15/01/2019

Crítica: “Amigos para sempre” - The Upside

by on 14:00

Como seria uma amizade de um milionário paraplégico e um homem recém saído da prisão?
O Filme conta a história sobre essa amizade que acontece de forma meio surreal. Mas antes de contar a história, vamos falar que ele é um remake de “Intocáveis” filme francês lançado em 2011, onde vocês podem ter ido assistir essa versão nos cinemas.
“Amigos Para sempre” é  filme rodado em Nova Iorque, onde o personagem Philip (Bryan Cranston) é um homem rico que fica tetraplégico, após sofrer um acidente. Com a sua  assistente Yvonne (Nicole Kidman), o Philip começa a escolher seu cuidador, nesse meio tempo o personagem Dell (Kevin Hart) após a sua saída da cadeia, está a procura de um emprego, onde ele faz de tudo para não encontrar, até parar na entrevista para cuidador de Philip sem querer e acabar sendo contratado sem apoio de Yvonne.

A partir desse o filme demonstra as dores e consequências de atos do passado dos personagens principais Philip e Dell. Através do filme também demonstra a vida difícil de ser um afro americano, pois Dell tem um filho e uma companheira, onde ele não pagava pensão para este filho a muito tempo, além de uma péssima relação com o filho. Que com o filme ele vai conquistando a confiança do filho e da companheira.

Philip através de Dell vai se tornando uma pessoa melhor, menos amargurada com a vida, Dell com seu jeito espertalhão e carismático vai demonstrando que mesmo tudo sendo difícil para Philip, ele pode conquistar coisas boas mesmo com o problema de ser paraplégico, como ter um relacionamento com uma mulher.
Philip, sempre encoraja Dell em se tornar uma pessoa responsável e demonstrar que ele é inteligente, isso faz com que Dell se arrisque nas aventuras que ele e Philip vivem juntos.
Philip e Dell mesmo sendo de mundos diferentes, conseguem com o tempo tornar a relação entre patrão e empregado, em uma amizade sincera, onde os dois demonstram um para outro o melhor de si.
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O Filme tem uma boa fotografia, excelente enredo, boas interpretações e uma direção impecável.
Para quem não assistiu os “Intocáveis”, é uma boa recomendação para assistir a versão americana.

Serviço:
Estréia dia 17 de Janeiro nos Cinemas brasileiros
Elenco:
      Bryan Cranston Phillip Lacasse
      Kevin Hart Dell Scott
      Nicole Kidman Yvonne
      Aja Naomi King Latrice
      Genevieve Angelson Jenny

Direção: Neil Burger
Classificação: 14 anos
Duração: 118 minutos
Gênero: Comédia e Drama

Tata Boeta
Graduando em Produção Cultura, roteirista, ator, diretor de teatro/performance, compositor, poeta  e bailarino.




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11/01/2019

Crítica: A esposa

by on 20:49

Ambientado em Connecticut em 1992. Quarenta anos de um casamento feliz e harmônico. Esposa abre mão de uma fertil carreira de escritora e vive a sombra do marido? Uma aparente relação desigual de devoção ao seu presunçoso Castleman? Viagem à Estocolmo para o "Marido" receber o Prêmio Nobel de Literatura. Mas há mais nesta história e nesta personagem que o mero machismo tradicional presente na sociedade dita moderna.

Quando o Sr. Castleman recebe uma ligação comunicando que ele ganhara o Nobel, ele e a mulher estão emocionados, mas é o olhar intenso e enigmático dela que é ressaltado pelo jogo da câmera. Joan está exultante e feliz, e demonstra felicidade e muita ternura pela conquista de Joe. Os dois comemoraram pulando como dois adolescentes em cima da cama de casal.

