera, assim, uma explosão artística feminista onde a mulher é a origem, o meio e a finalidade. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

"Este evento nasceu do meu desejo de promover um encontro de artes criadas por mulheres de várias gerações, assim como as mulheres inventadas pela arte em suas diferentes manifestações do feminino. Para isso, propus uma convocação ritmada de música e palavras para gerar uma onda feminista e, assim, espalhar as alegrias, dividir as tristezas e compartilhar com a plateia a arte de ser mulher", explica Lan Lanh que, para o evento, formou um trio musical fixo e inédito com as cantoras Numa Ciro e Jussara Silveira. Lan ainda é a responsável pela direção musical, percussão e arranjos da original Banda Arte, composta ainda por Maíra Freitas (teclados, programações e arranjos) e Irene Egler (violão e arranjos).

Com direção cênica de Cristina Moura e projeção do acervo fotográfico de Cláudia Ferreira, um dos principais do país sobre feminismo, cada encontro receberá convidadas diferentes, mulheres que, em seu histórico de atuações, sempre representaram no meio artístico as suas vivências enquanto mulheres da área – começando com a cantora Ana Cañas (SP) e a artista plástica Célia Peixoto (BA). “As músicas que compõem os shows exemplificarão os relatos, revezando com as falas das artistas. Criamos um espetáculo em torno das questões que envolvem a mulher: suas múltiplas versões do feminino e as diferentes manifestações políticas do feminismo”, analisa Numa, que assina com Lan Lanh o roteiro e a curadoria do evento.

Dinâmicas, as apresentações contam ainda com interferências visuais e trocas com a plateia, tendo no comando da palavra Heloísa Buarque de Hollanda focando no que seria esse novo campo cultural pautado pelo feminismo na música e nas artes. “Este é um encontro que dá voz à diversidade de mulheres que existem na mulher”, reflete a ensaísta, editora, crítica literária, pesquisadora brasileira e escritora, que lançou em 2018 o festejado livro “Explosão Feminista”.

Enaltecendo o momento cultural do país no qual as mulheres têm protagonizado uma série de ações artísticas culturais, destaca-se uma luta constante contra as desigualdades da sociedade patriarcal, continuada na pós-modernidade. "Nunca é demais falar da mulher ou em defesa da mulher, ainda mais em tempos tão tenebrosos. Em 1913, meu bisavô, o médico Crescêncio Silveira, disse em sua tese sobre a mulher: ‘A mulher não é fraca, fracos são os direitos que a garantem’. Mais de um século depois a frase certeira serve ao propósito”, encerra Jussara.


CCBB 30 anos

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento.  Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

APRESENTAÇÕES:

- MARÇO -
20/03 – Convidadas: Ana Cañas (SP) + Célia Peixoto (BA)

- ABRIL -
10/04 – Convidadas: Monica Millet (BA) + Sagrace Menga (refugiada do Congo)

- MAIO -
08/05 – Convidada: Valéria Houston (RS)

- JUNHO -
05/06 – Convidada: Cátia de França (PB)
26/06 - Convidada: Socorro Lira (PB)


SERVIÇO:

“A ARTE É MULHER”
CCBB RJ - Teatro II
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Horário: 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada gratuita (senhas distribuídas na bilheteria 1h antes)

FICHA TÉCNICA

A ARTE É MULHER
Patrocínio  Banco do Brasil e Realização CCBB
Curadoria e Roteiro - Lan Lanh e Numa Ciro
Direção Artística e Musical - Lan Lanh
Direção de Produção - Gisella Chinelli
Direção Cênica - Cristina Moura
Arranjos - Lan Lanh, Maíra Freitas, Irene Egler e Natasha Oliver
Gerenciamento administrativo e financeiro - Carolina Rocha
Produção - Luisa de Castro
Cenário - Célia Peixoto
Projeções - VJ Leticia Pantoja
Iluminação - Daniela Sanchez
Assistência de iluminação - Kátia Barreto
Sonorização - Daniela Pastore
Cenotécnica - Maria Marta
Fotografia - Renata Duarte | Duharte Fotografia
Audiovisual - Éthel Oliveira e Renata Duarte
Design e ilustrações - Rapha Baggas
Assessoria de Imprensa - Gisele Machado e Bruno Morais | Marrom Glacê Assessoria & Entretenimento
Assessoria Jurídica - Carolina Bassin
Elaboração do projeto e consultoria em Leis de Incentivo - Gisella Chinelli e Carolina Rocha
Acervo fotográfico (história dos movimentos feministas) - Cláudia Ferreira
Vozes em Off – Eliana Souza Silva, Érica Peçanha e Renata Codagan
Banda Arte:
Percussão e voz - Lan Lanh
Vozes - Jussara Silveira e Numa Ciro
Teclados e voz - Maíra Freitas
Violão - Irene Egler

Pesquisadora e Escritora – Heloisa Buarque de Hollanda

Artistas convidadas:
Ana Cañas
Célia Peixoto
Mônica Millet
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16/03/2019

Por Trás Do Som: Paula Mattos - A nova identidade do feminejo [ESPECIAL MÊS DA MULHER]

by on 16:31

Hey hey hey, Desconexão Leitura, eu sou João Victor e esse é mais um Por Trás do Som com uma sertaneja em ascensão e muita sofrência. Preparem os lencinhos porque hoje a matéria é dela, Paula Mattos!

Dyéris de Paula Mattos (que nome hein fia kkk) nasceu dia 16 de outubro de 1988 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul e estourou na internet após sua música: Que Sorte é nossa que hoje conta com 93 milhões de visualizações no youtube. 

Desde os 12 anos - idade em que começou a compor - ela já vem mostrando aptidão para a música. A cantora já tem mais de mil composições feitas, 300 gravadas e 50 composições de sucesso cantadas por Gustavo Lima, Wesley Safadão, Luan Santana, Matheus e Kauan e muitos outros. A própria Sia do Brasil kkk.

Paula se mostra uma pessoa extremamente organizada focada e um tanto tímida, isso, na minha opinião são benefícios para se ter uma carreira de sucesso e assinar com uma grande gravadora como a Warner Music.


A compositora afirma em entrevistas que já pensou em fazer faculdade de Educação Física e que trabalhou em fábrica de fraldas, balconista e até vendendo balas no sinal para sustento da casa mas só se encontrou, de fato, no ramo musical. 

A sertaneja também já foi backing vocal de Thaeme e Thiago, e foi a partir deles que conseguiu contato com diversos artistas para composição e até mesmo parcerias.

Hoje sua carreira conta com parcerias de Marília Mendonça, Thaeme e Thiago, Zé Felipe, Matheus e Kauan, Maiara e Maraisa, entre outros sertanejos famosos. 2 álbuns de sucesso e seu recente EP, chamado: Livre

Livre é um EP de 8 músicas e vídeos acústicos, todos já disponíveis no Youtube que foi lançado em fevereiro deste ano, com uma vibe muito gostosa, poética e simples amei a ordem das músicas onde as primeiras faixas são sertanejos universitários e há até um beat diferente nas extremidades das músicas e no final são sertanejos mais clássicos, mostrando as características singulares de Paula.



Texto: João Victor Carneiro
Compositor, escritor,digital influencer e técnico de negócios
Instagram: @joaoo.victtor13

Revisão: Pablo Barreto
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