O escritor agraciado e agradecido sempre enaltece sua esposa por seu apoio essencial e sua presença firme e amorosa em sua vida: sem ela, ele nada seria. Jonathan Pryce está brilhante no papel deste autor potente-impotente (ele tem as ideias, ela tem as palavras). O ator encontra o tom adequado e confere à sua personagem a desejada dignidade e a necessária veracidade, tão essencial à está trama doméstica ae intelectual ao mesmo tempo. Um pouco mais e ficaria ridículo, um pouco menos e seria desastres de fragilidade melodramática.

De Joe e Joan há um pequeno (e significativo) deslizamento significante. Ela, no início de sua promissora atividade de escritora, foi desestimulada por uma autora já editada que lhe disse que não seria lida, pois o mundo literário (autores, editores, críticos, livreiros, etc) era composto por homens que desejavam ler homens. Seu livro ficará eternamente ornando à prateleira.

Joan é quem propõe o pacto ao homem de seu castelo. Casam-se, têm dois filhos - o rapaz almeja ser escritor e a moça está para agraciá-los com um neto -, vivem um para o outro e para a literatura "dele". Ela fez sua escolha e teve muitos generosos ganhos com ela. E também uma dor, ou um sentimento inexprimível, que seus olhos revelam em cada etapa de sua via crucis até a crucificação na cerimônia de entrega do Nobel.Pode-se tentar ler, através da expressão de seus olhos, o significado mais profundo da personagem através de uma trilha de emoções, sentimentos, indagações, aturdimentos e vazios plenos de significado que a magistral atriz empresta à sua partner de cena, sua encarnação e sua diferença.

O filme foi lançado no Festival Internacional de Toronto em 2017. Tem uma linguagem estética discreta, mas de grande beleza e eficiência. É como se tudo tivesse sido construído para ficar ausente da percepção imediata do espectador enquanto Glen Close e Jonathan Pryce fazem seu pas de deux sob holofotes de uma plateia concentrada no drama e nos conflitos internos desses dois personagens intensos.

Glen Close, aos 71 anos, coleciona três Tonys e três Emmys, e a indicação frustada para seis Oscar de melhor atriz. Mas agora, ao que tudo indica, é considerada pule de 10 para a próxima noite de premiação. Será esta a vez desta esplêndida atriz? O jeito é conferir.



"A Esposa" (The Wife)

Direção: Björn Runge

Roteiro: Jane Anderson (baseado no livro homônimo de Meg Wolitzer)

Prêmios: cotada ao Oscar de melhor atriz, indicada ao Globo de Ouro de 2019 e ao 8th AACTA International Awards

Com: Glen Close (Joan Castleman) - Jonathan Pryce (Joe Castleman) - Christian Slater (Nathaniel Bone) - Max Irons (David Castleman) - Annie Starke (Joan jovem) - Harry Lloyd (Joe jovem) - Alix Wilton Regan (Susannah Castleman) - Karin Franz Korlof (Linnea)



Marco Guayba
Ator, diretor, preparador de elenco e Mestre em Letras





MUSICAL: A segunda edição do projeto ‘Férias Musicais do Grandes Músicos Pequenos’ vai apresentar, na Cidade das Artes, os espetáculos ‘Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças’ e ‘Bituca – Milton Nascimento para Crianças’

by on 15:19
Sucessos de público e de crítica, os dois mais recentes musicais infantis
da Entre Entretenimento fazem curta temporada no centro cultural
da Barra: dias 26 e 27/01 (Tropicalinha) e 02 e 03/02 (Bituca).



Com o objetivo de homenagear e preservar a memória de grandes nomes da música popular brasileira, o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’, criado pela Entre Entretenimento, faz sua edição de férias pelo segundo ano consecutivo na Cidade das Artes, na Barra. Desta vez, as Férias Musicais dos Grandes Músicos para Pequenos reúnem os dois mais recentes espetáculos da produtora, destinados ao público de qualquer idade: ‘Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças’ (26 e 27/01, às 16h), indicado em cinco categorias do Prêmio CBTIJ 2018, e ‘Bituca – Milton Nascimento para Crianças’ (02 e 03/02, às 16h), vencedor do Prêmio CBTIJ de Melhor Ator (Udylê Procópio) e de quatro estatuetas no Prêmio Botequim Cultural: Melhor espetáculo infanto-juvenil, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante.
 “É uma oportunidade de as famílias que estão passando as férias no Rio assistirem a um espetáculo que agrada tanto às crianças quanto aos adultos. A ideia é apresentar o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para todas as idades”, ressalta o diretor do projeto, Diego Morais.
Bituca – Milton Nascimento para Crianças – Com direção de Diego Morais, texto de Pedro Henrique Lopes e direção musical de Guilherme Borges, o musical se inspira na vida e na obra de Milton Nascimento para expor em cena a ternura e os desafios inerentes ao processo de adoção e as dificuldades de inserção de uma criança negra em um ambiente majoritariamente branco. Os atores Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (Mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (Professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do pequeno Milton que, ao ficar órfão aos 2 anos de idade, é adotado pelos patrões de sua avó. Chegando a Minas Gerais, o menino precisa lidar com o preconceito da sociedade por seu negro e ter pais brancos. Na trilha sonora, sucessos como “Coração de estudante”, “Travessia” e “Canção da América”. A peça foi indicada pelo Prêmio CBTIJ nas categorias Melhor Espetáculo, Texto Original (Pedro Henrique Lopes), Ator em Papel Protagonista (Udylê Procópio), Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino e Martina Blink), Direção Musical (Guilherme Borges) e Direção de Produção (Entre Entretenimento).
Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças – Com direção de Diego Morais, texto de Pedro Henrique Lopes e direção musical de Guilherme Borges, o musical infantil presta homenagem aos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, dois ícones do movimento tropicalista e da música mundial, em uma história que enaltece a amizade e desperta o sentimento de responsabilidade social. A história se passa no Reino de Pindorama, governado por uma rainha autoritária (Martina Blink), que toma o poder e baixa decretos proibindo a música e as cores no lugar. Dois amigos, Cae (Pedro Henrique Lopes) e Gil (Orlando Caldeira), se unem para trazer sons e cores de volta ao reino, em alusão ao movimento tropicalista. Também estão no elenco, Flora Menezes (Pobo), Hamilton Dias (Lindoneia) e Rafael de Castro (Juca). O musical não é biográfico, mas é inspirado em momentos vividos por Caetano Veloso e Gilberto Gil na juventude. No repertório, estão 43 músicas, entre elas “Tropicália”, “Força estranha”, “Alegria, alegria”, “Vamos fugir”, “Andar com fé”, “Divino Maravilhoso”, “Expresso 2222” e “Você é linda”.

Grandes Músicos para Pequenos
O objetivo do projeto Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis. Indicado a cinco categorias do Prêmio CBTIJ – Melhor Direção de Produção (Entre Entretenimento), Melhor Atriz Coadjuvante (Martina Blink), Melhor Ator Coadjuvante (Hamilton Dias), Melhor Figurino (Clívia Cohen e José Cohen) e Melhor Visagismo (Vitor Martinez) – ‘Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças’ é o quarto espetáculo da série, que nasceu em 2013 com o musical Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças. Depois, vieram O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ –  Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes) – e Bituca – Milton Nascimento para Crianças, de 2017, vencedor do Prêmio CBTIJ de Melhor Ator (Udylê Procópio) e de quatro estatuetas no Prêmio Botequim Cultural: Melhor espetáculo infanto-juvenil, Melhor Direção (Diego Morais), Melhor Roteiro (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino). As quatro peças juntas já foram vistas por mais de 180 mil espectadores.
“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, autor das peças do projeto. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor Diego Morais. Mais sobre o espetáculo e o projeto em: www.grandesmusicosparapequenos.com.br.

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais emwww.entreentretenimento.com.br.
Serviços:
26 e 27/01
Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Direção: Diego Morais. Direção Musical: Guilherme Borges. Com Pedro Henrique Lopes, Orlando Caldeira, Martina Blink, Rafael de Castro, Flora Menezes e Hamilton Dias. Dois amigos se unem para destronar uma rainha autoritária que proibiu a música no reino onde vivem. (55 min). Cidade das Artes / Grande Sala, Av. das Américas, 5.300 - Barra da Tijuca. Telefone: 3328-5300. Sab. e Dom., às 16h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Livre. Capacidade: 1.200 pessoas.
02 e 03/02

Bituca – Milton Nascimento para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Direção: Diego Morais. Direção Musical: Guilherme Borges. Com Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes. Chegando a Minas, o pequeno Bituca enfrenta, com bom-humor e determinação, o bullying dos colegas de escola por ser negro e ter pais brancos. (55 min). Cidade das Artes / Grande Sala, Av. das Américas, 5.300 - Barra da Tijuca. Telefone: 3328-5300. Sab. e Dom., às 16h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Livre. Capacidade: 1.200 pessoas.

05/01/2019

TEATRO: Baseada na obra de Eugène Ionesco, “Os Javalis” leva ao Teatro Glaucio Gill uma irreverente e bem-humorada metáfora sobre a massificação da informação

by on 13:14

o   Com direção de Emiliano D’avila, espetáculo trata de temas como manipulação da informação, massificação e despersonalização

o   Entre a tensão e o humor, dramaturgia de Gil Vicente Tavares é permeada pela iminente invasão do desconhecido e pelo perigoso poder do discurso

o   Peça com Lucas Lacerda e Junior Vieira tem curta temporada de 10 de janeiro a 1º de fevereiro



Com dramaturgia de Gil Vicente Tavares, o espetáculo “Os Javalis” estreia em 10 de janeiro no Teatro Glaucio Gill para curta temporada de quatro semanas. Livremente inspirada no clássico “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, a peça trata de questões sociais de maneira irreverente e contemporânea. Dirigida por Emiliano d’Avila, a montagem é marcada pelo ritmo intenso e pelos momentos de humor, que vão do ácido ao patético, e surpreende ao confrontar dois personagens — vividos pelos atores Lucas Lacerda e Junior Vieira — expondo-os de maneira absurda e extraordinária às mais diversas condições: dúvida, insegurança, loucura, medo e solidão. As apresentações acontecem as quintas e sextas, às 21h, até 1º de fevereiro.

Em cena, um homem solitário tem sua casa invadida por um pretenso vendedor que, desesperado, anuncia o fim da humanidade que, segundo ele, foi devastada por javalis. Inicialmente desacreditado, o dono da casa começa a ser levado pelo discurso do vendedor e por eventos estranhos que acontecem em sua casa. A trama é conduzida por uma potencial ameaça que vem de fora, mas que em momento algum se revela ou é confirmada. Desconstruindo e edificando questões, essa situação entre tensão e humor é o estopim para as transformações que encaminham ambos os personagens a caminhos surpreendentes.

A concepção da direção é fortemente influenciada pelo cinema noir, projetada por elementos da iluminação de Fábio Espírito Santo e de João Gioia, além do cenário de Nello Marrese, que assina também o figurino, com referenciais contemporâneos. A trilha sonora Ricco Viana foi composta especialmente para a montagem, com inspiração em filmes de ação.

O diretor Emiliano d’Avila evidencia a atualidade da trama que destaca o perigoso e potente poder de transformação e coerção de um discurso: “É uma obra que não propõe ideias ou respostas prontas e que permite aos espectadores os mais variados níveis de interpretação. Numa leitura sociológica, o texto faz uma crítica ao terrorismo – que amedronta e coage – e ao conformismo que, criando condições de submissão a uma ordem absurda, transforma o homem em uma verdadeira marionete. Inerte, ele renuncia àquilo que lhe é mais essencial e que o diferencia das demais espécies animais: a capacidade de raciocínio”, afirma.

Para o ator Lucas Lacerda, que também assina a direção de produção de “Os Javalis”, aponta que o texto questiona a evidente histeria de ideias, notícias falsas e ameaças que culminam na perda de referências e identidade do ser humano. “A invasão dos javalis é uma grande metáfora do que estamos vivendo hoje em dia. Essa ideia caótica, e ao mesmo tempo absurda, coloca em questão a disseminação de ideias falsas que faz com que duvidemos até de nossas próprias crenças”, conclui. Em consonância, o ator Junior Vieira acredita que “a violência está na invasão do outro, na palavra manipulada e nas ideias deturpadas sobre a fragilidade de cada um”, completa.

SERVIÇO

“OS JAVALIS”
Temporada: 10 de janeiro a 1º de fevereiro – quinta e sexta, às 21h
Local: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arco-Verde s/n, Copacabana.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Informações: (21) 2332 7904
Classificação: 12 anos. Capacidade: 100 lugares. Duração: 60 min.

SINOPSE – Um homem solitário tem sua casa invadida por um pretenso vendedor que, desesperado, anuncia o fim da humanidade, devastada por javalis que tomaram conta de tudo. Inicialmente desacreditado, o dono da casa começa a ser levado pelo discurso do vendedor e por eventos estranhos que acontecem em sua casa. Uma atmosfera, entre a tensão e o humor, é criada, detonando diversas questões que levarão os dois a caminhos surpreendentes.

Livremente inspirado no clássico, “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, “Os Javalis” – escrito pelo renomado dramaturgo baiano, Gil Vicente Tavares – segue a tradição da estética do Absurdo na dramaturgia contemporânea.


FICHA TÉCNICA
Texto: Gil Vicente Tavares
Direção: Emiliano d’Avila
Elenco: Lucas Lacerda e Junior Vieira
Direção de Produção: Lucas Lacerda
Desenho de Luz: Fábio Espírito Santo e João Gioia
Cenário e figurino: Nello Marrese
Trilha sonora original: Ricco Viana
Assistência de direção: Natália Rosa
Realização: O Padrinho Produções Artísticas
Produção Executiva: Julia Kruger
Programação visual: André Senna
Fotografia: Marcio Freitas

04/01/2019

[TEATRO] Com direção de Amir Hadadd, a comédia dramática ‘Rugas’ volta em cartaz, dia 9 de janeiro, no Teatro Maison de France

by on 10:00


Em cena, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim vivem uma série de personagens que mostram como a velhice pode ser criativa e poderosa
   

Por que as palavras velho, velha e velhice são usadas de maneira pejorativa? Por que os velhos sofrem preconceito e, muitas vezes, se veem desamparados e rejeitados? Como promover uma maior relação entre as gerações? Há três anos, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim estudam o tema e tentam responder essas perguntas – a dupla realizou dezenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos, leu livros que falavam sobre o assunto e se debruçou sobre trabalhos acadêmicos e artísticos. Esse material chegou às mãos do dramaturgo Hérton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática ‘Rugas’ a partir da reflexão sobre essas questões (o autor foi o vencedor do 6º Prêmio FITA de Teatro, na categoria Revelação, por este texto). Com direção do premiado Amir Haddad, o espetáculo volta ao cartaz dia 9 de janeiro, no Teatro Maison de France, depois de uma pequena pausa na temporada, para mais quatro apresentações, sempre às quartas-feiras, às 18h30.
“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somo eternos. Seria insuportável se fossemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fossemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Hadadd.
Aos 65 anos, Vanja Freitas começou a vivenciar uma série de situações que a fez refletir sobre essa fase da vida. Ao lado de Claudiana Cotrim, de 48 anos, passou a observar como as pessoas mais velhas atravessavam a rua e como se relacionam com a cidade. Os livros ‘A velhice 1 – a realidade incômoda’ e ‘A velhice 2 – a relação com o mundo’, de Simone de Beauvoir, e ‘Como envelhecer’, de Anne Karpf, também fizeram parte da pesquisa da dupla.
“Eu espero que o público se divirta e reflita sobre essa fase da vida que pode ser criativa e poderosa. Queremos passar uma mensagem amorosa e incentivar as pessoas a olharem mais para os velhos”, conta Vanja. “Uma amiga de 89 anos me disse uma coisa interessante: ninguém se prepara para envelhecer. E qual é a outra opção de não envelhecer?”
A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga (que estuda o envelhecimento) e deseja fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante uma palestra, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. O que ela vai fazer? Na trilha sonora do espetáculo, estão músicas como 'Que sera, Sera' de Doris Day, um hino dos anos 50, 'Jura' de Zeca Pagodinho, ‘Meu mundo caiu’, eternizada por Maysa; ‘Fascinação’, famosa na voz de Elis Regina; ‘Bodas de Prata’, de Maria Bethânia, entre outras.
“A partir da relação delas, a gente propõe ao espectador que pense sobre algumas questões: ‘o que você vai ser quando envelhecer?’ ou ‘quando você se sentiu velho pela primeira vez[RA1] ?. O público mais velho vai se identificar profundamente e os jovens vão ter a oportunidade de mudar seu pensamento a respeito do próprio futuro”, completa a atriz Claudiana Cotrim.
Sinopse

Cientista que deseja fazer o tempo parar reencontra a mãe idosa e reflete sobre o envelhecimento.


Vanja Freitas (atriz e idealizadora)

Atriz formada pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Artista plástica formada pela Escola de Belas Artes – UFBA.  Atuações em teatro: “Álbum de Família” (direção: José Possi Neto, 1978), “América Dreams” (dir.: José Possi Neto, 1979), “Estórias de lenços e ventos” (dir.: Paulo Dourado, 1979), “Exercitando” (dir.: Sérgio Britto, 1987), DomQuixote (dir.: Ricardo Maurício, 1994), “Sarau do Machado” (dir.: Ric. Maurício, 1995), “Kafkamachine” (dir.: Marília Martins, 2005), “A vida como ela é” (dir.: Bruno Rodrigues, 2012), “Como nasce um cabra da peste” (dir.: Júlio Wenceslau, 2014-15), “Bonitinha mais ordinária” (dir.: Ana Zettel, 2015).  Atuações em TV: “Sítio do Pica Pau Amarelo” (TV-E, 1980), programa “TV Escola” (TV-E, 1996), e nas seguintes telenovelas ou minisséries da TV Globo: “Você decide” (1995), “Salsa e merengue” (1996), “Hilda Furacão” (1998), “Pecado capital” (remake, 1998), “Laços de família” (2000), “Velho Chico” (2016), Muito além do Paraíso (2018). Cinema: curtas “Fando e Liz” (texto de Arrabal, dir.: Antônio Alcântara, 1977), “L.X.O.” (dir.: Ronaldo Ghermann, 1980), “Uma história de borboletas (de Caio Fernando Abreu, dir.: Flávio Colker, 1994), longa-metragem “Araras” (dir.: Sabrina Mc Cormick, 2016), “21, mão na cabeça” (dir.: de Milton Alencar). Figurinista: curso de figurino com Colmar Diniz – Faculdade CAL (2016); peças “Bonitinha, mas ordinária” e “Andarilho” (2016). Diretora: “O Rinoceronte”, de Ionesco, e cena da peça “Vestido de noiva”, ambos no teatro Sesc da Tijuca.


Claudiana Cotrim (atriz e idealizadora)

Atriz formada pelo Centro de Artes Cênicas do Maranhão em 1997, graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Desenvolveu a pesquisa “A autonomia do ator em cena”. Ministra oficinas de teatro sobre o tema Ator-Autor-Autonomia. Como atriz, seu repertório de trabalhos inclui performances, espetáculos de teatro, contação de histórias, oficinas de teatro, de contadores de histórias e de oratória, telenovelas, filmes e preparação de atores. Atuou na novela “Chamas da Vida”, da Rede Record. Na Rede Globo, teve participação nas novelas “Da cor do pecado”, “Ti-Ti-Ti”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge”, “Em Família”. Ganhou o prêmio de melhor atriz em 2011 com o espetáculo solo “Medeia” (baseado na obra de Eurípides) no 18º Festival Nacional de Monólogos Ana Maria Rêgo. Integrou o elenco de “Hotel Medeia – da meia noite ao amanhecer”, no Oi Futuro (Flamengo), além de trabalhos na linguagem audiovisual: ‘Medeias precisam de auxílio’ curta metragem de Gleyser Azevedo (MA); “De corpo inteiro”, filme sobre Clarice Lispector, de Nicole Algranti; e “O próximo rosto” curta metragem de Stéphane Dosse (França, 2009). Criou o projeto Teatro na Corte, com apresentações cênicas em espaços extracotidianos. Atuou também como atriz em “Os Homens Também Amam” (direção de Rodrigo Scheer, Teatro Clara Nunes, Rio), “Detetive – a peça” (direção do Rodrigo Scheer, Teatro Cândido Mendes, Rio), “Intervalo’ (direção de Josué Soares Teatro Vannucci, Rio). Dirigiu os espetáculossolo “Andarilho”, com o ator Carlos Rosario, e “Mariazinha’s”, com a atriz Maria Ethel.

Amir Haddad (diretor)

Com José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi e outros criou, em 1958, o Teatro Oficina — ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, Amir dirigiu Candida, de George Bernard Shaw; atuou em A Ponte, de Carlos Queiroz Telles, e em Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa. Em 1959, dirigiu A Incubadeira e ganhou prêmio de melhor direção. Desligando-se do Teatro Oficina, segue em 1961 para Belém, no Pará, realizando uma série de trabalhos para a Escola de Teatro de Belém. Em 1965, o Teatro Universitário Carioca o convida para dirigir O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo, e Amir acaba por permanecer no Rio de Janeiro. Aqui, é um dos fundadores do grupo A Comunidade, instalado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que se projeta em 1969 com o espetáculo A Construção, de Altimar Pimentel, atribuindo a Amir o Prêmio Molière de melhor direção. Em 1970, realiza mais dois espetáculos com o grupo: Agamêmnon, de Ésquilo, e Depois do Corpo, de Almir Amorim. No mesmo ano, ganha o segundo Molière, com O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau. Em 1972, no Rio de Janeiro, ganha o prêmio Governador do Estado de melhor diretor, com a peça Tango, de Slawomir Mrozec. Com o Grupo de Niterói, faz SOMMA, no Teatro João Caetano, 1974. Em 1980, funda o Tá na Rua, fazendo apresentações de rua baseadas em cenas de criação coletiva. Realiza, também, trabalhos no teatro comercial, que lhe valem o Prêmio Shell por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar em 1989; e o Prêmio Sharp, por O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, em 1996. Dirige, ainda de Shakespeare, Noite de Reis, em 1997; e O Avarento, de Moliére, em 2000. A partir da década de 1990, Amir aprofunda suas pesquisas de teatro de rua, fazendo diversas encenações de Cortejos e Autos pelo país, movimentando milhares de pessoas nessas encenações, tendo quase sempre presente alguns dos integrantes do Tá na Rua.



Ficha técnica:

Texto: Hérton Gustavo Gratto
Direção: Amir Haddad
Elenco: Claudiana Cotrim e Vanja Freitas
Iluminação: Marcelo Camargo
Figurino e cenografia: Lorena Sender
Preparação corporal: Claudiana Cotrim
Preparação vocal: Vanja Freitas
Fotografia e vídeos de ensaio: Ana Clara Catanhede
Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Produção: Diga Sim Produções!

Serviço:
Rugas
Temporada: 9 a 30 de janeiro
Teatro Maison de France: Av. Pres. Antônio Carlos, 58 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Telefones: 2544-2533
Dias e horários: Quarta, às 18h30.
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).
Lotação: 355 pessoas
Duração: 1h05
Classificação indicativa: Livre.

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